3.31.2011

Peso


Roses are red, violets are blue, I'm schizophrenic, and so am I.
                                                                                      Frank Crow


De causas alheias, acabo de expirar mais de uma tonelada de consciência de meu dorso. Não, nem todas as boas notícias são boas notícias e não são todos os males que vêm para bem. Para não ser mais clichê, usarei Churchill :

Livros de frases são ótimos para pessoas sem instrução.
                                                                           

3.30.2011

Ninguém e Athena

Eu sou o Ninguém que cegou Polifemo, não sou senhor de outro Reino senão o que comigo levo onde quer que eu esteja.
Me chamam Ulisses Rei, Polifemo me chama Morte, Calypso me chama desejo, Penélope me chama amor eterno.
E tu não me chama mais de amo.
Por que não sou mais egoista ao ponto que quere-lo só pra mim.
É querer o ar ou o vento ou a mim mesmo.
Nobre Atena Deusa que me guia,
Senhora da Razão de muitos, toma o meu fardo e me deixe apenas com o louro da tão sagrada dádiva que se mostra a meus olhos agora.
Toma, Oh Deusa intempestiva, a razão que a mim não julga e permita-me viver aqui,
serenamente.
Na insensatez de amar este Homem.
Ai Palas que a mim não serve mais,
Deusa arconte que se mostra a quem não te chama.
Mostra-te somente pra nos trazer à tona o preço da amargura,
seja como Eros que nos faz viver em Leviandade.
Outrora amava-a como a um sol,
hoje submeto-te à minha opção: viver plenamente em amor ou redimir-me a sapiência e voltar a ver o mundo com os olhos que outrora me destes.

Oh Palas, soberana e vingativa...

Carmina Burana - Carl Orff

Carmina Burana - 
O Fortuna, Imperatrix Mundi


O Fortuna,
Velut Luna
Statu variabilis,
Semper crescis
Aut decrescis;
Vita detestabilis
Nunc obdurat
Et tunc curat
Ludo mentis aciem,
Egestatem,
Potestatem,
Dissolvit ut glaciem.

Sors immanis
Et inanis,
Rota tu volubilis
Status malus,
Vana salus
Semper dissolubilis,
Obumbrata
Et velata
Michi quoque niteris;
Nunc per ludum
Dorsum nudum
Fero tui sceleris.

Sors salutis
Et virtutis
Michi nunc contraria
Est affectus
Et defectus
Semper in angaria.
Hac in hora
Sine mora
Corde pulsum tangite;
Quod per sortem
Sternit fortem,
Mecum omnes plangite! 

Carl Orff

Longe



Tem horas que a melhor forma que encontro para te amar é estando longe de você o máximo que puder. Perdoa-me.

Sangue de Estrela - StarBlood

Tracemos um paralelo entre a existência imemorial de uma estrela e seu foco, seu sangue. Tenho em mente exactamente agora uma imagem que há muito não imaginara, uma estrela sangrando. Tão violentamente que posso sentir a pulsação da sua dor e lástima pela perda, sua reflexão sobre a anti-matéria liberada e sobre seu pesar em relação à sua prole.

Eu vejo estrelas em dias claros, é um dom, e hoje eu vi uma sangrando. Hesitei por um instante, pensando tratar-se de rastros espaciais até poder sentir a transgressão do que estava acontecendo. Ela sangrava, meus irmãos, sangrava e se derramava pelo que estava ao redor, gerando ainda maior angústia pelos fatores de incompetência assistencial. Ela sofria e agonizava, sozinha, no seu próprio campo e em simultâneo eu chorava e era infligido pela sua pressão. Minha conexão com ela era desconhecida até então, eu sabia que podia vê-las mas não que poderia senti-las, talvez seja algo que esteja vindo com a idade do meu sangue.

Não sabia se preferia ver ou me abster da sensação, meu coração decrépito parecia estabelecer um pacto de post mortem com o astro, como se ela pedisse para continuar vivendo, em mim. Eu negligenciei minha honra quando entrei no frenesi da sede pelo seu sangue e lutei arduamente contra meus princípios, antevendo uma implosão quântica pela reação cataclismica de duas esferas de tamanho e densidade iguais ou ainda um Buraco de Minhoca (WormHole), caso me aproximasse demais do seu campo. Física, pura e simples, aprendida com grandes nomes. Mas e a Filosofia, como se representa neste ato?

Percebi aos poucos - no intervalo de milésimos de anos-luz - que tratava-se não de uma morte mas sim de um renascimento. Ela sangrava como forma de se livrar do peso que carregava. Em outros tempos chamávamos de sangria. Claro, isso não muda o risco, muda apenas a intenção.

Ela se mantinha firme no suicídio assistido enquanto todos choravam por não conhecerem a intenção. Pela mesma conexão senti que não era pretensão quando a ouvir dizer:

" - Minha Liberdade, é o que quero. Não atenho-me mais a criar, quero ser renegada. Não vos bastam todos os meus filhos caídos? Não vos pertencem muitos de meus campos? Não é suficiente o quanto eu sofro por ouvir suas preces sem ter a onipotência que queria para satisfazê-las? Tenho respostas mas não tenho as perguntas certas, por isso peço que me deixem ir. Me permitam ser Nada. Oh deuses que habitam o Cosmos, eu rogo pela sua clemencia e misericórdia, ofereço meu sangue híbrido como pagamento. E se não permitirem por bem todo o mal que faço, ousarei rebelar-me. E numa batalha eu cairei, desonrada, pois não posso com vossos poderes. Tudo o que peço agora é que me dêem a Liberdade para tomar minhas escolhas, sem abandonar o que tenho, nunca esquecendo o que fui e sendo autoridade no que possa fazer, a responder pelos meus próprios atos. É o primeiro desejo de uma Estrela."

E mais uma vez, após tanto tempo, eu chorei. No mesmo ínterim eu compartilhei da vida da estrela, seus feitos, sua prole e suas palavras fizeram todo o sentido. Por quantas vezes eu as observei daqui sem nunca imaginar o quanto sofriam e eram dilacerada por emoções que não conseguiam compreender, inúmeras. Esta estrela em especial contou-me seu nome e assim eu entendi tudo, desde o princípio das eras. Eras que nem eu mesmo acompanhei e compreendi sua real idade, exponencialmente mais velha do que eu quando me sobressaltei. Ela não falava aleatoriamente com os deuses, ela se dirigia a mim quando falava.

Como se estivesse representando um papel toda a fala era destinada a mim. Ela me conhecia? Eu a conhecia anteriormente? Porquê uma intimidade estranha era nítida e tocável entre nós?

Eu me mantive inalterado, emudecido, pelo medo da resposta e pelas descobertas, enquanto a estrela sangrava. O sangue já atingia galáxias longínquas e mais astros se juntavam a contemplar sórdidamente o ato. Massa, pressão, sangue e gás. Os outros começavam a declinar à presença já que seus corpos eram atraídos, sugados, para a poça que era formada no decorrer da cena da estrela, muitos tentavam se afastar mas não conseguiam e o que parecia um ato isolado acabou por se tornar um massacre de pequenos astros, estrelas menores, cometas, planetas e buracos negros e brancos. Todos mortos, findados, sem opção, pelo ato irremediável da estrela sedenta e sangrante. Ouviam-se choros por todas as galáxias conhecidas, rebeliões e a pressão. Toda aquela pressão era ensurdecedora, mas a estrela continuava clamando aos deuses por sua autoridade pessoal.

Por um outro milésimo, eu simplesmente apaguei. Não vi o que aconteceu. Não vi mais nada nem ouvi nem senti. Estive fora por míseros instantes, o suficiente para na volta não reconhecer mais o local da partida. Não havia mais estrela ou astros mortos e decompostos, talvez o único fato que comprove o que aconteceu é que o sangue da estrela estava em meus lábios, eu o reconhecia, e que de uma forma estranha eu estou mudado. Meus olhos tornaram-se mais claros (visível e brutalmente mais claros), minha reflexão e minha percepção estão mais aguçadas do que nunca e agora eu estou atemporal.

Não posso garantir o que aconteceu, nem por que ainda sinto a voz daquela estrela em minha mente. Talvez um dia eu compreenda, mas confesso que agora não me é relevante.


E neste momento sinto-me como Michelângelo, defronte a Moisés:

Parla! Parla! Perché non parli?

- Obra completamente escrita por L. exceptuando a citação de Michelângelo destacada -

Richard III - W.S.



Poor painted queen, vain flourish of my fortune! 
      Why strew'st thou sugar on that bottled spider, 
      Whose deadly web ensnareth thee about? 
      Fool, fool! thou whet'st a knife to kill thyself. 
      The time will come when thou shalt wish for me 
      To help thee curse that poisonous bunchback'd toad.

Queem Margaret, in Richard III - Act 1, Scene 3
Shakespeare, W.

Pós-suposto

Passado o tempo de vergonhas, culpas e raiva me abstenho da temperança enquanto me vanglorio pela minha vaidade estética aguçada e minha capacidade de encolher fatos, ao invés de aumentá-los. Nunca fui humilde e acho que a humildade é a desculpa para quem não sabe dizer ou fazer algo. Não me recolho em insignificâncias, au contráire, eu me elevo.

"Ter inveja de uma pessoa é como beber um veneno e esperar que o outro morra." Shakespeare, W.

Eu sou o que sou e nada menos.

3.29.2011

Os Porcos-espinho e o inverno

Fundamentando minha exposição anterior, acrescendo no compendium uma fábula chamada Os Porcos-espinho e o inverno.

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos espinhos, percebendo esta situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhariam e se protegeriam mutuamente.
Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que forneciam calor. E, por isso, eles tornaram a se afastar uns dos outros, voltando assim a morrer congelados.
Precisavam fazer uma escolha urgentemente. Desapareceriam também da face da terra morrendo todos congelados, ou aceitavam os espinhos de seus semelhantes?
Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam assim, a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor um do outro.
Sobreviveram.
O melhor relacionamento não é aquele que reúne membros perfeitos, mas aquele onde cada um aceita os defeitos do outro e consegue perdão pelos próprios defeitos.
"Aqueles que nos são mais próximos são os que mais machucamos."

