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1.01.2012

Pássaros e amores


Foi num dia comum no Japão e numa praça esse acontecido.

Nessa primeira foto, não se sabe como o pássaro morreu. Estava ali no asfalto inerte, aquele corpinho sem vida e sem seu canto. Seria um fato corriqueiro, mas o fotógrafo fez a grande diferença.

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A Solidariedade 

Talvez até por intuição, segundo o relato do fotógrafo, essa ave que chama o companheiro já sem vida, permaneceu durante o dia todo pousada próximo à ave morta parecendo pedir algo.

Pulava de galho em galho sem temer os que se aproximavam até chegar bem próximo ao fotógrafo.

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A Solicitação

E cantou num tom triste. O homem imaginou que ela pedia algo. Ela voou até o corpinho, pousou como querendo levantá-lo e alçou vôo até um jardim próximo.
E o homem entendeu.
Foi ao meio da rua, retirou a ave morta e colocou no canteiro indicado.
Só então a ave solidária levantou vôo e atrás dela todo o bando.

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A Despedida

Num olhar triste tendo a consciência do companheiro morto, como num último gesto de respeito e talvez até devoção a ave permanece alguns segundos junto ao corpinho antes dele ser retirado da rua para o jardim, a seu pedido.

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Uma Questão de Amor e Carinho

Num ato emocionante todo o bando segundo o relato de testemunhas, com dezenas de aves sobrevoaram o corpinho do companheiro morto antes de partirem. A foto diz quanta verdade existiu naquele momento de dor e respeito.


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Um grito de dor e lamento

Aquela ave que fez toda a cerimônia de despedida, quando o bando já ia alto, inesperadamente, só ela voltou ao corpo e num grito de não aceitação da morte, ainda tenta chamar o companheiro à vida ou uma despedida de amor e carinho como quase não mais existe entre os homens racionais aqui da terra.

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3.08.2011

Poissons (iv)

Todos mortos.
Envenenados com cicuta.
Não há mais Esperança, ela se foi quando adentrou cegamente o Muro dos desesperados, em busca de alguma espécie de subterfúgio lúdico.

Não peço perdão, inclusive.

Tampouco deixarei de ser Pássaro, ainda.

3.02.2011

Peixes (ii)

Deixe-me explicar o porquê de peixes:

Há algum tempo tomei para mim o título de Pássaro após ouvir o seguinte ditado "um Pássaro e um Peixe podem se apaixonar mas onde construirão o ninho?" e isso mexeu deveras com minh'alma. É verdade, eu sou um pássaro. Tenho a volatilidade de um, a necessidade de movimento, a espontaneidade, a observação mas também tenho a negligência, a instabilidade e a busca por novos horizontes sempre. É um peso e uma dádiva.

Pensei que, sendo um pássaro, meus amores seriam meus peixes preciosos. Todos que citei no post anterior são parte de mim, cada qual com sua virtude e história pessoal entrelaçada à minha. Ótimos amigos, um amor passado, um amor eterno e eu. E eu, como pássaro, não posso negligenciar mais estes sentimentos, quero mantê-los o mais próximo possível. Claro, com uma simples brincadeira como esta não é suficiente, levando em conta que a importância não foi dada por todos. Enfim.

Preciso apenas dizer que amo cada um deles de uma forma especial e única. Cada um me deu um momento maravilhoso e todos são meus pilares agora. E mesmo que um tenha ocasionado minha queda, ainda me mantenho do conjunto. Não sei se continuarei com a brincadeira, está sendo desgastante para mim, mas enquanto durar vai ser bom.

Dúvidas?