"Quem me amaria tanto, a ponto de renunciar sua própria vida?
Se alguém se afogasse no mar por minha causa... Nesse instante eu seria libertado dessa pedra. Devolvido à vida. Poderia voltar a viver. Mas... se algum dia eu fosse trazido de volta à vida pela pessoa mais querida que possuo. Nessa hora, eu ia chorar solitário. Choraria só, procurando pela minha pedra. Mesmo que meu sangue fosse tão doce como vinho, quão admirável seria?
Afinal, não posso trazer de volta das profundezas do oceano a pessoa que mais me amou."
7.24.2011
Le Portrait
Etéreo (ii)
Encontro-me novamente à beira de um abismo de cores funestas e passadas em grãos de ouro infernais.
Tudo o que pensei ser real pode estar sendo desfeito. E nem o que considerei real esta absoluto da imersão iminente. Muitas coisas estão mudando e outras tantas precisam mudar ainda mais. Minha idade me corrompe e os jovens de hoje não entendem a minha linguagem hermética e ímpar dentre estes falastrões desmedidos em moral.
Fico sozinho em meu leito a pensar, reflectir, associar ruidosamente sobre um alicerce variável mas integro, que possa me devolver à sanidade.
Nunca as palavras de Monsieur Poe fizeram tanto sentido para mim: "i became insane with long intervals of a horrible sanity."
Encontro-me agora insano. Por amor, ódio, cólera, inveja, luxúria, gula e desejo de conciliar tudo isso no que preciso amar. Não é o desabafo de um homem iludido e aturdido por egos do passado sem fim, é apenas um homem que ama e que a cada dia vê este amor definhar e ruir perante sua própria inconsistência assombrada.
Fato que conheço o que perco e o que tenho. Mas não sei como manter.
Preciso de você que sabe disso e preciso ainda mais de você que sequer ideia faz de que isso esta sendo escrito. Prevejo ajuda de um desconhecido. Talvez ainda não seja preciso dizer adeus...
Tudo o que pensei ser real pode estar sendo desfeito. E nem o que considerei real esta absoluto da imersão iminente. Muitas coisas estão mudando e outras tantas precisam mudar ainda mais. Minha idade me corrompe e os jovens de hoje não entendem a minha linguagem hermética e ímpar dentre estes falastrões desmedidos em moral.
Fico sozinho em meu leito a pensar, reflectir, associar ruidosamente sobre um alicerce variável mas integro, que possa me devolver à sanidade.
Nunca as palavras de Monsieur Poe fizeram tanto sentido para mim: "i became insane with long intervals of a horrible sanity."
Encontro-me agora insano. Por amor, ódio, cólera, inveja, luxúria, gula e desejo de conciliar tudo isso no que preciso amar. Não é o desabafo de um homem iludido e aturdido por egos do passado sem fim, é apenas um homem que ama e que a cada dia vê este amor definhar e ruir perante sua própria inconsistência assombrada.
Fato que conheço o que perco e o que tenho. Mas não sei como manter.
Preciso de você que sabe disso e preciso ainda mais de você que sequer ideia faz de que isso esta sendo escrito. Prevejo ajuda de um desconhecido. Talvez ainda não seja preciso dizer adeus...
7.23.2011
Ternura
Taking me over ...
É engraçado deveras quando uma situação muda radical e exponencialmente em apenas um curto intervalo de tempo. Por poucos instantes sonhei com uma vida compartilhada, agora vejo quão inveterado pode ser o meu erro. Tomei de mim mesmo e me engasguei comigo.
Com uma ternura palpável, um doce hálito e uma habilidade ímpar o Demiurgo tentou-me. Forçou-me a admitir meu erro. Nosso erro. Com uma lágrima que ao descer fere a pele, eu me encontro.
Dê-me uma razão para amar você. Dê-me uma razão para querer você.
Eu só quero você.
Meu fascínio armou-me uma cilada. E sabe, não estou tão descontente por ter caído nela.
É engraçado deveras quando uma situação muda radical e exponencialmente em apenas um curto intervalo de tempo. Por poucos instantes sonhei com uma vida compartilhada, agora vejo quão inveterado pode ser o meu erro. Tomei de mim mesmo e me engasguei comigo.
