Oh Lords! Fico lisonjeado e agradecido pela bela obra Noite que tive. Não poderia ter sido melhor como nunca é, nunca será e sempre poderá ser.
Mais e mais venham!
5.29.2011
5.25.2011
Morri
Desci ao inferno,
olhei para o céu
e apenas vi o negrume de minha alma sendo destruída.
Meus pensamentos reprimidos,
senti a dor de meus próprios pensamentos distorcidos,
sem liberdade para pensar.
Passo todo este tempo com medo do mundo,
sou repugnante,
sinto-me repugnante.
Tento esconder as minhas cicatrizes de todos
mas não consigo evitar ficar cada vez com mais.
Sento-me no canto da sala,
Nojento,
Escuro,
Sujo,
Meu corpo confunde-se agora com toda a carne pútrida de quem
me rodeia.
Fecho os olhos,
respiro este ar infestado,
a podridão invade-me, enquanto caminho,
cada vez mais,
para o recanto mais profundo do inferno.
olhei para o céu
e apenas vi o negrume de minha alma sendo destruída.
Meus pensamentos reprimidos,
senti a dor de meus próprios pensamentos distorcidos,
sem liberdade para pensar.
Passo todo este tempo com medo do mundo,
sou repugnante,
sinto-me repugnante.
Tento esconder as minhas cicatrizes de todos
mas não consigo evitar ficar cada vez com mais.
Sento-me no canto da sala,
Nojento,
Escuro,
Sujo,
Meu corpo confunde-se agora com toda a carne pútrida de quem
me rodeia.
Fecho os olhos,
respiro este ar infestado,
a podridão invade-me, enquanto caminho,
cada vez mais,
para o recanto mais profundo do inferno.
- não sei a quem pertence, recebi há alguns anos de alguém que sinceramente não me recordo.
Franqueza
Não gosto quando sou apontado.
Não gosto de obrigar-me a odiar. Odeio pela minha natureza misantrópica e portanto não preciso também de incentivo. Não gosto de me sentir vigiado, violado e não gosto de ter de policiar minhas palavras, atitudes e bens anteriores. Não gosto de ser confundido com algum ser insignificante para qual não damos a devida confiança. Não suporto ser menosprezado ou subestimado. Não gosto quando sou tachado e não gosto de estar superior também. Não gosto de ser deixado de lado por ser mais inteligente ou por que imponho minha vontade até o fim. Não gosto de apaziguar delitos. Não sou de descumprir uma promessa e não gosto que pensem o contrário. Não gosto de azul, cinza, castanho e tons de pastel. Não gosto quando sou infantilizado sem motivos. Não gosto quando sou visto por tortos quando digo o que faço ou o que farei. Não gosto de muita gente e não gosto de omitir isso, digo sempre a quem perguntar. Não sou imprudente, negligente, desonesto ou irresponsável. Não gosto de meus olhos. Não gosto de muitas coisas que sou forçado a admitir mas acima de tudo não vou admitir mais o que não gosto.
Espero ter-me feito entendido.
" - Eu não sou um monstro. Eu não sou um monstro. Vós dizeis que eu sou algo aquilo que não sou para que vós sejais maiores do que são, tornando-me alvo de sua ira e desprezo."Não gosto quando ainda sou repreendido por erros passados. Não gosto de ser julgado ou punido. Não gosto de ser atarefado em recordar lembranças partidas e/ou esquecidas. Não gosto quando sou forçado a aceitar intempéries alheias - mesmo as das que supostamente amo. Não admito ser contrariado pois não sois mais atemporais do que eu. Nunca.
Não gosto de obrigar-me a odiar. Odeio pela minha natureza misantrópica e portanto não preciso também de incentivo. Não gosto de me sentir vigiado, violado e não gosto de ter de policiar minhas palavras, atitudes e bens anteriores. Não gosto de ser confundido com algum ser insignificante para qual não damos a devida confiança. Não suporto ser menosprezado ou subestimado. Não gosto quando sou tachado e não gosto de estar superior também. Não gosto de ser deixado de lado por ser mais inteligente ou por que imponho minha vontade até o fim. Não gosto de apaziguar delitos. Não sou de descumprir uma promessa e não gosto que pensem o contrário. Não gosto de azul, cinza, castanho e tons de pastel. Não gosto quando sou infantilizado sem motivos. Não gosto quando sou visto por tortos quando digo o que faço ou o que farei. Não gosto de muita gente e não gosto de omitir isso, digo sempre a quem perguntar. Não sou imprudente, negligente, desonesto ou irresponsável. Não gosto de meus olhos. Não gosto de muitas coisas que sou forçado a admitir mas acima de tudo não vou admitir mais o que não gosto.