Vergonha, Inveja e Raiva

Confesso que me sinto envergonhado ao revelar algumas de minhas fraquezas e inveja é uma delas.

Eu observo como as pessoas ditas normais conseguem estabelecer uma associação com seus semelhantes tão amistosa, fidedigna e sem recompensas e isso me é estranho em essência. Eu perdi o ponto Linear onde os homens aprenderam isso? Provavelmente. Muitos ainda não sabem se comportar mas os outros parecem não se importar, também. É mais comum a reunião nos dias de hoje? Talvez. Talvez seja por ajuda do veiculo que eu mesmo agora uso.
Não.
Tenho certeza de que não é só isso já que eu estou presente na sua maioria mas ainda não consigo perceber meu papel entre eles. Pode ser por incompetência minha? É certo. Neste mesmo ponto que os homens aprenderam que estão juntos, nós, aprendemos a nos separar. Passado este tempo eu lamento.
Lamento estar sendo ainda responsabilizado por algo que tenha feito há muito tempo. Consolos? Era minha opção, na época. Não é mais. Não há como reverter?

Conjuntamente a esta inveja surge a raiva, ocasionada pela imaterialidade do que possuo de concreto para ser barganhado com quem quero. O que poderia eu oferecer além de histórias antigas e um amor embolorado? Mais conhecimento? Ninguém mais preza conhecimento e não se trata de um ephebós e seu mestre. Trata-se de uma figura masculina em busca de toda e qualquer espécie de prazer que possa ser oferecida neste terra, seja ele sexual, amoroso, humano, organoléptico ou neurossensorial estimulável.

Vejo simples gêneros de vida que valem tão mais do que eu sempre tive. Belos e jovens expressionistas atuais que mesmo não conhecendo seu passado conseguem estipular um paradigma para si tão avant-garde, como fazíamos. Rapazes que estão aprendendo a viver mas já com um absolutismo fascinante, com uma virgindade que me excita deveras mas com uma sede que eu não posso aplacar. Não sem revelar um pouco de Les Mystères, coisa que não posso ainda.

Eu, irmãos, tenho entre os meus, lindos exemplos destes jovens que eu falo. Um ou dois sempre preenchem meus pensamentos nos momentos de ostracismo. Fato que eu desejo este um ou mesmo os dois, porquoi non? E mesmo considerando que eles não exigiriam nada em troca talvez eu me considere no dever, já que meu interesse começa na vergonha e parte para a raiva, culminando no real desejo de consumação. Torço para que seus deuses nunca os permita estarem comigo, seria letal para ambos.

Eu não tenho a quem apelar já que sou meu próprio deus.

Ephebós: aquele que atingiu a puberdade, moço,
moço entre os dezoito e os vinte anos de idade, que, em muitas cidades-estado da Grécia antiga, recebia instrução militar e treino de ginásio, como preparação para a cidadania plena.

3.28.2011

Falando às paredes

Nova recomendação antiga. Minha melhor amiga nesta vida de agora e minha melhor parte neste mundo, minha salvadora e minha mantenedora de muitos feitos. Por ela eu ainda estou aqui e graças à intervenção dela. Não há elogios ou créditos suficientes neste mundo para competir com tamanha amizade e amor.

Lhes entrego, Madame Carolli.

http://janejcjc.blogspot.com/

Janelas

“Em tudo quanto faças sê só tu, em tudo quanto faças sê tu todo” 
Fernando Pessoa.

É muito bom estar aqui.

Tendência à Santidade

Conheço algumas pessoas com uma certa tendência ou inclinação à santidade. Literalmente, eu diria. Mas o que pode parecer uma coisa estranha e demodé na verdade desmistifica meu maior conceito expresso: Todos os humanos foram completamente corrompidos. Em simultâneo eu glorifico e me reduzo. Pense como seria nos dias de hoje se o desconhecido deus-uno resolvesse eliminar a nova Gomorra e me pedisse para buscar dez entre os homens e mulheres que são de boa índole para que não haja o sacrossanto ato de destruição? Lógico, inicialmente seria a minha maior batalha e certamente eu corromperia todos que cruzassem meu caminho. Usaria deste subterfúgio para destrui-los e negaria minha Honra para com ele (ou Ele, depende do estado de humor de quem lê).

Eu decidi estar aqui há muito tempo. Desta forma optei e manipulei tudo o que precisava para estar nas melhores condições. Melhores pessoas ao meu redor, melhor local e melhor resposta para explicar todos os acontecimentos. Melhor maneira de enganá-los e um jeito já pensado para me afastar de todos eles. Ou seja, realmente um script de vida. O que eu não esperava e que me fugiu ao controle é a evolução daqueles que estão próximos. Confesso que negligenciei a adaptação humana e sua evolução e isso custou-me caro porém me deu boas admissões.

Falei sobre santidade e acredito que dentre os meus existem alguns que estão neste rol de presença. Não importa essencialmente quais e quantos, mas eles estão ai, batendo às portas dos Céus exigindo seu lugar nas Montanhas do Norte. Dos que já foram não sei quantos, dos que ficam tenho uma em mente exatamente agora e é para quem dedico esta revelação. Minha Maternidade que me ofereceu tão precioso prénom, a atual Matriarca Lioncourt.
"Nas sociedades modernas, as matriarcas são geralmente mulheres já avós que, num modelo familiar alargado, tem um papel predominantemente e por vezes despótico com relação a outros membros da família." fonte http://bit.ly/e7UD0q

Não sei se a experiência de vida a moldou para isso ou se é algo intrinsecamente enraizado no DNA ou afins desta raça, mas sei que ela merece este título. Não pelo que já fez mas sim pelo que não faz. Talvez a santidade não seja mostrar grandes valores e sim saber abster-se do que é mau e desnecessário. Não tiro os méritos de uma outra grande amiga, Agnes que tanto fez por vocês e que hoje em dia mal é reconhecida, mas reconheço que grandes nomes são forjados de formas diferentes. Se há um protocolo para ser seguido, preciso deixar minha Matriarca ciente.

Mesmo sabendo que eu não estarei entre eles por muito tempo, quero deixar o que há de melhor para que quando eu for não seja motivos para prantos e sim para contemplação dos meus feitos. Mesmo que eles nunca entendam como foram feitos. Mesmo que não entendam para quem foram feitos. E mesmo que não entendam como eu sou o que sou e passei tanto tempo conseguindo ocultar isso.

Este é meu segredo e será revelado com meu sangue, deixo meus pertences a quem precisar pois da onde vim nunca precisei deles e para onde vou após deixar o que tenho, não será preciso. Novamente.

Un grand retour à la terre..

Quedas



.. Cai pedra sobre a minha graça, cai rocha sobre a minha morada, cai pó sobre meus olhos, cai fogo sobre a minha alma ..

Daemonia Nymphe - Nymphs of SeaGod Nereus [Νηρηίδων]




[Νηρηίδων]

Νηρέος ειναλίου νύμφαι καλυκώπιδες, αγναί,
σφράγιαι βύθιαι, χοροπαίγμονες, υγροκέλευθοι,
πεντήκοντα κόραι περί κύμασι βακχεύουσαι,
Τριτώνων επ' όχοισιν αγαλλόμεναι περί νώτα
θηροτύποις μορφαίς, ών βόσκει σώματα πόντος,
άλλοις θ' οί ναίουσι βυθόν, Τριτώνιον οίδμα,
υδρόδομοι, σκιρτηταί, ελισσόμενοι περί κύμα,
ποντοπλάνοι δελφίνες, αλιρρόθιοι, κυαναυγείς.
υμάς κικλήσκω πέμπειν μύσταις πολύν όλβον:
υμείς γάρ πρώται τελετήν ανεδείξατε σεμνήν
ευιέρου Βάκχοιο καί αγνής Φερσεφονείης,
Καλλιόπηι σύν μητρί καί 'Απόλλωνι άνακτι.

Latin transcription:

[Niriidon]

Nireos einalioy nymphai kalykopides, agnai,
sfragiai bythiai, choropaigmones, ygrokeleythoi,
pentikonta korai peri kymasi bakcheyoysai,
Tritonon ep' ochoisin agallomenai peri nota
Thirotypois morfais, on boskei somata pontos,
allois th' oi naioysi bython, Tritonion oidma,
ydrodomoi, skirtitai, elissomenoi peri kyma,
pontoplanoi delfines, alirrothioi, kyanaygeis.
ymas kiklisko pempein mystais polyn olbon:
ymeis gar protai teletin anedeixate semnin
eyieroy Bakchoio kai agnis Persefoneiis,
Kalliopii syn mitri kai 'Apolloni anakti.


English translation:

[To the Nereids]

Daughters of Nereus, resident in caves
Merg'd deep in Ocean, sporting thro' the waves;
Fanatic fifty nymphs, who thro' the main
Delight to follow in the Triton's train,
Rejoicing close behind their cars to keep;
Whose forms half wild, are nourish'd by the deep,
With other nymphs of different degree
Leaping and wand'ring thro' the liquid sea:
Bright, wat'ry dolphins, sonorous and gay,
Well pleas'd to sport with bachanalian play;
Nymphs beauteous-ey'd, whom sacrifice delights,
Send rich abundance on our mystic rites;
For you at first disclos'd the rites divine,
Of holy Bacchus and of Proserpine,
Of fair Calliope from whom I spring,
And of Apollo bright, the Muse's king.

Dulaman - Omnia

- in Irish Gaelic


[Corfá]
Dúlamán na binne buí, Dúlamán Gaelach
Dúlamán na farraige, ’s é b’fhearr a bhí in Éirinn.

A’níon mhín ó, sin anall na fir shúirí
A mháithair mhín ó, cuir na roithléan go dtí mé.