Com uma ternura palpável, um doce hálito e uma habilidade ímpar o Demiurgo tentou-me. Forçou-me a admitir meu erro. Nosso erro. Com uma lágrima que ao descer fere a pele, eu me encontro.
Dê-me uma razão para amar você. Dê-me uma razão para querer você.
Eu só quero você.
Meu fascínio armou-me uma cilada. E sabe, não estou tão descontente por ter caído nela.
Glory Box ou Algo há tanto buscado
Playing with this bow and arrow.
Gonna give my heart away,
Leave it to the other girls to play.
For i've been a tempteress too long ...
7.21.2011
Amante Sombrio
...
Em seguida, chegou Rhage.
Tinha suavizado sua postura arrogante em deferência ao motivo da convocação daquela reunião. Rhage era um macho enorme, poderoso, mais forte do que todos os outros guerreiros. Também era uma lenda sexual no mundo dos vampiros, bonito como um galã de cinema e com o vigor de cem garanhões.
As fêmeas, tanto as vampiras como as humanas, passariam por cima de suas próprias crias para chegar nele. Pelo menos até vislumbrarem seu lado funesto. Quando a besta de Rhage aflorava, não havia outra coisa a fazer, mesmo para os próprios membros da Irmandade, a não ser se esconder e rezar.
A Irmandade da Adaga Negra I - Amante Sombrio - J. R. Ward
7.19.2011
Condições Familiares esclarecidas ou O Teor de magnitude existencial
Nunca pude ser o que nunca tive. Não é a melhor maneira de explicar o que quero.
Porém, ao passo vagaroso da efêmera estrela-marinha, algo está mudando e exponencialmente sendo adaptado, quer seja subentendido quer seja evidente em documento de ordem judicial incontestável.
Confesso que estes artifícios humanos não costumam evocar nada em mim. O que estaria acontecendo portanto? Ultimamente sinto-me forçado a assumir um compromisso, um relacionamento, algo escrito, pensado, sacramentado, religiosamente consciente e claro, preferencialmente eterno enquanto dure. Me pego pensando em um lar compartilhado, lençóis, travesseiros afofados e juntos, café da manhã, cheiro de banho quente com alecrim, seda e amanhecer. Coisas que até então considerava uma utopia cinematográfica contemporânea surreal e - inclusive - aborreciva. Não mais, não por enquanto.
No momento, quero o prazer masculino de chegar em casa depois de um estafante dia de trabalho humano e sentir o peso de ser o responsável, o mantenedor, o acolhedor. Preciso sentir o cheiro da comida humana - ainda que não coma - e sentir o calor de quem me espera. Serei o braço forte para suportar tudo isso e ainda poder amar, ser desejado, sentido. Poder ter uma longa noite de amor, ouvir juras e confidências, trocar segredos, fazer planos, dormir, fazer mais amor, acordar e ter a nítida sensação de que tudo é mais um sonho. Lógico, fazer mais amor ainda (confesso que se de algo humano restou em mim foram o desejo e apetite sexual).
Porém, ao passo vagaroso da efêmera estrela-marinha, algo está mudando e exponencialmente sendo adaptado, quer seja subentendido quer seja evidente em documento de ordem judicial incontestável.
Confesso que estes artifícios humanos não costumam evocar nada em mim. O que estaria acontecendo portanto? Ultimamente sinto-me forçado a assumir um compromisso, um relacionamento, algo escrito, pensado, sacramentado, religiosamente consciente e claro, preferencialmente eterno enquanto dure. Me pego pensando em um lar compartilhado, lençóis, travesseiros afofados e juntos, café da manhã, cheiro de banho quente com alecrim, seda e amanhecer. Coisas que até então considerava uma utopia cinematográfica contemporânea surreal e - inclusive - aborreciva. Não mais, não por enquanto.
No momento, quero o prazer masculino de chegar em casa depois de um estafante dia de trabalho humano e sentir o peso de ser o responsável, o mantenedor, o acolhedor. Preciso sentir o cheiro da comida humana - ainda que não coma - e sentir o calor de quem me espera. Serei o braço forte para suportar tudo isso e ainda poder amar, ser desejado, sentido. Poder ter uma longa noite de amor, ouvir juras e confidências, trocar segredos, fazer planos, dormir, fazer mais amor, acordar e ter a nítida sensação de que tudo é mais um sonho. Lógico, fazer mais amor ainda (confesso que se de algo humano restou em mim foram o desejo e apetite sexual).