Espero ter-me feito entendido.
Juri
"... e o júri ainda não havia se decidido sobre o veredicto ..."
Me sinto consternado, preciso escrever e não sei por onde começar. Perco-me em idades aleatórias sem um fundamento. Não consigo distinguir entre um azul e um cinza, não há conforto sequer humano que pudesse aplacar, agora, o que antevejo.
Encontro-me palpavelmente lacerado, incumbido ainda de cuidar de minhas próprias feridas e desamores internos. Em alguns momentos enfrento demonios em outros os evoco, peco em acreditar na fragilidade alheia, me corrompo por pouco e vejo ressoantes pesares - Nada mais indigno do que já tenho, seria inconcebível.
Não haveria palavra certa que fosse mais escura do que o sangue que se esvai, agora. Nenhuma prece alçaria maior altura do que o aroma desta infelicidade imersa em soberba indeclarada. Caso houvesse ainda luz ela seria uma mescla de melancolia em desejo e feitiçaria.
Não há uma composição.
E de falar no que não há, esqueço do que carrego. Em vermelho, com cheiro de mil mortes puras e dez mil impuras, moldado em inverdades e vidas contrabandeadas por eras. No dia que puder ser compensado, bom, ai quando a decisão for tomada já me darei por inexistente pois serão mil mortes a responder e este peso eu não suportarei, peso contínuo até este mesmo dia. Declara-me-ei inocente, faço o que faço (e sou acusado) para continuar a existir e se é explicado assim poderei ser absolvido por eles, sabendo que nunca o serei por mim já que cada um destes ainda vive em mim.
Comigo, sendo eu e mutando dentro de mim. Cem mil cofres com um milhão de segredos abertos, não há nada que eu não possa ver se quiser. E aprender. Eu já citei que aprendo com o poeta, o músico, o escritor, o sábio, o mendigo, o incoerente, o especialista e é assim em toda espécie de conhecimento possível. O que ofereço em troca? Meus lamentos, como faço agora. Se houvesse uma Lei real de Troca Equivalente eu seria punido. Tomo tudo e ofereço meu tudo, que não lhes vale nada.
Bom, mas quem está atrás de julgamentos nos dias de hoje, não é mesmo?
5.23.2011
Trust me
É um assunto que temo discorrer.
Como confiar em quem não se conhece nítida e distintamente? E mais, confiar em alguém que incentiva a misantropia e a violência indiscriminada.
Oui, não nego estas acusações. Realmente me pertencem. Mas penso ainda que há quem se compare a isso. O que nos difere é que eu sou sincero e lógico, assumo e faço disso uma sobrevivência forçada. Eu tento, erro, padeço e chego a morrer mas no final recupero-me pois sou como a Ressureição, o Perseguidor, e nada me afeta por muito tempo seja amor, dor ou ódio, parte este último um dos menos interessantes porém o mais inerente à quaisquer coisas que eu faça.
Minhas ações e reações são baseadas em ódio e por isso sinceras, extremas e não obstante simplistas.
Harpócrates já havia me dito uma vez que eu sou "como um silêncio fúnebre que nem mesmo um deus pode fazer calar." / Nota: isso vindo do deus do silêncio.
Não há distinção.
Como confiar em quem não se conhece nítida e distintamente? E mais, confiar em alguém que incentiva a misantropia e a violência indiscriminada.
Oui, não nego estas acusações. Realmente me pertencem. Mas penso ainda que há quem se compare a isso. O que nos difere é que eu sou sincero e lógico, assumo e faço disso uma sobrevivência forçada. Eu tento, erro, padeço e chego a morrer mas no final recupero-me pois sou como a Ressureição, o Perseguidor, e nada me afeta por muito tempo seja amor, dor ou ódio, parte este último um dos menos interessantes porém o mais inerente à quaisquer coisas que eu faça.
