Can You hear the Priest?
Chego a conclusão que estou agindo errado. Estimulando meu super-ego já inflamado a manter uma situação já definida. Estou lamuriando sem sequer notar que a vida de um Ermitão me é vantajosa, como já conhecida. Viver em desapego de tempo e espaço, sentimento e ilusão, afeto e absolutismo acaba por vencer as barreiras, claro, contando com o pressuposto da flecha lançada não tem volta.
Pior do que evocar a vida do Ermitão é querer tirá-lo dela abruptamente. Fato. É sempre mais fácil entrar do que sair.
Preciso novamente conhecer o Princípio da Atemporalidade, como um tapete de areia que mescla-se com o vento. Perdi, não há volta e mesmo que houvesse o retorno não seria proveitoso. Péricles, o estadista, disse certa vez: "- Me engana uma vez e é vergonha sua. Me engana duas vezes e é vergonha minha" e acho que ele tem razão. Não se tece dois tapetes absolutamente iguais! Nunca!
Ego, alter-ego, super-ego..
Me resta concentrar-me em implosões para que o que me pertence seja contido em mim. Não mais exposto ou ridicularizado. Que possa ser feito em mim e terminado em mim, como um bom Fazedor de Estrelas que as guarda pra si - ou eventualmente expande-as até o macrocosmo - e que este Princípio volte a ser meu calcanhar.
Me perdoe pelo que fiz, nunca poderia ter sido intencional, mas eu errei e admito. Errei mais comigo mesmo do que poderia e meu erro exponenciou em meu Universo. Não adianta mais me reduzir para que meus bens pareçam maiores, meu maior bem e porto-seguro está partindo. Rumo ao Céu, não ao Mar.
Pelos deuses que me cercam do Céu à Terra, da Terra ao Mar e do Mar de volta à Terra, eu preciso.
Preciso me desvencilhar disso antes que minha ruína seja feita.
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