Um adendo: e se me excedo em adjetivar algumas características como 'humanas' é porque sai desta condição há algum tempo.
Ou seja, após ter experimentado de tudo um pouco, de muitas condições e muitos planos desfeitos, sinto-me inclinado a perseverar. Progredir, procriar. Evoluir e morrer. Ao menos metafóricamente. E quando parecer que está no fim, recomeçar, para poder ter o mesmo prazer novamente.
E quem me acompanha nesta aventura?
7.16.2011
13:29
Vivo meu intenso melhor momento ao lado de quem amo. É estranho mas real. Certas coisas vêm e vão, cabe a nós decidir quanto tempo devem durar - é algo que aprendi com o passar do tempo. Também é clichê, entendo, mas não me importa. O que é meu pertence a mim.
Pouco a pouco a vida recomeçará, até lá minha prioridade é continuar vivendo e amando. Enquanto seja permitido a mim, não negarei o que tenho e sinto.
Sempre.
Perdão aos que ficam mas no momento, de verdade, preciso aproveitar.
Pouco a pouco a vida recomeçará, até lá minha prioridade é continuar vivendo e amando. Enquanto seja permitido a mim, não negarei o que tenho e sinto.
Sempre.
Perdão aos que ficam mas no momento, de verdade, preciso aproveitar.
7.07.2011
7.04.2011
Symphony of Sorrowful Songs Lyrics - Henryk Górecki
-- O melodioso e harmonioso som já fora comentado em Simphonias Perfeitas e pode ser ouvido no final da mesma postagem, como um link. Logo, não o colocarei nesta postagem também.
Symphony No.3 - III Symfonia zwana też Symfonią pieśni żałosnych
I
Synku miły i wybrany,
Rozdziel z matką swoje rany,
A wszakom cię, synku miły, w swem sercu nosiła,
A takież tobie wiernie służyła.
Przemów k matce, bych się ucieszyła,
Bo już jidziesz ode mnie, moja nadziejo miła.
Lament świętokrzyski
z "Pieśni łysogórskich"
(druga połowa XV w.)
II
Mamo, nie płacz, nie.
Niebios Przeczysta Królowo,
Ty zawsze wspieraj mnie.
Zdrować Mario, Łaskiś Pełna.
(Zakopane "Pałace"
cela nr 3 ściana nr 3
Błazusiakówna Helena Wanda
lat 18 siedzi od 25 IX 44)
III
Kajze mi sie podziol
moj synocek mily?
Pewnie go w powstaniu
zle wrogi zabily.
Wy niedobrzy ludzie,
dlo Boga swietego
cemuscie zabili
synocka mojego?
Zodnej jo podpory
juz nie byda miala,
chocbych moje stare
ocy wyplakala.
Chocby z mych lez gorkich
drugo Odra byla,
jesce by synocka
mi nie ozywila.
Lezy on tam w grobie,
a jo nie wiem kandy
choc sie opytuja
miedzy ludzmi wsandy.
Moze nieborocek
lezy kay w dolecku,
a moglby se lygac
na swoim przypiecku.
Ej, cwierkejcie mu tam,
wy ptosecki boze,
kiedy mamulicka
znalezc go nie moze.
A ty, boze kwiecie,
kwitnijze w okolo,
niech sie synockowi
choc lezy wesolo
Symphony No.3 - III Symfonia zwana też Symfonią pieśni żałosnych
I
Synku miły i wybrany,
Rozdziel z matką swoje rany,
A wszakom cię, synku miły, w swem sercu nosiła,
A takież tobie wiernie służyła.
Przemów k matce, bych się ucieszyła,
Bo już jidziesz ode mnie, moja nadziejo miła.
Lament świętokrzyski
z "Pieśni łysogórskich"
(druga połowa XV w.)
II
Mamo, nie płacz, nie.
Niebios Przeczysta Królowo,
Ty zawsze wspieraj mnie.
Zdrować Mario, Łaskiś Pełna.