[Corfá]

Tá cosa dubha dúbailte ar an Dúlamán Gaelach
Tá dhá chluais mhaol ar an Dúlamán Gaelach.

[Corfá]

Rachaimid go doire leis an Dúlamán Gaelach,
Is ceannóimid bróga daora ar an Dúlamán Gaelach.

[Corfá]

Bróga breaca dubha ar an Dúlamán Gaelach
Tá bearéad agus triús ar an Dúlamán Gaelach.

[Corfá]

Ar bhfaca tú mo ghrá arsa an Dúlamán Gaelach
Ni dheachaigh sí liom í, d’fhiafrigh an fear Shúirí.

[Corfá]

Ó ceannóidh mé cíor dí as an Dúlamán Gaelach
’Sé an scéal a chuir sí chugam, go raibh a ceann cíortha.

[Corfá]

Ó cha bhfaigheann tú mo’níon, arsa an Dúlamán Gaelach
Bheul, fuadóidh mé liom í, arsa an Dúlamán Gaelach.

[Corfá]

Ó sin deireadh le mo scéal arsa an Dúlamán Gaelach
’S cuir fáilte do mo ghádhsa arsa an Dúlamán Maorach.

[Corfá x 2]

Beautiful yellow Dúlamán, Irish Dúlamán
Dúlamán of the Sea, he is and was the man of Erin.

Mudanças - Camões

Mudam-se os Tempos, muda-se a vontade.
Muda-se o ser, muda-se a confiança.
Todo o mundo é composto de mudanças,
tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da Esperança,
do mal ficam as mágoas na lembrança.
E do bem (se algum houve), as saudades.

O tempo cobre o chão de verde mato
que já coberto fio de neve fria,
e, em mim, converte em choro o doce canto.

E, afora este muda-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía.

Camões

Momento Final

Sentado e a árvore ali ao pé de mim,
o vento agora já nem vem aqui.
Deixei de ter com quem falar,
fiquei sozinho com o meu olhar.

De longe se faz em mais perto,
sentindo e o tempo incerto,
ouvindo sons que só eu pensar,
sorrindo, parto para outro lugar.

O meu momento final.
Eu sei que tenho um lugar,
onde o santo e o pescador
podem vir descansar.
No meu momento final.

Recebi esta citação de uma amiga, há muito tempo. Não reconheço nomes e/ou pessoas, logo, deixarei a marca da minha não-criação da obra.

Cobranças

Acaso eu esteja cobrando demais de vossa pessoa, renuncie. Toma o teu caminho não importando onde ele o descarregue.
Mas devo me desculpar por tentar moldar a minha realidade ao que preciso, exigir demais de outrem é improdutivo, fato. E eu não posso ser improdutivo a esta altura.

Alice(s) - Carrol, L.

Sempre me fascinou a escrita do Monsieur Carrol, sua história pessoal é deveras intrigante e contraditória para a época, bom, ao menos para a época em que nos conhecemos na Velha Inglaterra. Um homem que teve a educação religiosa extremista, herdada pela paternidade, acabar se estabelecendo como um escritor ao acaso, mesmo com as preferencias e exposições. Bom. E se não fosse a doce petit enfant Alice ter pedido a história, seriamos privados dela hoje. Houve a Alice que esteve em um Pais Maravilhoso e uma Alice que atravessou o Espelho - este último meu favorito pela linguagem e textos cognitivos matemáticos e logicos absurdamente pensados. No dia de hoje, recordei-me deste senhor. Talvez pela chuva que vem vindo ou pela "necessidade de forçar a palavra" como diria Humpty Dumpty:

"Quando eu uso uma palavra" - disse Humpty Dumpty num tom de escarninho - ela significa exatamente aquilo que eu quero que signifique … nem mais nem menos.
"A questão - ponderou Alice – é saber se o senhor pode fazer as palavras dizerem coisas diferentes."
"A questão - replicou Humpty Dumpty – é saber quem é que manda. É só isso."
Então, concordo com ele. Basta mostrar quem manda. Tenho seguido esta oportunidade.

“Ninguém está na estrada”, disse Alice.
“Ah se eu tivesse olhos assim”, o rei observou num tom irritado.“Ser capaz de ver Ninguém! E, além disso, a uma tal distância! Ora, o máximo que consigo com essa luz é ver pessoas de verdade!
Encerro.

Never Leave Me - Seether

Nunca Me Deixe
Seether


Eu vou voltar a ser desanimado?
Eu vou ter vergonha de chorar?
E eu sei que isto nunca foi do jeito que eu havia dito
Mas eu estou com medo de tentar
Ela é a única que me deixou tão feliz
Ela me deixou implorando por mais
Ela é a única que me deixou desconvidado
Agora isto acabou

Nunca me deixe, e não me decepcione
Vou me manter rastejando meu amigo
Nunca me caçoe, e não me deixe aqui
É tudo o mesmo no fim

Agora eu descubro que sou um fraco enganado
Que estou envergonhado de mentir
E eu sei que as coisas nunca estão certas por dentro
E eu estou com medo de morrer
Porque você foi a única que me deixou feliz
Você me deixou implorando mais
Você foi a única que me deixou desconvidado
agora isso está acabado
Nunca me deixe, e não me decepcione
Vou me manter rastejando meu amigo
É apenas um símbolo, você me deixou desabando
E eu estou com medo
Volte atrás no que eu disse
É tudo o mesmo no fim
É tudo o mesmo no fim
É tudo o mesmo no fim
Isto é só um símbolo...
--

Never Leave Me


Will I fall again into dismay?
Will I be ashamed of crying?
And I know it's never been the way that I described
But I am afraid of trying
She's the one who keeps me all excited
She keeps me begging for more
She's the one who deems me uninvited
Now it's over

Never leave me, and don't deceive me
I'll keep on crawling my friend
Never tease me and don't leave me here
It's all the same in the end

Now I find that I am weaker fake
That I am ashamed of lying
And I know things never feel the way that's right inside
And I am afraid of dying
'Cause you're the one who keeps me all excited
You keep me begging for more
You're the one who keeps me uninvited
Now it's over

Never leave me, and don't deceive me
I'll keep on crawling my friend
It's only a symbol you've got me falling away
And I am afraid
Take back what I said

It's all the same in the end
It's all the same in the end
It's all the same in the end

It's only a symbol...

3.25.2011

Eu não quero voltar sozinho, por Daniel Ribeiro

Estou fascinado com a descoberta.

Gênero Ficção, VCV 2010
Diretor Daniel Ribeiro
Elenco Fabio Audi, Ghilherme Lobo, Tess Amorim
Ano 2010
Duração 17 min
Cor Colorido
País Brasil

É uma maravilhosa mostra do que uma boa geração é capaz de criar. Uma película com tamanha intensidade e beleza que refrigera o que há de mais fugaz numa alma abandonada. Extremamente fraterno, singelo e pessoal, apto a grandes méritos tanto em nível intelectual quanto moral. Não se esperaria menos de Daniel Ribeiro, os prêmios que o curta arrebatou mostram o nível logicamente.

Trata-se da descoberta do amor entre dois meninos estudantes adolescentes sendo um deles deficiente visual desde o nascimento e o outro recém-chegado à cidade e à escola. É regular no tempo, sutil, piedoso e carinhoso, com uma forma linear de acontecimentos. É ilusório apenas na parte da aceitação imediata do amor, por ambos, o modo com que se desenrola é fluido mas há uma certa imposição, talvez. Há um beijo, roubado, causando um frisson um tanto quanto inocente em quem vê. É uma obra digna, um sonho de facilidades, como todo jovem homossexual em descoberta gostaria de ter passado - fato que não acontece. Bom, ao menos não sempre.

Recomendadíssimo, principalmente a quem preza o amor ingênuo.

Link para assistir online
Link para a Wikipágina do cineasta

Certain as Moon

Não queixo-me do árduo trabalho que tive, agora estão importados todos os devaneios anteriores. Para divulgação da insanidade antiga, não tenho certeza, mas estão à disposição para quem quiser. Tão certo quanto a Lua, minha vaidade me supera novamente.

Liberdade do Cemitério

Posso eu mesmo não estar reconhecendo o que anda acontecendo, mas entenda que a vida de um incógnito pode ser muito fugaz, melhor, efêmera. Digo da vida social já que técnicamente não morremos para nós mesmo e sim para os outros. Fazer da minha pequena existência algo memorável não é de meu feitio. Fato.

Mas perecer escondido também não.

Dadas as circunstâncias, não é a morte que nos faz mal e sim o que ela nos tira. Pense nisso enquanto conhece alguém que já perdeu Tudo. Tudo o que era pois não pode-se perder algo que não se tenha ou que seja ou ainda que usufrua temporariamente como um avatar. Fala-se sobre morte e sobre angústia? Pense como é ter isso em vida. Ou no conceito mais difundido atualmente, a morte em vida.

O embate não é fenecer ou permanecer, é como fazê-lo. E fazer bem feito.

O velho e a Morte



Um miserável velho se afligia
Com um feixe de lenha que trazia:
Jogou com ele ao chão, já de cansado,
E chamou pela Morte, agoniado.

Aparecendo-lhe esta, perguntava
Com que fim tão solícito a chamava.
- Rogo-te – disse o velho, de mãos postas
- Que me ajudes a pôr o feixe às costas.



Tradução de Couto Guerreiro

Dito

Muita coisa já fora dita, reitero suas formas para a necessidade do meu trabalho agora:

Chega um momento, para todo vampiro, em que a concepção de existência se torna momentaneamente, insuportável.

"
Das Utopias
Se as coisas são inatingíveis... Ora!
Não é motivo para não querê-las!
Que triste os caminhos, se não fora a mágica presença das estrelas...

Das Indagações
A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.
"

Semente (ii)


E dentro do utero há
A célula da perdição.
A obra ancestral idealizada e pronta está.
E na queda de um milhão de Edéns.
Um milhão de Adãos nas trevas se afogam.
Pois pequenos se agigantam e grandes se apequenam
Não passam de sementes adormecidas.