Minhas ações e reações são baseadas em ódio e por isso sinceras, extremas e não obstante simplistas.
"Desisto dos fantasmas do amor. Nas sombras de um castelo de devoção eu me perco."Não discuto amar, conquanto haja. Não temo desejar nem me explicar sobre meus desejos. Como um barqueiro, considero-me uma entidade que leva e que não aproveita o destino. Está ai uma perfeita descrição!
Harpócrates já havia me dito uma vez que eu sou "como um silêncio fúnebre que nem mesmo um deus pode fazer calar." / Nota: isso vindo do deus do silêncio.
Não há distinção.
"Trust me. Trust me through. Catch me, slowly."Busco velhos costumes por que os novos não são o bastante. Amo com e sem amar e o que há de mais sincero e confiável em mim é justamente o ódio e a indiferença. Com estes eu nunca peco ainda que temesse pecar.
“Uma raiva substituindo outra. Uma raiva deslocando outra. Quando ele cessaria de sentir tamanha raiva e se acalmaria, ficando realmente em paz?”
5.19.2011
Sadness Gothic Music
Desconheço o Mestre desta obra e não teria como criar um texto para ela, não consigo pensar enquanto eu a ouço. Esta volúpia descreve exatamente meu sentir. Ela é intensa, moldada ao sangue de uma estrela longínqua, feroz e com uma entonação que poderia reverberar até nos confins do paraíso e fazer com que todos os anjos caissem.
Parece saída do olho esquerdo de um deus de trevas e redenção. E o poder que tem me toma tão violentamente que eu me sinto este deus menor.
5.16.2011
Deftones - Change
Change (In The House Of Flies)
I watched you change
Into a fly
I looked away
You were on fire
I watched a change in you
It's like you never had wings
Now you feel so alive
I've watched you change
I took you home
Set you on the glass
I pulled off your wings
Then I laughed
I watched a change in you
It's like you never had wings
Now you feel so alive
I've watched you change
It's like you never had wings...
I look at the cross
Then I look away
Give you the gun
Blow me away
I watched a change in you
It's like you never had wings
Now you feel so alive
I've watched you change
And you feel alive
You feel alive
I've watched you change
It's like you never had wings...
ahh-ah-aaah
You change
... I'm over...
I watched you change
Into a fly
I looked away
You were on fire
I watched a change in you
It's like you never had wings
Now you feel so alive
I've watched you change
I took you home
Set you on the glass
I pulled off your wings
Then I laughed
I watched a change in you
It's like you never had wings
Now you feel so alive
I've watched you change
It's like you never had wings...
I look at the cross
Then I look away
Give you the gun
Blow me away
I watched a change in you
It's like you never had wings
Now you feel so alive
I've watched you change
And you feel alive
You feel alive
I've watched you change
It's like you never had wings...
ahh-ah-aaah
You change
... I'm over...
Faëria Musïc
That all the ancients go out and listen to me!
I really need to talk about them: Faëria Musïc is a great website, giving us all best folk and pagan and naturals musics. All old fellings compiled and acessible is impressive and memorable.
Please, all that still believe in a glass sun and in an ice moon, respect them an show them their value.
I really need to talk about them: Faëria Musïc is a great website, giving us all best folk and pagan and naturals musics. All old fellings compiled and acessible is impressive and memorable.
Please, all that still believe in a glass sun and in an ice moon, respect them an show them their value.
Nós (iii) - Este sou Eu que aqui estamos
Buer, é um espírito que aparece no século 16, no grimorio da Pseudomonarchia Daemonum (Pseudomonarchia Daemonum), e seus derivados, onde ele é descrito como um grande Presidente do inferno, tendo cinquenta legiões de demónios sob seu comando. Ele aparece quando o Sol está em Sagitário.
Buer ensina Filosofia Moral e Natural, Lógica, e as virtudes de todas as ervas e plantas. Ele também cura as enfermidades, especialmente a dos homens, e dá bons familiares.
Ele é retratado na forma de um Sagitário, que é como um centauro, com um arco e flechas.
