5.16.2011
Nós (ii)
E se eu me chamasse Lamento,
E fosse feito de estrelas aos pés,
Herdasse algum Trono esquecido,
Forjasse de minhas palavras, mentiras,
Criasse pesadelos diurnos e
Nunca ouvisse seus apelos.
Este seria um bom senhor a ser lembrado?
Não me culpeis por ser o que eu sou, tivera uma escolha e a fizera. Optei ser da espécie que você despreza. De mim nada podeis além do que eu permito e de vós eu terei o que quiser. É meu tormento nunca saber como sois durante o alvorecer e para aqueles que a mim, amam, o tormento se inverte. Não entendais vós que estou sendo leviano, apenas queria deixar claramente expresso o quanto é bom ser eu. E o quanto me orgulho de nós que aqui estamos por vós esperando.
Nós
Eu que aqui estamos preciso fomentar.
Por que os humanos nos tomam como bestas selvagens, desorganizadas e pútredas? Cada dia passante eu tenho mais a certeza da vaidade incontestável desta raça. E ainda sempre somos antagônicos a todo e qualquer princípio.
Nos fazem subservientes à uma entidade que vem depois de nós, nos transformam em conspiradores, revelam-se caçadores de nós e ainda expelem sua execrável moralidade. Fora alguns pequenos relatos aproximados ao verdadeiro os outros são insuportavelmente delirantes.
Concordo que falar do desconhecido é complicado, mas atenhamo-nos ao exemplo mínimo de originalidade.
Muitos de nós estamos presentes popularmente - falo por mim que sou uma prova palpável - e mesmo dentro do Conclave há uma forma controlada de dispersar argumentos validos. Como eu já citara há alguns posts, até para nossa sobrevivência. O mesmo medo que os torna perigosos os torna cúmplices, dai a nossa necessidade.
Eu que aqui estamos digo-lhes que pare.
Não revelaremos nem a décima parte, o que souberem será de forma aleatória como eu faço - e arrisco-me ao fazer - nada mais. Mas não é por isso que têm o direito de criar uma imagem tão falsa.
Nós somos superiores em força, agilidade, destreza, sabedoria, conhecimento, poder, política e excepcionalmente em moralidade. Sabemos o nosso direito entre raça e espécie, dentre nós mesmos não somos todos iguais. Não fazemos e divulgamos falsas ideias sobre as outras espécies e não as tornamos alvos de nossas injúrias, mesmo as que vocês consideram tais.
Torno-me um perseguidor e inquisidor voraz, quando necessário. Eu que mascaramos posso afirmar.
Por vós esperamos eu que aqui estamos.
Por que os humanos nos tomam como bestas selvagens, desorganizadas e pútredas? Cada dia passante eu tenho mais a certeza da vaidade incontestável desta raça. E ainda sempre somos antagônicos a todo e qualquer princípio.
Nos fazem subservientes à uma entidade que vem depois de nós, nos transformam em conspiradores, revelam-se caçadores de nós e ainda expelem sua execrável moralidade. Fora alguns pequenos relatos aproximados ao verdadeiro os outros são insuportavelmente delirantes.
Concordo que falar do desconhecido é complicado, mas atenhamo-nos ao exemplo mínimo de originalidade.
Muitos de nós estamos presentes popularmente - falo por mim que sou uma prova palpável - e mesmo dentro do Conclave há uma forma controlada de dispersar argumentos validos. Como eu já citara há alguns posts, até para nossa sobrevivência. O mesmo medo que os torna perigosos os torna cúmplices, dai a nossa necessidade.
Eu que aqui estamos digo-lhes que pare.
Não revelaremos nem a décima parte, o que souberem será de forma aleatória como eu faço - e arrisco-me ao fazer - nada mais. Mas não é por isso que têm o direito de criar uma imagem tão falsa.