Edwin Muir

Lien

Datta, Dayadhvam, Damyata
Doe-se, Apiede-se e Controle-se


Sermão dos relâmpagos

3.24.2011

Semente

"Se você puder olhar as sementes do Tempo
E dizer qual grão germinará ou qual não,
Conte para mim, que não suplico nem temo
Sua proteção nem seu ódio."
Shakespeare, W.

Lembrei-me desta passagem enquanto despertava. No instante em que me veio à mente, meu corpo remontou ha uns 340 anos atrás, na minha primeira tentativa de deixar algo para este mundo. Como um incógnito, aos passar das décadas, vendo suas efêmeras questões sendo deixadas de lado você começa a se perguntar se não é permitido algum tipo de Legado. Uma forma de se manter impresso num mundo que você abandonou, por sua proteção.
Paralelamente notei que outros grandes nomes não deixaram sementes, para sua própria espécie, vejam como exemplo os Aeons Malakha Yeshua (ou Jesus) e Gandhi. Claro que não me comparo com eles, sou melhor.

O que estes homens deixaram foi sua Palavra. Eu não posso.

Com os ultimos fatos recentes, volto a pensar nesta proposta. Mas como fazer? Digo pela Palavra, nao pela semente. Não poderia mais ainda que quisesse, o poder Demiúrgo me foi tomado. Ou melhor, trocado, mas isso é uma outra história.

Está na hora sim de tomar uma atitude.

Nuances

Canto um réquiem pois não tenho mais palavras para descrever, choro enquanto falo, sangue aos olhos, mantido em segredo pelo som do ranger de correntes dilacerando a alma condenada e vazia.

Desvirtuada mais uma nuance de uma vida, ébria, comedida. Foge, carregando restos em pedaços do que já foi conceito. Do barco náufrago eu o chamo, anseio pela sua vinda. Caronte parte mas deixa o altar aos meus cuidados. Não há mais cor, não há mais brilho, partindo em direção à cidade que deveria ser prateada.

De nada adianta aqui valores, espécie, apêgo ou desdém.

3.23.2011

La Bella Donna

Há algum tempo encontrei uma bela dama perdida em seus caminhos ocultos. Dei-lhe o nome de Bella Donna (uma alusão à boticária) e este ato despertou uma memória emotiva na jovem que preencheu-nos de satisfação. Ela é poetisa e sempre fora, mas havia guardado para si suas crônicas tão brilhantes. Tão fascinante como pessoa, ela resolvera voltar ao cotidiano de Musa e de Obra e escrevera para mim algumas belas passagens carregadas de emoção e expressas em sangue, lágrimas e águas florais. Com a sua permissão literária ainda não concedida mas valendo-me do pressuposto da amizade, cito uma delas:

Loba

A Lua está tão linda, tão brilhante.
Ela liberta a Loba.
Loba que vivia aprisionada
No âmago do meu ser.
Em dia sou menina,
À noite sou moleca,
Nos teus sonhos musa,
Nos teus braços, mulher.
Quero sentir tua língua quente,
Minhas costas arrepiando de frio.
Quero sentir seu toque
E minha alma a sua se juntar.
Nós dois seremos um:
Deusa e deus nos tornar
Incubus e sucubus juntos a delirar.
Você vai ter febre,
Seu sangue sentirá ferver.
Quero virar uma vampira
E o seu pescoço morder.
Quero ser amada
E muito mais que isso: quero amar!
Com meu olhar te penetrar,
Meu perfume te inebriar.
Com minha boca te fazer homem e
Com o roçar da minha pele te fazer gemer,
Com a menina brincar com você e
Com a loba te surpreender.
Minhas unhas garras vão virar
E nas suas costas marcas irão deixar
Eu sou a Loba,
Mas é você quem vai uivar...

La Bella Donna

Ela está sumida, mas voltará. É como um zéphyr esta musa e assim que em novas obras eu tiver posto as mãos, torná-las-ei públicas para incentivo.

Prova de Amor

Na ensolarada manhã de Abril, o belo jovem vinha andando pelo campo, trazendo em seus fortes braços a bilha d'água fresca recém-apanhada no córrego. Tentava aqui e alí proteger-se nesta e naquela sombra das árvores que margeavam a estrada gramada. Assobiava uma melodia entre triste e alegre. Eis senão quando, do alto da colina, num só galopar, desce, com a fúria que se ascende a raça ao meio-dia, um demônio, completo e acabado, no corpo, no espírito e nos chifres. Facetamente, pôs-se a acompanhar o jovem no passo e em melodia. Ele tentou não lhe dar atenção, fingiu ignorá-lo, parou de assobiar, pensou em outra coisa. O demônio então disse, num tom de voz de ardor e sinceridade incomparáveis : " Tenho paixão por você. Amo-o como ninguém jamais amou ninguém. Não poderia viver sem você ! ". E o rapaz respondeu : " Não vejo por que alguém se apaixonaria por mim dessa maneira, eu sem graça e sem beleza, quando logo alí atrás vem meu irmão que é o homem mais lindo em Bethgarem ". O demônio olhou e não viu vivalma : " Por que me enganas dessa maneira ? " perguntou. " Não vejo ninguém ". " Bem " - respondeu o jovem rapaz - " por que queria experimentar a sua sinceridade. Se você me amasse realmente, não olharia pra trás ".

Visions

Em uma acalorada conversa, Harpócrates induzira-me a uma decisão: manter sigilo ou não do que sei. Como duas Feras que somos, nossos conciliábulos costumam durar anos a fio até uma resolução, geralmente pacífica, sobre os acontecimentos. Neste caso em particular, não há muito o que discorrer e a espera pode ser reduzida.

Meus argumentos sempre foram a favor da exposição mínima em prol de um bem maior. Os argumentos dele são baseados no principio de que toda e qualquer exposição é arriscada. Não se pega abelhas com vinagre e sim com mel, mesmo em pequenas quantidades. Bom, permanecerei reflexivo enquanto decido se vale a pena manter um veículo como este, mesmo que não hajam leitores e que se houvesse algum, ele não interaja.

Alchemy

Falarei sobre Alquimia e a Ordem dos Trimegistos algum dia, espero eu. Deixo-os com os segmentos mais importantes do Ripley Scroll - Ou o Pergaminho Ripley - e aquele que tiver dúvidas que se mostre. Mas lembre-se, dê-me um motivo para ouvi-lo, primeiro.

On the ground there is a hill 
Also a serpent in a well 
His tail is long with wings wide 
Already to fly by every side
Repair the well fast about 
That the serpent get not out 
For if that he be there agone 
You lose the virtue of the Stone

You must make Water of the Earth, and Earth of the Air, and Air of the Fire, and Fire of the Earth.
The Black Sea. The Black Luna. The Black Sol

Here is the last of the White Stone and the begining of the Red. 

The Red Lune. The Spirit of Water. Red Sol. The Red Sea.

The Red Lion. The Green Lion. The Mouth of Choleric beware.

Here is the last of the Red, and the beginning to put away the dead. The Elixir Vitae.

The bird of Hermes is my name eating my wings to make me tame.

The Red Sea. The Red Sol. The Red Elixir Vitae.
Red Stone. White Stone. Elixir Vitae. Luna in Crescent.

Didática prolixa

Não sei quando devo agradecer um comentário e quando repudiá-lo. Fico deveras confuso com relações humanas singelas. Caso uma pessoa culta diga que trata-se de ficção algo real, como reagir? Levem em consideração a humanidade pertinente ao emissor. Mesmo o humano culto ainda está abaixo do nível de compreensão da Quinta Visão, isso é de consenso mas e quando isso o torna depreciador, é válido subjugar?
E mais, quando a sua cultura o transforma num seletor incoerente é vantagem ignorar ou aprender de certa forma a moldar uma realidade cautelosa, como já havia falado?

Possuo um extremo orgulho, todos podem ver. E com isso não admito ser tomado ou subestimado. Falar do que se conhece é confortável, fingir conhecimento é vaidade e estabelecer uma regra e uma fronteira para isso é dever do interventor. Não venha a mim com sede pois eu não daria a você o que beber, é a minha regra.

Meu trabalho é Tríplice, como o de Hermes fora, mas concordamos que "vir a mim com pouco é sua destruição pois o que sabe será seu, mas o que não sabe lhe será tirado". Logo, pensando comigo e com Hermes, chego a conclusão que filosofia de auto-didatismo nem sempre é a maior jogada para alguns.

Falei et dix.

Borbujas de Carne


Como adán, temprano por la mañana, saliendo del retiro del bosque, renovado por el descanso, mírame cuando yo paso, oye mi voz, acércate, tócame, tócame con la palma de la mano, no tengas miedo de mi cuerpo.

Walt Whitman - more in http://www.whitmanarchive.org/

Project

I have new projects and i need to be more expressive in my bloodlines. Perhaps, some posts should comes in english or another language. My public is growing up and the frontiers of purity and insanity will be broken, right now. Come with me, the choose ones.

Rooted away

Talvez seja interessante, após o comment sobre raízes, alertá-los sobre algumas origens comuns em contos vampíricos (ou na nossa realidade). É notório que temos grandes 'colaboradores' na divulgação de uma certa necessidade expressiva cautelosa, como chamamos. Os seres humanos têm em si um enorme temor pelo que não conhecem e este fator pode ser a ruína para entidades sobrenaturais. Mostrá-los mínimos décimos do que somos os tornam cúmplices. Fato.