De acordo com outros autores, ele ensina Medicina, e tem a cabeça de um leão e cinco pernas cabra, para andar em torno do corpo dele em todas as direções.
Embora a etimologia do seu nome é incerta, curiosamente houve uma antiga cidade chamada "Buer" (agora Gelsenkirchen) na Vestefália, na Alemanha.
Buer ensina Filosofia Moral e Natural, Lógica, e as virtudes de todas as ervas e plantas. Ele também cura as enfermidades, especialmente a dos homens, e dá bons familiares.
Ele é retratado na forma de um Sagitário, que é como um centauro, com um arco e flechas.
De acordo com outros autores, ele ensina Medicina, e tem a cabeça de um leão e cinco pernas cabra, para andar em torno do corpo dele em todas as direções.
Embora a etimologia do seu nome é incerta, curiosamente houve uma antiga cidade chamada "Buer" (agora Gelsenkirchen) na Vestefália, na Alemanha.
Nós (ii)
E se eu me chamasse Lamento,
E fosse feito de estrelas aos pés,
Herdasse algum Trono esquecido,
Forjasse de minhas palavras, mentiras,
Criasse pesadelos diurnos e
Nunca ouvisse seus apelos.
Este seria um bom senhor a ser lembrado?
Não me culpeis por ser o que eu sou, tivera uma escolha e a fizera. Optei ser da espécie que você despreza. De mim nada podeis além do que eu permito e de vós eu terei o que quiser. É meu tormento nunca saber como sois durante o alvorecer e para aqueles que a mim, amam, o tormento se inverte. Não entendais vós que estou sendo leviano, apenas queria deixar claramente expresso o quanto é bom ser eu. E o quanto me orgulho de nós que aqui estamos por vós esperando.
Nós
Eu que aqui estamos preciso fomentar.
Por que os humanos nos tomam como bestas selvagens, desorganizadas e pútredas? Cada dia passante eu tenho mais a certeza da vaidade incontestável desta raça. E ainda sempre somos antagônicos a todo e qualquer princípio.
Nos fazem subservientes à uma entidade que vem depois de nós, nos transformam em conspiradores, revelam-se caçadores de nós e ainda expelem sua execrável moralidade. Fora alguns pequenos relatos aproximados ao verdadeiro os outros são insuportavelmente delirantes.
Concordo que falar do desconhecido é complicado, mas atenhamo-nos ao exemplo mínimo de originalidade.
Muitos de nós estamos presentes popularmente - falo por mim que sou uma prova palpável - e mesmo dentro do Conclave há uma forma controlada de dispersar argumentos validos. Como eu já citara há alguns posts, até para nossa sobrevivência. O mesmo medo que os torna perigosos os torna cúmplices, dai a nossa necessidade.
Eu que aqui estamos digo-lhes que pare.
Não revelaremos nem a décima parte, o que souberem será de forma aleatória como eu faço - e arrisco-me ao fazer - nada mais. Mas não é por isso que têm o direito de criar uma imagem tão falsa.
Nós somos superiores em força, agilidade, destreza, sabedoria, conhecimento, poder, política e excepcionalmente em moralidade. Sabemos o nosso direito entre raça e espécie, dentre nós mesmos não somos todos iguais. Não fazemos e divulgamos falsas ideias sobre as outras espécies e não as tornamos alvos de nossas injúrias, mesmo as que vocês consideram tais.
Torno-me um perseguidor e inquisidor voraz, quando necessário. Eu que mascaramos posso afirmar.
Por vós esperamos eu que aqui estamos.
Por que os humanos nos tomam como bestas selvagens, desorganizadas e pútredas? Cada dia passante eu tenho mais a certeza da vaidade incontestável desta raça. E ainda sempre somos antagônicos a todo e qualquer princípio.
Nos fazem subservientes à uma entidade que vem depois de nós, nos transformam em conspiradores, revelam-se caçadores de nós e ainda expelem sua execrável moralidade. Fora alguns pequenos relatos aproximados ao verdadeiro os outros são insuportavelmente delirantes.
Concordo que falar do desconhecido é complicado, mas atenhamo-nos ao exemplo mínimo de originalidade.