Nós somos superiores em força, agilidade, destreza, sabedoria, conhecimento, poder, política e excepcionalmente em moralidade. Sabemos o nosso direito entre raça e espécie, dentre nós mesmos não somos todos iguais. Não fazemos e divulgamos falsas ideias sobre as outras espécies e não as tornamos alvos de nossas injúrias, mesmo as que vocês consideram tais.
Torno-me um perseguidor e inquisidor voraz, quando necessário. Eu que mascaramos posso afirmar.
Por vós esperamos eu que aqui estamos.
5.14.2011
Constância
"
Constância, meu bem, constância.
Constante sempre serei.
Constante até na morte.
Constante eu morrerei."
Caminhos
Falo e não faço, como sempre. Talvez inspirado pelo que ouço sinto a enorme vontade de voltar ao mundo. É nostalgico mas sem ser melancólico, neste caso em especial. Não considero os amores e as experiências que passaram, tento pensar apenas naquela sensação do vento livre batendo nos olhos e causando algumas lágrimas involuntárias, pensar naquele frio da madrugada enquanto você está sozinho numa auto-estrada longe de qualquer coisa que conheça e mais longe ainda de quaisquer sinais de humanidade.
Longas estradas estas que já me ouviram e falaram comigo. Não sinto falta de ser livre, agora, lamento o que perdi quando era livre. Tudo que não vai poder voltar. Passei por tantos caminhos e vi tantas cidades que nem me recordo de todas, criei talvez esta forma de proteção. E o que é isso agora, esta sensação de estar deixando algo de lado?
Eu podia sentir a conexão no vento, no frio, num rasante, num cheiro de pedra, numa precipitação de chuva, num bosque. Tudo o que conheci e prezei tanto está se esvaindo de mim, se desprendendo, como se eu estivesse perdendo um elo, uma essência. Não excedo quando digo que conheço boa parte do mundo e de cada canto em especial eu guardo uma história. Muitas solitárias, evidente, já que não é facil ser um incógnito. Andei muito e vi muito de tudo isso crescer e florescer, acho que sinto falta desta adaptação.
Confesso que queria muito esta vida novamente mas não posso. Assumi outra e enquanto não conseguir terminá-la não poderei sair senão voltará a acontecer tudo novamente, como está.
Sinto falta de uma vida talvez por que não pude completá-la e ainda que tenha um dom sobre o Tempo não posso usá-lo agora.
O mundo não é mais o mesmo, nem as rodovias, nem as pessoas que encontramos ao acaso, nem aquele sentimento de cada homem como sendo individual neste paraíso. Eu lamento tanto.
Longas estradas estas que já me ouviram e falaram comigo. Não sinto falta de ser livre, agora, lamento o que perdi quando era livre. Tudo que não vai poder voltar. Passei por tantos caminhos e vi tantas cidades que nem me recordo de todas, criei talvez esta forma de proteção. E o que é isso agora, esta sensação de estar deixando algo de lado?
Eu podia sentir a conexão no vento, no frio, num rasante, num cheiro de pedra, numa precipitação de chuva, num bosque. Tudo o que conheci e prezei tanto está se esvaindo de mim, se desprendendo, como se eu estivesse perdendo um elo, uma essência. Não excedo quando digo que conheço boa parte do mundo e de cada canto em especial eu guardo uma história. Muitas solitárias, evidente, já que não é facil ser um incógnito. Andei muito e vi muito de tudo isso crescer e florescer, acho que sinto falta desta adaptação.
Confesso que queria muito esta vida novamente mas não posso. Assumi outra e enquanto não conseguir terminá-la não poderei sair senão voltará a acontecer tudo novamente, como está.
Sinto falta de uma vida talvez por que não pude completá-la e ainda que tenha um dom sobre o Tempo não posso usá-lo agora.
O mundo não é mais o mesmo, nem as rodovias, nem as pessoas que encontramos ao acaso, nem aquele sentimento de cada homem como sendo individual neste paraíso. Eu lamento tanto.
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