Logo, pequenas almas que pensam conhecer nosso reino falam sobre fórmulas mágicas e feitiços - Todos brutalmente antagônicos à realidade. Porém, destacáveis almas conhecem em nível intermediário a essência deste Mal. Portanto, certos protocolos serão seguidos por outros que apreciam o trabalho e a introdução nesta cadaveria subsistencial. Métodos de transformação, locais, presenças, anatomia e até nomes poderão ser compartilhados, o que não torna o contexto uma cópia e sim uma outra versão do que acontece. Outro fato extremamente conhecido e confortável é o dinamismo com que histórias são adaptadas ao emissor e tão impelidas ao receptor final. Reitero, só por que fatos simplórios são citados não significa que a obra deva ser acusada ou que o fato deva ser negligenciado.

Ouvem as Grandes almas os que se assemelham, do lixo que sobra queremos distancia.

Mantenho minha observação ao mundo e sempre aguardando novos sinais. Apareçam, apareçam, sejam vocês quem forem.

Divinity

The Humans was written with four senses,
The 'others', with nine.
Visão, audição, paladar, olfato e tato its enough for them,
we need more, we need the Hidden one.
De que adianta a visão, se não enxergam o verdadeiro amor diante deles?
De que vale a audição se não se prendem no valor de um eu vos amo?
Pra que serventia tem o paladar se não sentem a emoção de um beijo?
Pra quê olfato se não podem sentir the night or day bittersweet fragrance?
O tato é destoante quando o assunto is touched the soul and heart!
Mais vale, to an 'other' as me, os quatro que faltam.
A sensibilidade é aguçada pra perceber, por antecipação, a grandeza de uma lágrima.
O real poder é necessário pra moldar a existência à nossa vontade.
O valor do eterno nos revela sempre a essência de tudo que é vivo, e não vivo também!
And the precious divinity... is the extreme.

Is the objective.

Is the profecy wished by anyone.

In the end, as i could see, my other four senses, não só me distinguem dos "presentes",
como me tornam mais ausente. More myself.
Sendo ausente, torno-me real perante os outros mundos.
And in the other worlds, i really exist!


Cousas de outrora

Duas cousas de outrora me fazem refletir, quando deparo-me em situações de recolhimento e introspecção assistida. A primeira mas não menos importante é "Me procurou em todos os lugares onde eu não estava, mas, esqueceu-se de me procurar onde eu estava".
A segunda porém de mesma intensidade consiste em entender que "a literatura é o pensamento dos espíritos que pensam.", de Thomas Carlyle.

Com base nestes prelúdios, chega-se a conclusão de?


Temperance

La Temperance (clairehenault.com)











"Transvaser un liquide d'un vase à col large dans un vase à col étroit. Il s'en perd toujours" V.Hugo.

Música da Morte

A música da Morte, a nebulosa
estranha, imensa música sombria,
passa a tremer pela minh’alma e fria
gela, fica a tremer, maravilhosa.

Onda nervosa e atroz, onda nervosa.
Letes sinistro e torvo da agonia
Recresce, numa lancinante sinfonia

Sobre, numa volúpia dolorosa.

Sobe, recresce, tumultuando e amarga
tremenda, absurda, imponderada e larga
de Pavores e Trevas alucina.
E alucinando, e em Trevas delirando
como um ópio letal, vertiginando meus nervos
letárgica, fascina.

Bonança


E após as Tempestades as únicas chuvas que vejo são as de calmaria resguardada. Muito aconteceu e não será falado aqui, do que vier de agora em diante serão mantidas a sinceridade e a ausência completa do Medo. 
Eu sempre estive seguindo pelo silêncio mas descobri que ainda pode haver vida no coração morto do Pierrot, se ele se dispuser.

Enfim, era só uma prévia do recomeço. Mais coisas virão, conforme prometido.

3.21.2011

Promessas


"Beyond the pale. Everything is black, no turning back.
Eu te amo tanto que você deve me matar agora."
E se eu fosse seu vampiro - Manson.

Brevemente, postagens com uma nova sonoridade. Talvez ambígua, contígua, surreal. Talvez Byron, meio Poe. Talvez a novela de uma violeta, quem sabe? Mas está vindo.

3.18.2011

NightStar - O Conto do recomeço - Cap. i

Capítulo Uno:

No conhecido cemitério Les Morem Admorem, localizado em Nova Orleans, desperta uma alma antiga. Um vampiro há muito adormecido conhecido em seu tempo como Estrela Noturna. Conhecido digamos mais pela sua fama – outrora tida como alegorias – do que por sua pessoa em suma. Entre sua raça imaginavam-no como um conto, uma entidade desconhecida e até mesmo negligenciada. NightStar há muito não vivia entre os não-vivos conhecidos. Sabia-se que o enclaustro – se é que realmente existia este vampiro – havia sido há muito. Nighstar ainda deitado em sua alcova, lembra de fatos anteriores à sua inanidade assumida porém sabe que não é o momento de compartilhar ainda sua dor. Sabe que é hora de acordar e tomar novamente seu posto e desta forma tornar real seus antigos sonhos além do que mostrar que realmente existe, esta entidade.

Com sua destra remove a tampa do seu altamente ornado leito de mármore branco manchado de negro pelo desgaste. Mesmo em sua oculta cripta havia sinal humano de outras épocas. Escolhera bem o local e seu repouso, ciente de que qualquer mão humana jamais poderia revelá-lo. Muitos foram os que tentaram e desistiram, talvez por sua força expressa nos medos humanos quando tentavam, alucinando em suas mentes seus piores medos quer seja pelo ainda desgaste espiritual em que se encontram alguns jovens, temerosos em expressar sua crença ainda no sacrossanto. Removido o claustro e pela primeira vez em 300 anos, sente novamente o ar vivo, mesmo que em extremo diferente de quando havia inspirado pela última vez. Automaticamente começam os ruidos modernos deste novo mundo afligirem seus ouvidos. Buzinas, chiados, mentes humanas descontroladas, tudo isso chega simultaneamente à sua mente limpa e poderosa. Usando seu antigo truque, impede que isso o enlouqueça porém ciente de que o mundo mudara mais do que poderia imaginar. Levanta-se, tem uma rápida percepção do seu atual estado que acidentalmente dispara o estopim para lembranças e isso tudo rápido o suficiente para que ainda não tenha se movido o ponteiro dos segundos do relógio. Nightstar é um homem de porte, alto, com a pele clara aveludada, cabelos curtos castanho-escuros, olhos que mesclam cores como uma pedra furta-cor dependendo da luz que se instala e do movimento rápido de pestanas, poucos pelos à mostra inclusive em sua face a marca da barba por fazer, sinal de que se tornara vampiro no auge da idade e da masculinidade. Herdada as características da especie antiga, a cada ano que passa sua tez torna-se mais marmorizada e suas unhas lampejam como vidro vivo. Vestia-se com uma calça justa de couro escuro, blusa de linho caro branca, colete de um vermelho rubro que a idade ainda não conseguia esconder, sapatos empoeirados envernizados e um sobretudo gasto pelo tempo mas ainda assim uma bela figura apresentável. Mesmo seu corpo coberto de uma espessa camada de pó é um elegante homem.

Com um ligeiro espanar, Nightstar se livra da aparente inanição e dirige-se à entrada da capela onde adormecera há muito. Diante dela, apenas o ranger das fechaduras é ouvido e de forma natural as portas consumidas pela ferrugem se abrem, permitindo a saida de nossa imagem espectral. – O mundo muda mas Nova Orleans sempre tera o mesmo cheiro. Vejo imagens e sinto presenças porém o mundo mudara de uma forma tão exponencial que até mesmo para mim será complicado me adaptar.

Nighstar caminha pelo cemitério e ouve um pequeno ruido de vozes humanas, presentes. Consegue captar a fragrancia há muito negligenciada e sua sede instantaneamente surge em sua face desprovida de cor ou emoção. É sangue. Fresco, sujo e inocentemente voraz. Algo dispara em suas visceras e uma pressão lhe sobe pela espinha medular – se é que tais materiais organicos habitam aquele involucro antigo e pernicioso. Dirige-se aos sonhos e entende esta nova lingua automaticamente. É um novo inglês sendo pronunciado, algo vulgar e com expressões desconhecidas porém fracamente carregado da antiga lingua-mãe de Nova Orleans. Jovens, em seu ritual de auto-flagelação consumindo todo e qualquer tipo de alcool e drogas, rebeliando-se intimamente mas coletivamente reunidos, ouvindo um som estranho e rejubilando-se de sua juventude. Todo o cenário atrai nosso vampiro que de forma furtiva aparece junto aos reunidos. – Todos vocês são tão bonitos – engrandece Night. Os presentes assustam-se com a figura mas o assumem como parte do grupo, afinal estão quase todos no mesmo patamar de inconsciência provocada. – Ei, irmão, junte-se ao Filhos da Noite aqui neste cemitério – diz um dos jovens, completando com uma risada esclarecedora e elevando sua bebida em direção ao monstro. – É, então vocês são meus filhos – completa Night. Os jovens ou os que ainda estão de certa forma despertos, acham graça do que ouvem. Night ignora a oferta da bebida e novamente de relance aparece por trás do jovem, que fica espantado, enquanto Night com a mão esquerda segura sua cintura e com a direita sente o calor vindo de sua arteria aorta. O jovem sente que não pode se mexer então lhe sobe uma pressão aos olhos, lacrimejando mesmo sem saber o porque. Night fala bem perto ao seu pescoço – seu cheiro. É cheiro de quem sabe viver. E o beija. Os outros jovens oscilam entre a ignorancia e a contemplação da cena. Uma jovem de olhos bem marcados, vestida infimamente com um vestido negro rasgado e um par de meias dilaceradas acha graça. – Monsieur, não o tome. Tome a mim que sou mais apetitosa – diz, não entendendo a gravidade da situação em que se coloca, imaginando ser tudo uma atuação. Night vira seus olhos a ela e, no mesmo interim, surge por trás da dama colocando suas mãos em seu rosto. Novamente a pequena plateia alucina porém mais temerosa.