Muitos de nós estamos presentes popularmente - falo por mim que sou uma prova palpável - e mesmo dentro do Conclave há uma forma controlada de dispersar argumentos validos. Como eu já citara há alguns posts, até para nossa sobrevivência. O mesmo medo que os torna perigosos os torna cúmplices, dai a nossa necessidade.
Eu que aqui estamos digo-lhes que pare.
Não revelaremos nem a décima parte, o que souberem será de forma aleatória como eu faço - e arrisco-me ao fazer - nada mais. Mas não é por isso que têm o direito de criar uma imagem tão falsa.
Nós somos superiores em força, agilidade, destreza, sabedoria, conhecimento, poder, política e excepcionalmente em moralidade. Sabemos o nosso direito entre raça e espécie, dentre nós mesmos não somos todos iguais. Não fazemos e divulgamos falsas ideias sobre as outras espécies e não as tornamos alvos de nossas injúrias, mesmo as que vocês consideram tais.
Torno-me um perseguidor e inquisidor voraz, quando necessário. Eu que mascaramos posso afirmar.
Por vós esperamos eu que aqui estamos.
5.14.2011
Constância
"
Constância, meu bem, constância.
Constante sempre serei.
Constante até na morte.
Constante eu morrerei."
Caminhos
Falo e não faço, como sempre. Talvez inspirado pelo que ouço sinto a enorme vontade de voltar ao mundo. É nostalgico mas sem ser melancólico, neste caso em especial. Não considero os amores e as experiências que passaram, tento pensar apenas naquela sensação do vento livre batendo nos olhos e causando algumas lágrimas involuntárias, pensar naquele frio da madrugada enquanto você está sozinho numa auto-estrada longe de qualquer coisa que conheça e mais longe ainda de quaisquer sinais de humanidade.
Longas estradas estas que já me ouviram e falaram comigo. Não sinto falta de ser livre, agora, lamento o que perdi quando era livre. Tudo que não vai poder voltar. Passei por tantos caminhos e vi tantas cidades que nem me recordo de todas, criei talvez esta forma de proteção. E o que é isso agora, esta sensação de estar deixando algo de lado?
Eu podia sentir a conexão no vento, no frio, num rasante, num cheiro de pedra, numa precipitação de chuva, num bosque. Tudo o que conheci e prezei tanto está se esvaindo de mim, se desprendendo, como se eu estivesse perdendo um elo, uma essência. Não excedo quando digo que conheço boa parte do mundo e de cada canto em especial eu guardo uma história. Muitas solitárias, evidente, já que não é facil ser um incógnito. Andei muito e vi muito de tudo isso crescer e florescer, acho que sinto falta desta adaptação.
Confesso que queria muito esta vida novamente mas não posso. Assumi outra e enquanto não conseguir terminá-la não poderei sair senão voltará a acontecer tudo novamente, como está.
Sinto falta de uma vida talvez por que não pude completá-la e ainda que tenha um dom sobre o Tempo não posso usá-lo agora.
O mundo não é mais o mesmo, nem as rodovias, nem as pessoas que encontramos ao acaso, nem aquele sentimento de cada homem como sendo individual neste paraíso. Eu lamento tanto.
Longas estradas estas que já me ouviram e falaram comigo. Não sinto falta de ser livre, agora, lamento o que perdi quando era livre. Tudo que não vai poder voltar. Passei por tantos caminhos e vi tantas cidades que nem me recordo de todas, criei talvez esta forma de proteção. E o que é isso agora, esta sensação de estar deixando algo de lado?
Eu podia sentir a conexão no vento, no frio, num rasante, num cheiro de pedra, numa precipitação de chuva, num bosque. Tudo o que conheci e prezei tanto está se esvaindo de mim, se desprendendo, como se eu estivesse perdendo um elo, uma essência. Não excedo quando digo que conheço boa parte do mundo e de cada canto em especial eu guardo uma história. Muitas solitárias, evidente, já que não é facil ser um incógnito. Andei muito e vi muito de tudo isso crescer e florescer, acho que sinto falta desta adaptação.
Confesso que queria muito esta vida novamente mas não posso. Assumi outra e enquanto não conseguir terminá-la não poderei sair senão voltará a acontecer tudo novamente, como está.
Sinto falta de uma vida talvez por que não pude completá-la e ainda que tenha um dom sobre o Tempo não posso usá-lo agora.