(Zakopane "Pałace"
cela nr 3 ściana nr 3
Błazusiakówna Helena Wanda
lat 18 siedzi od 25 IX 44)
III
Kajze mi sie podziol
moj synocek mily?
Pewnie go w powstaniu
zle wrogi zabily.
Wy niedobrzy ludzie,
dlo Boga swietego
cemuscie zabili
synocka mojego?
Zodnej jo podpory
juz nie byda miala,
chocbych moje stare
ocy wyplakala.
Chocby z mych lez gorkich
drugo Odra byla,
jesce by synocka
mi nie ozywila.
Lezy on tam w grobie,
a jo nie wiem kandy
choc sie opytuja
miedzy ludzmi wsandy.
Moze nieborocek
lezy kay w dolecku,
a moglby se lygac
na swoim przypiecku.
Ej, cwierkejcie mu tam,
wy ptosecki boze,
kiedy mamulicka
znalezc go nie moze.
A ty, boze kwiecie,
kwitnijze w okolo,
niech sie synockowi
choc lezy wesolo
fragment Pieśni ludowej z opolskiego.
Tradução
Meu filho, meu escolhido e amado
Partilhe as suas feridas com sua mãe
Porque, filho querido, eu sempre o carregava
em meu coração,
E sempre lhe servi fielmente
Fale com sua mãe, para fazê-la feliz,
Embora você já está me deixando, em minha
esperança desejada.
(Lamentações do Mosteiro de Santa Cruz a partir de "Lysagóra Songs". Segundo semestre
do século XV)
Segundo Movimento
Não, mamãe, não chore,
Rainha do Céu castíssimo
Apoie-me sempre.
"Zdrowas Mario". (*)
(Oração inscrita na parede da cela número 3. 3 em
base do "Palácio", a sede do Gestapo
em Zadopane; abaixo é a
assinatura de Helena Wanda Blazusiakówna, e
as palavras "de 18 anos, preso desde 26
Setembro de 1944")
(*) "Zdrowas Mario" (Ave Maria), a abertura de
a oração polonesa para a Santa Mãe
Terceiro Movimento
Para onde ele foi
Meu filho querido?
Talvez durante a revolta
O inimigo cruel matou
Ah, você pessoas más
Em nome de Deus, o mais Santo
Diga-me, por que você matou
Meu filho?
Nunca mais
Eu terei o seu apoio
Mesmo se eu chorar
Meus velhos olhos adiante
Foram minhas lágrimas amargas
para criar um outro rio Oder
Eles não iriam restaurar a vida
Meu filho
Ele está em seu túmulo
e eu não sei onde
Embora eu continuo a perguntar as pessoas
Em toda parte
Talvez a criança pobre
Encontra-se em uma vala áspera
e em vez disso ele poderia ter sido
deitado em sua cama quente
Oh, cante para ele
Pequenos pássaros-canoros de Deus
Desde que sua mãe
Não pode encontrá-lo
E vocês, pequenas flores de Deus
Que vocês possam florescer em tudo
Assim meu filho
Pode dormir feliz
(Música Folk no dialeto da região Opole)
Aparente ausência
Confesso que ando ausente, alheio à minha própria necessidade de fluir e expressar esta mesma fluidez. Muita coisa tem acontecido e parte delas é de minha responsabilidade. A parte que não me compete é justamente a melhor parte.
Têm sido dias (e noites) bons (e boas) para introspecção, depois de dias (e noites) ótimos para serem vividos.
Passei muito tempo ao lado de um amor incondicional.
Aos poucos, tentarei voltar à rotina. Por hora, deixo esta mensagem de retorno e uma belíssima obra de Mestre Henryk Górecki que me acompanhou durante todo este tempo. Tempo que passei chorando. Tempo que passei passado. Tempo que não vi passar.
Têm sido dias (e noites) bons (e boas) para introspecção, depois de dias (e noites) ótimos para serem vividos.
Passei muito tempo ao lado de um amor incondicional.
Aos poucos, tentarei voltar à rotina. Por hora, deixo esta mensagem de retorno e uma belíssima obra de Mestre Henryk Górecki que me acompanhou durante todo este tempo. Tempo que passei chorando. Tempo que passei passado. Tempo que não vi passar.
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