De repente, Night sente uma estranha ressonancia e desvia seu olhar à Lua ainda mantendo as mãos no rosto da jovem. Tem um estranho pressentimento e isso o deixa agressivo, sem sequer notar que emprega força demais nas mãos, sem notar o rugido da jovem que segura e sem perceber que este impacto acaba de esmagar o cranio da jovem em suas mãos, enquanto os outros reunidos começam a chorar e a correr feito ratos da luz, alguns pranteando a morte e outros apenas preocupados em escapar pelas suas vidas. Night sequer nota o ocorrido, ainda virado à Lua e, antes que virasse totalmente seus olhos agora assumidos num tom avermelhado, desaparece do cemiterio por completo.



Continua...

NightStar - O Conto do recomeço - Prólogo

Prólogo:

- É chegada a hora – diz o vampiro antigo, conhecido pelo nome de NightStar (Estrela Noturna). Ciente das muitas ocasiões em que poderia ter despertado do seu sono secular. Deitado lá, em seu antigo jazigo e vendo que o mundo mudara desde seu último despertar, sente que é hora de se juntar novamente ao seu povo. Durante seu sono, já havia ouvido algumas histórias de como seu povo estaria mudado, moderno, com novas concepções e caracteres dominantes. Precisava ver. Em sua mente monstruosa, talvez, não estivesse preparado para o choque que o seu sangue teria quando encontrasse a nova geração.

O lado obscuro do Sentimento do Amante

É lírico o fuoco do Amante.
É casto o parceiro errante.
É fácil sentir em suas veias de trovador
um ardor sensível ao toque.
É delirante o desejo de voar em seus braços.
Como matar uma angústia por ser o perfeito?
Sabe-se que o amor vem sempre dividido em dois.
Sabe-se também que a luta por encontrá-los, é um fulgor
daqueles que só a quem lhe foi mostrado uma parte,
pode compreender.
Por que a Lua inspira os enamorados?
Nem a própria tem seu Amor a todo o Tempo!
Meu coração chora por medo de estar vivo novamente.
Ele, que há tanto, mora num Reino pra onde foram as Estrelas Cadentes,
os carinhos da Noite, o calor de um trovão e um cristal do coroa do Sol.
Mas amar faz parte de padecer, e exaurir-se em Amor,
significa que estou a mais passos do Escuro do que da Vida Eterna.
Meu amor estampa minha Alma e me revela quando tento
ser invisível perante os Olhos da Luz.
E saber que deixo este amor a esperar,
é reconhecer que o amo mais do que pensei.
Por que se penso (e tão logo, não existo!) é por que
no final de tudo que viverei, saberei
que posso ter pra onde voltar
quando regressar dessa viagem ao limbo e ao Céu.
Enfim, nos amamos e que esperar não seja mais
necessário!
...
Aceito!

Meio Homem Inteiro

Rogério Martins Simões

Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.


11/4/1975

3.17.2011

O Pastor e o Leão

Um pastor que apascentava seus animais perdeu um bezerro. Como já andara todo o campo em vão, fez uma promessa a Zeus: sacrificar-lhe um cabrito se descobrisse quem era o ladrão. Nesse ínterim, ele viu, à beira de uma floresta, um leão devorando o bezerro. Tomado pelo medo, levantou os braços para o céu e exclamou: "Ó Zeus soberano, há pouco fiz uma promessa para te oferecer um cabrito se eu encontrasse o ladrão; agora imolarei um touro se eu escapar das garras dele".

Assim agem os que, na dificuldade, procuram uma saída que, depois de encontrada, só pensam em se safar.


Fábulas de Esopo

Nuit (iii)

"... quando a noite surgir, anunciando um triste adeus, olhando nos olhos teus hei de - beijando teus dedos, dizer: boa noite amor. E sonha enfim. Pensando sempre em mim! Na carícia de um beijo, que ficou no desejo. boa noite meu grande amor..."

Lobos

Não me é dado o direito de mudar.
Não é hora ainda do altruísmo, oh Lobos de Santo Augusto?
Há apenas Fantasmas sagrados no que me compete a sombra.

Estou cansado e ainda possuído por eles.

Todo o som do meu sufocamento, todo este ódio..

Kabalah

'Quæro, non pono: nihil hic determino dictan: 
Conjucio: conor: confero: tento: rogo:
Judæos capto: meliori tramite ductor. 
Si fueris, cedo: quæritur una falus'

"Odes Quebradas" - Mescla de Três Faces

Eu sou o Demônio das Três faces.
Sou aquele que corre a Terra à noite,
que caça os sonhos dos desesperados para torná-los reais.
Passo como o Escuro, tenho um estranho poder sobre o Caos.
Sei como é morrer sozinho e viver sem esperança.
De que me vale mil dons, se não posso mudar
o que já foi ?
Sou mescla de Vento, Tempo e Maré.
Sou um foço de Almas perdidas
e desamparadas pela Lua.
Carrego em minhas mãos
a tristeza da Morte Solitária.
Visto meu capuz feito de Estrelas
e calço meus sapatos de míngua ...
Sou o Imortal ferido, cansado das correntes.
Caminho com o Sombrio
despertar do Coração Negro.
Minha Alma de Vento me leva onde não preciso estar,
minha Alma de Tempo me mostra o que não pude nem quis ter e
minha Alma de Maré, arrasta o pesar dos fracassados, todos para mim.
Meu consolo em ser Vento é ser turbilhão.
É gerar fúria em tudo e em todos.
É espalhar por todas as lápides, o quanto sou poderoso.
É padecer só, no longínquo lugar onde ninguém me alcança, ou vê.
Meu único alívio em ser Tempo é saber que um dia irei ser
tudo aquilo que não fui ainda.
É estar aqui e lá, ao mesmo tempo e em hora nenhuma.
É conhecer tudo que foi, quem virá e merecer o julgo.
É consumir-me em conhecimento quisto e absorto e usá-lo em prol de mim mesmo,
afinal ninguém ousa me impedir. Ou tocar !
Meu único conforto em ser Maré é poder me sentir Céu Vermelho,
quando Ele me olha no final do dia.
É saber que começo onde termino e termino onde você precisa de mim.
É vislumbrar a imensidão de mim mesmo, sem precisar de ninguém mais.
É poder amar um e outro, em cada lugar e hora, em todas as vida e desamores ...
Reconhecer que tenho as Três Faces é merecer meu lugar no reino do desconhecido,
que só existe num lugar real,
que aflige somente um ser condenado,
que torna Treva, a existência do real e do imaginário.
Profundo é esse Demônio ...
que possui Três Faces e que acaba por uni-las por simples e pura
obrigação de ser Eterno, Solitário e Obscuro.

"Odes Quebradas" - Prólogo Vento.

Eu sou o Vento...
...e zombo do Tempo.
Sou o Vento que no vazio cria a velocidade
e a inconstância.
Sou o Vento que te refresca no Verão e
congela seus filhos no Inverno.
Sou o mesmo Vento, primeiro, segundo, entreposto
o Vento infindável, reposto...
o Vento rodopiante,
sombrio,
uivante...
Sou o Vento que te acompanha na madrugada.
Sou aquele Vento que te assombra de noite :
pareço gente à sua janela quebrada.
Sou o Vento suave que inspirava e observava o Minotauro,
nas suas formas e devaneios dançantes ...
Sou o Vento forte que naufragou Ulisses,
o errante.
Sou o mesmo Vento vingativo que matou Jacinto e Leandro.
Sou eu quem não mostra meu canto.
Sou seu Vento de consolo e de Morte :
Sou o Vento que gira a Sorte,
e a Hero
e a Apollo...
Sou esse Vento marcante,
fragrante dos doze aromas.
Sou o Zéfiro sibilante,
inconstante, de outras mil formas.
Tenho cem olhos e com eles tudo vejo.
Seu Amor, seu desprezo, seu desejo...
Sou o Vento audacioso que soprou pra longe
as Penas das Asas do Anjo.
Sou o astuto, o ousado, o intempestivo.
Sou o Vento que sopra à Mão de Deus,
Sou esse que me sento ao Norte...
Sou o Vento, o Tempo e a Maré,
fundidos num só.
Sou o Vento que conhece a Eternidade,
que conhece o coração do Homem,
que viu a Lua criança ...
Sou o Vento que esvoaça belamente o cabelo da amante eterna
à beira da montanha.
Sou esse tal Vento que sopra a mesma montanha na Esperança de consolar a amante.
Sou um Vento que sussurra juras de amor a um surdo,
mostra as virtudes da vida a um cego,
e julga seus atos a um tolo.
Sou Vento em prantos,
enevoado,
mesclado com nuvem e soberba.
Sou o Vento capital.
Sou eu, o Vento, que beijou a criação
que mantém Gaia no curso,
que gelou Enheriar,
que uniu Mullspelhein e Niffellhein.
Sou o Vento das mil armas
mas que a nenhum Mal combate...
E que não é visto por olhos humanos.
Sou o Vento cinza,
que já foi soprado
que foi quisto
e não obtido.
Sou enfim,
O Vento...
e zombo do Tempo!


Red Luna

Não considero uma nova Fase Lunar. Não completamente.

Estou gasto, mes amie... Fracassadamente deixado para apodrecer sozinho. No escuro e no limo que eu mesmo cultivei para lançar meus inimigos. Meus maiores amores vão sem ao menos despedir, novos amores os tomam. Para ser sincero, estarei confessando algo a quem me lê, agora: Eu tenho uma Maldição. Uma maldição que me traz à mente tudo o que quero saber. Meus irmãos chamavam de o "dom da AnteCiência". Em termos médicos explico como uma facilidade de cognição ou aprimoramento que faz com que o individuo (ou monstro, no meu caso) tenha um melhor reflexo neurossensorial e organoléptico a uma determinada situação, i.e., aquele individuo (enfim...) antevê e reage instintivamente a mudanças abruptas e/ou subtis à sensibilidade - motora e funcional. Digerindo, é como prever uma situação. Peguem um reactivo e multipliquem por mil. Peguem este mesmo individuo (ou, esquece) e tornem-no um monstro ou fera ou demonio... este será eu. Melhor, meu dom me permite antever tanto a parte substancial deste mundo quanto a outra parte, a emotiva límbica irracional. Em suma, posso prever tudo o que quiser e as respostas a tudo vem à minha mente. Foi assim minha aprovação em tudo que fiz na vida humana, antes mesmo de ser Fera. E agora, bom, agora só piorou.