O mundo não é mais o mesmo, nem as rodovias, nem as pessoas que encontramos ao acaso, nem aquele sentimento de cada homem como sendo individual neste paraíso. Eu lamento tanto.
Desire - Ryan Adams
Desejo.
Dois corações murchando, como uma flor.
E toda esta espera, pelo poder.
Por alguma resposta, a este incêndio.
Afundando lentamente. A água é maior.
Desejo.
Sem segredos. Sem obsessão.
Desta vez eu corro sem nenhuma direção.
Sem razão. O que é este fogo?
Que queima lentamente. Meu único e só.
Desejo.
Você me conhece. Você não se importa de esperar.
Você apenas não pode me mostrar, mas deus eu estou orando,
Para que você me ache,
E que você me veja, que você corra e nunca freie.
Dois corações murchando, como uma flor.
E toda esta espera, pelo poder.
Por alguma resposta, a este incêndio.
Afundando lentamente. A água é maior.
Desejo.
Sem segredos. Sem obsessão.
Desta vez eu corro sem nenhuma direção.
Sem razão. O que é este fogo?
Que queima lentamente. Meu único e só.
Desejo.
Você me conhece. Você não se importa de esperar.
Você apenas não pode me mostrar, mas deus eu estou orando,
Para que você me ache,
E que você me veja, que você corra e nunca freie.
5.13.2011
Icelus
In Greek mythology, Phobetor ("frightening") was one of the Oneiroi, the personifications of dreaming. According to Hesiod, Phobetor is the son of Nyx, the primordial goddess of the Night, produced parthenogenically, or as Cicero claims, with Erebus, the embodiment of Darkness. Phobetor was the personification of nightmares and appeared in dreams in the form of animals or monsters. Among the gods he was known by his true name, Icelus (Ikelos"semblance"). Together with his brothers, Phobetor resided in the land of dreams (Demos Oneiroi), a part of the underworld.
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Phobetor
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Phobetor
Brave new world
É um fascínio e algo insólito toda esta incompreensão.
Na mesma moeda será pago e neste momento preciso recolher-me à introspecção e avaliar uma melhor forma de retribuição, seja ela compensada ou insana, ao declarar guerra a preceitos invariáveis.
Ousarei recorrer à simplicidade e suas derivações.
O que não pode passar despercebido é a voz latente dizendo que "há algo de podre no reino da Dinamarca"¹.
Na mesma moeda será pago e neste momento preciso recolher-me à introspecção e avaliar uma melhor forma de retribuição, seja ela compensada ou insana, ao declarar guerra a preceitos invariáveis.
Ousarei recorrer à simplicidade e suas derivações.
O que não pode passar despercebido é a voz latente dizendo que "há algo de podre no reino da Dinamarca"¹.
¹Shakespeare, em Hamlet - Ato I, Cena IV.
5.11.2011
Melancolia (ii)
É correto, ainda me descrevo pelo que ouço. Passado este tempo abstraído eu retorno 'e, em meu próprio país, meus pés voltam a pisar'.
Tenho estado ausente por algum tempo, imaginando como seria um retorno, alquebrado contínuo, coletando seixos foscos que deixei outrora. Poucas cousas mudaram e dentre estas não estou incluso. Meus pensamentos em partes sim, minhas necessidades evidentemente sim, minha interação com o conjunto forçadamente sim mas essencialmente eu, não.
Considerar acúmulos de posições não enaltece, au contraire.
Estou temeroso e meus olhos fraquejam, por vezes decaio inconscientemente num abismo de cores fragrantes e lá permaneço, esperando por um resgate que nunca vem. Na borda do fim encontro um Jack-Sem-Nome e ele me acompanha, talvez ele esteja numa situação ainda pior que a minha.
Jack-Sem-Nome.
Talvez ele devesse se chamar Jack-Todos-os-Nomes por que para cada reação eu encontro-o. Ou encontro um destes. E agora, sinto falta de muitos deles e estou causticamente sendo torturado.