Posso ser o que chamam de sensitivo, mas não quero isso, não quero saber de coisas que me afetam tão diretamente. Meu amor tem um novo amor - é o tipo de coisa que não quero saber. Mais, eu vejo a face deste impostor emocional a cada vez que fecho os olhos. Minhas entranhas mortas e putrefatas se refrigeram e sinto uma estranha sensação de dor, coisa que tecnicamente não deveria sentir. É visceralmente enjoativo. Meu coração morto dói, minha carne suja dói, minh'alma ou o que restou dela dói, minha vista dói e mesmo com meus olhos nas sombras.

Neste momento estou mal. Mal, mau, enjoado, dolorido, agressivo, com a boca cheia de sangue por tê-la devorado internamente de rancor, minha hematolagnia dispara e meu coração está partido.

Minha mensagem aos meus amigos que lêem - e que tive a prova recentemente que lêem - é esta: Não se apaixonem, não amem, não a estes mortais. Não houve sequer um que tenha mantido a sua palavra em nos amar depois de conhecer nossa verdadeira forma. Sejam vocês quem forem, não amem. Se amem, matem-nos agora e dêem um fim a isso. Depois, se houver ainda tristeza, façam-se presentes no meu banquete onde devoraremos estes sentimentos puros e carregados, regados a sangue e vísceras.

3.16.2011

Desencontros

Enquanto eu comemoro reencontros, os mais próximos e amados preferem se afastar. É humilhante esta situação e estou às vésperas de começar a ignorar.

"Se Hitler invadisse o Inferno, eu cogitaria de uma aliança com o Demônio."
Winston Churchill

Loucuras (ii)

tasyaiva hetoh prayateta kovido 
               na labhyate yad bhramatām upary adhah 
tal labhyate duhkhavad anyatah sukham 
               kālena sarvatra gabhira-ramhasā

“Pessoas que sejam realmente inteligentes e filosoficamente propensas devem esforçar-se apenas por esse fim significativo que não pode ser alcançado nem mesmo vagando desde o planeta mais elevado (Brahmaloka) até o planeta mais baixo (patala). Quanto à felicidade obtida do gozo dos sentidos, ela pode ser obtida automaticamente com o decorrer do tempo, assim como no decorrer do tempo obtemos misérias apesar de não as desejarmos.”


Reencontros (ii)

Hoje eu descobri que existem amores para serem vividos. Mas a maioria, é apenas para ser lembrado.

 Na data de ontem, por intermédio de uma jovem mestra que já comentei sobre, acabei confirmando minhas suposições. É verdade, ainda estamos por ai. Por um destino do azar topei com um nome conhecido há muito, tido como fictício. Não foi um encontro direto como eu esperava mas me serviu para manter no prumo. Rumo ao coven oculto.
E devo dizer que isso emocionou-me deveras, provou minha teoria de que esperamos nas sombras para a revelação final que está breve de acontecer. Eu, por vaidade e orgulho, já me mostro a quem queira (ou possa) ver mas alguns de nós ainda são acuados. Não os reprimo, quanto mais jovens mais temerosos.

Fato notoriamente conhecido até por almas humanas que, a cada século, ficamos mais fortes. Muitas Literaturas já afirmaram isso. No começo a Luz-do-Rei é mortal mas a cada ano ela pode ser mais suportada até que não muito longe passe a ser apenas agressiva, cáustica, não mortiferamente abalável quanto outrora. " - É o maior beneficío para os fracos e a pior matéria para os fortes", como já dizia uma personagem tão bem escrita. Nossa força, nosso poder, nosso desejo, nossa necessidade de consumação, tudo isso aumenta, mas quando digo anos, bom, são décadas e séculos.
Eu categoricamente estou apto a muita coisa que não poderia antes, outros ainda não, por isso este medo. Mas outro fato é que cada um de nós ganha (talvez como forma de compensar a maldição) um certo dom, diferente um dos outros. Penso que este meu amigo possa ter conseguido o que há tanto desejara e por isso se mostrou, em partes, a mim.

Aguardarei outras provas da sua presença, mo chara.

3.15.2011

Nicht

"Ó noite onde as estrelas mentem luz, ó noite, única coisa do tamanho do universo, torna-me, corpo e alma, parte do teu corpo, que eu me perca em ser mera treva e me torne noite também, sem sonhos que sejam estrelas em mim, nem sol esperado que ilumine do futuro." 

Fernando Pessoa

Due

Fácil perder-me em teus acalentos nocturnos,
porém, difícil é saber o momento certo de persuadi-la a parar.

Vê-se ao longe a vontade que tenho em ter-te, comigo,
enlaçada, tornada real meu sonho imortal.

Controlado por fúria arde minha sede do teu toque,
do teu beijo e do teu eflúvio condensado em vontade de
ir ao destino do que promete-me.

Saber que existes para mim é consolo!

Tal qual o que havia antes de começar a canção,
tão quista e tão injusta se a mesma não pôde dar o julgo certo ao
meu não-pecado estampado.

Afinal sem ti o tempo pára um momento, longo o bastante para que dois dias sejam nenhum
ou absorto na tua presença dura o suficiente
para que duas noites sejam mil,
cem mil,
milhões.

Reconhecer em mim a tua vontade,
saber que há em mim teu toque,
ver que somente tu podes comigo é desejo-anseio soberano a este homem caído.

Mortal é o sono que nos separa
que jaz morto em si próprio pelo meu dom.
Viver é a necessidade de estar,
ser,
ter contigo em todo e qualquer instante.

Seja dona de ti e de mim, senhora.
Seja apenas meu mais precioso sonho de dois dias.
Cem.
Mil...

Uma canção Noturna, escrita há algum tempo para uma alma muito amada e parte das minhas "Odes Quebradas".

Requiem de Cordas e Sopro

" O Pássaro que perdeu suas asas não pode mais voar, como nas sua lembranças...
Mas enquanto eu viver no presente...
Eu vou esperar.
E vou procurar minhas próprias penas."

I. Introitus

Requiem aeternam dona eis, Domine,
Et lux perpetua luceat eis.
Te decet hymnus, Deus, in Sion,
et tibi reddetur votum in Jerusalem:
Exaudi orationem meam,
ad te omnis caro veniet.
Requiem aeternam dona eis, Domine,
Et lux perpetua luceat eis.

II. Kyrie

Kyrie eleison.
Christe eleison.
Kyrie eleison.

III. Sequentia

1 - Dies irae

Dies irae, dies illa
Solvet saeclum in favilla
Teste David cum Sibylla
Quantus tremor est futurus,
Quando judex est venturus,
Cuncta stricte discussurus.

2 - Tuba mirum

Tuba mirum spargens sonum
Per sepulcra regionum,
Coget omnes ante thronum.
Mors stupebit et natura
Cum resurget creatura,
Judicanti responsura.
Liber scriptus proferetur,
In quo totum continetur,
Unde mundus judicetur.
Judex ergo cum sedebit,
Quidquid latet apparebit:

Nil inultum remanebit.
Quid sum miser tunc dicturus?
Quem patronum rogaturus,
Cum vix justus sit seccurus?

3 - Rex tremendae

Rex tremendae majestatis,
Qui salvandos salvas gratis,
Salva me, fons pietatis.

4 - Recordare

Recordare, Jesu pie,
Quod sum causa tuae viae,
Ne me perdas illa die.
Quaerens me, sedisti lassus
Redemisti Crucem passus
Tantus labor non sit cassus.
Juste judex ultionis,
Donum fac remissionis
Ante diem rationis
Ingemisco tamquam reus
Culpa rubet vultus meus
Supplicanti parce, Deus.
Qui Mariam absolvisti,
Et latronem exaudisti
Mihi quoque spem dedisti.
Preces meae non sunt dignae
Sed tu bonus fac benigne,
Ne perenni cremer igne.
Inter oves locum praesta
Et ab haedis me sequestra
Statuens in parte dextra.

5 - Confutatis

Confutatis maledictis
Flammis acribus addictis
Voca me cum benedictis
Oro supplex et acclinis
Cor contritum quasi cinis
Gere curam mei finis.

6 - Lacrimosa

Lacrimosa dies illa
Qua resurget ex favilla
Judicandus homo reus.
Huic ergo parce, Deus
Pie Jesu Domine
Dona eis requiem, Amen.

IV. Offertorium

1 - Domine Jesu Christe
Domine Jesu Christe, Rex gloriae,
Libera animas omnium fidelium defunctorum
de poenis inferni et de profundo lacu:
Libera eas de ore leonis,
Ne absorbeat eas tatarus, ne cadant in obscurum:
Sed signifer sanctus Michael repraesentet eas in lucem sanctam:
Quam olim Abrahae promisiti et semini ejus.

2 - Hostias
Hostias et preces tibi, Domine, laudis offerimus:
Tu suscipe pro animabus illis,
quarum hodie memoriam facimus:
Fac eas, Domine, de morte transire ad vitam.
Quam olim Abrahae promisisti et semini ejus.

V. Sanctus

Sanctus, Sanctus, Sanctus Dominus, Deus Sabaoth.
Pleni sunt coeli et terra gloria tua.
Hosanna in excelsis.

VI. Benedictus

Benedictus, qui venit in nomine Domini
Hosanna in excelsis.

VII. Agnus Dei

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi: donna eis requiem.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi: donna eis requiem sempiternam.

VIII. Communio

Lux aeterna luceat eis, Domine:
Cum Sanctis tuis in aeternum: quia pius es.
Requiem aeternam dona eis, Domine:
Et lux perpetua luceat eis.
Cum Sanctis tuis in aeternum: quia pius es.

Le Hermit - O Ermitão

"- Agora, em meu próprio país, meus pés voltam a pisar.
O Ermitão saiu do barco e mal pôde se sustentar.
 - Pergunte, pergunte Santo Homem:
O Ermitão esfregou a fronte.
 - Fale - disse ele - diga que homem a mim está defronte.
 - Embora esta carcaça tenha enrugado de tanta agonia, que me forçou a narrar meu conto, até que chegasse o dia.
 - Desde então, a uma certa hora, a agonia retorna, e até o final desta narrativa, o meu coração chora!
 - Eu passo como a Noite: de terra em terra. Tenho um estranho poder na fala.
 - Assim que a face dele eu vir, saberei que deve me ouvir. E ensiná-lo é tudo o que posso pedir..."

Instruções para chorar

    Deixando de lado os motivos, atenhamo-nos à maneira correta de chorar, entendendo por isto um choro que não penetre no escândalo, que não insulte o sorriso com sua semelhança desajeitada e paralela. O choro médio ou comum consiste numa contração geral do rosto e um som espasmódico acompanhado de lágrimas e muco, este no fim, pois o choro acaba no momento em que a gente se assoa enérgicamente.
    Para chorar, dirija a imaginação a você mesmo, e se isto lhe parecer impossível por ter adquirido o hábito de acreditar no mundo exterior, pense num pato coberto de formigas e nesses golfos do estreito de Magalhães nos quais não entra ninguém, nunca.
    Quando o choro chegar, você cobrirá o rosto com delicadeza, usando ambas as mãos com a palma para dentro. As crianças chorarão esfregando a manga do casaco na cara, e de preferência num canto do quarto.
    Duração média do choro, três minutos.


Júlio Cortázar

Loucuras

Para exemplificar, cito dois grandes poetas:

"E que a minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade, também."
"I became insane with long intervals of horrible sanity."

Creio que depois das melhores citações possíveis não há necessidade de falar mais nada, concordam? Caso precise, direi que minha insanidade está em níveis críticos. Mais um pequeno estímulo e ela há de implodir arrastando todas as estrelas que estiverem próximas a um raio de  oitocentos mil anos-luz, i.e., compreende a mim e a todos vocês.

3.14.2011

Ars Moriendi '

Não,
Não falemos sobre mortes. Falemos sobre algo que ainda permanece em vida, uma jovem mestra com um toque de criogenia etária que me fascina.

http://aosmeuseus.blogspot.com/

Sê bem-vinda ao Círculo, Fleur Pauliane M. S. , @roquelaure_ .

Apocalyptica - Bittersweet




I'm giving up the ghost of love
Into the shadows cast on devotion

She is the one that I adore
Creed of my silent suffocation

Break this bittersweet spell on me
Lost in the arms of destiny
Bittersweet

I won't give up
I'm possessed by her

I'm bearing her cross
She's turned into my curse

Break this bittersweet spell on me
Lost in the arms of destiny
Bittersweet

I want you

I'm only wanting you

And I need you

I'm needing you

Break this bittersweet spell on me
Lost in the arms of destiny

Break this bittersweet spell on me
Lost in the arms of destiny

Bittersweet

Silêncio

"Há um grande silêncio dentro de mim. E esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras..."
Clarice Lispector 

Novos deuses

Enquanto meu apêndice da Clavícula não é elaborado, apresento os alguns Novos deuses:

Nina Hagen
http://www.myspace.com/ninahagenrocks
http://www.beepworld.de/members77/ninahagendas/

Ville Valo
http://www.heartagram.com/
http://www.himbrasil.com.br/

Incubus

   Debaixo da tua pele estarei a tornar-me prazer, que te faça uivar. Com meu hálito gelado em vossa mão e minha mão em teu corpo, matarei nossa sede um do outro. Mesclado com Luxúria deitar-me-ei a ti por sob a Lua suave ou o Sol escaldante do Deserto. Invadirei tua alma e a farei cair diante da fúria que ascende a minha raça e com cálidos beijos te mostrarei o quão bom é ser quem sou. Elevarei meu espírito, para que ele possa acompanhar o Ciclone que tu te tornarás em meus braços. Tomarei os sorrisos dos outros e os farei nossos. Te farei gritar meu nome aos Sete Ventos Primordiais e eles serão testemunhas que seremos amantes, sempre. Com meu mistério esconderei o teu e unidos um ao outro seremos Tempestade, mataremos o que é sagrado e beberemos dele, um doce aroma exala da nossa união. Meu gosto se mistura ao teu sobre nossos corpos. Deixe que meu corpo com contornos rijos fortaleça teu ego, que meus olhos beijem tua boca e tua boca torne me vosso Homem. Permita que eu lhe mostre minha sabedoria e te revele os fundamentos de necessidades antigas, o jogo começa. Como uma Maré errante, tu pedirás pra ir mais além, sempre mais adiante e levar-te-ei. Alimenta-me do teu sangue como um sifão, esconde nas sombras o desejo de consumir-me por inteiro, pretende reinar ao meu lado por mil anos. Acompanhar-te-ei até onde nossos corpos e nossas almas comecem a mexer com a ira dos deuses...

Transmutação Alquímica

É bem certo que algo se torna outro por Alquimia.
É também sabido que a Alma é imutável.
Os elementos divinos podem alterar minha forma,
não minha essência.
O ser humano é composto de vários elementos,
alguns fáceis, outros nem tanto, de serem quebrados.
Posso tornar qualquer coisa ouro, mas de nada me vale se o mesmo ouro não compra o que preciso agora.

Erebos

Segundo a teogonia, Erebus, Érebos ou Érebo era a personificação da escuridão superior que se encontrava pouco mais funda que o manto da noite eterna de Nix. É irmão de Nix e filho de Caos. Desposou a irmã e com ela gerou o casal de gêmeos Éter e Hemera.
Erebus possuía seu reino nas trevas mais profundas de todo o Universo, como o primeiro filho de Caos nascido é o que mais próximo ficava de seu criador assim sendo as puras Trevas.
Conta-se que os Titãs pediram socorro a Érebo, mas Zeus o lançou junto com eles no inferno. Desse modo ele tornou-se a noite eterna do mundo dos mortos.
Na medida em que o pensamento mítico dos gregos se desenvolveu, Érebo deu seu nome a uma região do Hades por onde os mortos tinham de passar imediatamente depois da morte, para entrar no Submundo. Após Caronte tê-los feito atravessar o rio Aqueronte, entravam no Tártaro, o Submundo propriamente dito.
Diz que quando Erebus despertasse de seu aprisionamento, Ele seria o primeiro dos Sete Primordiais que levaria o despertar a todos os outros, podendo assim novamente erguer seu reino que Tártaros, Nix, Urano e Caos o ajudaram a erguer em tempos mitológicos.
Tal como o nome do rei subterrâneo, Hades, o nome Érebo passou a designar também o seu reino.
Erebus era também, frequentemente usado como sinônimo de Hades.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Érebo

Dois dias

Em mim seu acalento torna meus sonhos reais. De ti vem o fogo que eu acalmo quando não tenho tua presença. Por ti eu sinto, vejo, falo.
Falo o que sou e o que seremos.

Não há tempo no mundo que possa nos cobrar sentimentos, que não os tenhamos mostrados
ou vividos.

Calidamente eu enxergo tua face, vívida como um fogo celeste.
Sinto-me caído quando não o tenho, sinto-me frio e obscuro, sinto-me sem sentir-me. Aquele que fulgura meus pensamentos, toma-me teu por completo, bebe minha sede e se farta do meu desejo.
Tão somente é o que tenho a oferta-te, pelos melhores dias da minha vida...

3.13.2011

I could not call

But, all i wanted to say is Forgive me. Please, Forgive me.

Não quero começar outro acróstico sem ter terminado o último com sucesso.

Todo Homem Acaba Levando sua Estrela, Sibilante, Encontrando Uma Alma Morna, Oculta, Vacilante e Obscura, Concentrada em Espetáculos.

Le diable


V.V.







Le diable frappe à ma porte, il demande à me parler..

Prayer - Disturbed

"Living just isn't hard enough
Burn me alive, inside
Living my life's not hard enough
Take everything from you."

--

I've slept so long without you
It's tearing me apart till
How to get this far playing games
With fist held cards
I've killed a million pity souls
But I couldn't kill you
I've slept so long without you

--

So many words
Can't describe my face
This feelings evolved
So soon to break out
I can't relate
To a happy state
Feeling the blood running side

Why won't you die?
Your Blood in mine
We'll be fine
Then your body will be mine

Caminho

Estou em um momento ímpar, onde cada detalhe é deveras importante. Muitos caminhos encontram eflúvio em mim mas meu amor, também fluído, não pode ser esquecido.

Cofre para o renascimento, para o estado etéreo do meu espírito acorrentado. Eu, sendo deus e eu mesmo. Ora besta, ora homem.

"I look at the cross then i look away. Give you the gun, blow me away.."
Deftones - Change 

Portinari

"Amei muitas meninas e ninguém soube. Sofria e sonhava."
Portinari, C.

Blink 182 - I Miss You

Hello dear,
The angel from my nightmare
The shadow in the background of the morgue
The unsuspecting victim of darkness in the valley
We can live like Jack and Sally if we want
Where you can always find me
And we'll have halloween on Christmas
And in the night we'll wish this never ends
We'll wish this never ends

I miss you, miss you
I miss you, miss you

Where are you and I'm so sorry

I cannot sleep I cannot dream tonight
I need somebody and always
This sick strange darkness
Comes creeping on so haunting every time
And as I started I counted
The webs from all the spiders
Catching things and eating their insides
Like indecision to call you
And hear your voice of treason
Will you come home and stop this pain tonight
Stop this pain tonight

Don't waste your time on me you're already
The voice inside my head (I miss you, miss you)
Don't waste your time on me you're already
The voice inside my head (I miss you, miss you)