Não é apenas o fato de estar perdendo amigos, é estar apreciando isto. Minha concepção de isolamento tende a crescer exponencialmente nestes períodos abaláveis moralmente. Não sou como super-heróis que explicam suas Fortalezas de Solidão como proteção alheia de si - inclusive um conceito arbitrário - sou mais um anti-herói que goza de não ter a quem ferir. Ou proteger?
Meus Jacks são invulneráveis moral, fisiologica e emocionalmente e isso os torna preciosos. Lembro-me, ainda, que meus Jacks são gratos a mim justamente por isto.
Mas o assunto não é este, os Jacks ficam para depois. Talvez o que eu queira aqui deixar registrado é que a cada dia mais e mais de mim se desprende. Muito de mim se torna algo que não conheço e Tabula Rasa é algo perigoso quando se trata de mim. Não me permitiria novamente.
Tenho estado ausente por algum tempo, imaginando como seria um retorno, alquebrado contínuo, coletando seixos foscos que deixei outrora. Poucas cousas mudaram e dentre estas não estou incluso. Meus pensamentos em partes sim, minhas necessidades evidentemente sim, minha interação com o conjunto forçadamente sim mas essencialmente eu, não.
Considerar acúmulos de posições não enaltece, au contraire.
Estou temeroso e meus olhos fraquejam, por vezes decaio inconscientemente num abismo de cores fragrantes e lá permaneço, esperando por um resgate que nunca vem. Na borda do fim encontro um Jack-Sem-Nome e ele me acompanha, talvez ele esteja numa situação ainda pior que a minha.
Jack-Sem-Nome.
Talvez ele devesse se chamar Jack-Todos-os-Nomes por que para cada reação eu encontro-o. Ou encontro um destes. E agora, sinto falta de muitos deles e estou causticamente sendo torturado.
Não é apenas o fato de estar perdendo amigos, é estar apreciando isto. Minha concepção de isolamento tende a crescer exponencialmente nestes períodos abaláveis moralmente. Não sou como super-heróis que explicam suas Fortalezas de Solidão como proteção alheia de si - inclusive um conceito arbitrário - sou mais um anti-herói que goza de não ter a quem ferir. Ou proteger?
Meus Jacks são invulneráveis moral, fisiologica e emocionalmente e isso os torna preciosos. Lembro-me, ainda, que meus Jacks são gratos a mim justamente por isto.
"É quando as sombras ficam maiores. É quando as sombras ficam mais fortes."E ainda meus Jacks não os Jacks reais que já tive. São traços adaptados de cada um deles, conforme minha preferência. Do Jack-Sem-Apego eu carrego uma mágoa, do Jack-Longinquo eu guardo uma doce saudade, do Jack-Fugaz eu apenas fixei a imagem, com o Jack-Secundiforme eu aprendi a mentir, com o Jack-Faz-Tudo e entendi a palavra preconceito e de todos estes Jacks e dos que não mencionei, o que mais eu superestimo hoje, é que eu nunca precisei deles mas mesmo assim me sujeitei.
Mas o assunto não é este, os Jacks ficam para depois. Talvez o que eu queira aqui deixar registrado é que a cada dia mais e mais de mim se desprende. Muito de mim se torna algo que não conheço e Tabula Rasa é algo perigoso quando se trata de mim. Não me permitiria novamente.
Ode à Melancolia - Empyrium
Melancolia - Alivie meu desejo por teu precioso vinho trágico...
Varre-me para bem longe, ao vosso vale!
Onde a tristeza é forte tanto quanto a alegria.
Melancolia - Alivie meu desejo.
Varre-me para bem longe, ao vosso vale!
Onde a tristeza é forte tanto quanto a alegria.
Melancolia - Alivie meu desejo.
Oh! Deixe meu coração por ti se inspirar...
Oh! Espalhe pelo ar o vosso doce aroma,
Deixe vossa luz, vossa estrela crescente.
Onde quer que ela habite, vou oferecer um suspiro de adeus...
Por ela que habita com sua beleza - Beleza que deve morrer.
E lá no fundo de mim, aguardarei o seu retorno.
O seu encanto, chama inspiradora de medo que hei de almejar.
Oh! Luxúria e pensamentos tristes sejam meus,
Minha alma engrandecida deseja...
Melancolia - Meu coração é vosso.
Oh! Espalhe pelo ar o vosso doce aroma,
Deixe vossa luz, vossa estrela crescente.
Onde quer que ela habite, vou oferecer um suspiro de adeus...
Por ela que habita com sua beleza - Beleza que deve morrer.
E lá no fundo de mim, aguardarei o seu retorno.
O seu encanto, chama inspiradora de medo que hei de almejar.
Oh! Luxúria e pensamentos tristes sejam meus,
Minha alma engrandecida deseja...
Melancolia - Meu coração é vosso.
5.04.2011
Malum
Entre dois males, escolho o menor. Não por medo de encarar mas por que este menor pode ser característico, intenso, fulminantemente mais interessante de ser encarado. Não se mede absolutamente um conceito, impossível, mas eu posso fazer uma opção e julgá-la correta. Não posso?
Hesitar não devo, julgar ainda é cedo, enfrentar é necessário e perder a batalha, bom, não está nos planos.
Hesitar não devo, julgar ainda é cedo, enfrentar é necessário e perder a batalha, bom, não está nos planos.
"Se no fim de tão longa-curta vida de vós me inflamasse inda o raio vivo por bem teria todo o mal que passo."¹
5.02.2011
This is War - 30 Second to Mars
Talvez esta música represente algo perto do que estou sentindo, no exato. Há uma terrível batalha sendo travada e uma horrível providência a caminho. Para aqueles que ainda aqui estiverem, desejo sorte.
This Is War
30 Seconds To Mars
This Is War
30 Seconds To Mars
Composição : Jared Leto
A warning to the people
The good and the evil
This is war
To the soldier, the civillian
The martyr, the victim
This is war
It's the moment of truth and the moment to lie
The moment to live and the moment to die
The moment to fight, the moment to fight, to fight, to fight, to fight
To the right, to the left
We will fight to the death
To the Edge of the Earth
It's a brave new world from the last to the first
To the right, to the left
We will fight to the death
To the Edge of the Earth
It's a brave new world, It's a brave new world
A warning to the prophet
To the liar, to the honest
This is war
To the leader, the pariah, the victim, the Messiah
This Is War
It's the moment of truth and the moment to lie
The moment to live and the moment to die
The moment to fight, the moment to fight, to fight, to fight, to fight
To the right, to the left
We will fight to the death
To the Edge of the Earth
It's a brave new world from the last to the first
To the right, to the left
We will fight to the death
To the Edge of the Earth
It's a brave new world, it's a brave new world, it's a brave new world
I do believe in the light,
Raise your hands up to the sky
The fight is done, war is won,
Lift your hands toward the sun
Toward the sun, toward the sun, the war is won
Fight fight fight fight fight!
To the right, to the left
We will fight to the death
To the Edge of the Earth
It's a brave new world from the last to the first
To the right, to the left
We will fight to the death
To the Edge of the Earth
It's a brave new world, it's a brave new world, it's a brave new world
A brave new world
The war is won
The war is won
A brave new world
I believe in nothing, not the end and not the start
I believe in nothing, not the earth and not the stars
I believe in nothing, not the day and not the dark
I believe in nothing, but the beating of our hearts
I believe in nothing, one hundred suns until we part
I believe in nothing, not in satan, not in god
I believe in nothing, not in peace and not in war
I believe in nothing, but the truth of who we area
The good and the evil
This is war
To the soldier, the civillian
The martyr, the victim
This is war
It's the moment of truth and the moment to lie
The moment to live and the moment to die
The moment to fight, the moment to fight, to fight, to fight, to fight
To the right, to the left
We will fight to the death
To the Edge of the Earth
It's a brave new world from the last to the first
To the right, to the left
We will fight to the death
To the Edge of the Earth
It's a brave new world, It's a brave new world
A warning to the prophet
To the liar, to the honest
This is war
To the leader, the pariah, the victim, the Messiah
This Is War
It's the moment of truth and the moment to lie
The moment to live and the moment to die
The moment to fight, the moment to fight, to fight, to fight, to fight
To the right, to the left
We will fight to the death
To the Edge of the Earth
It's a brave new world from the last to the first
To the right, to the left
We will fight to the death
To the Edge of the Earth
It's a brave new world, it's a brave new world, it's a brave new world
I do believe in the light,
Raise your hands up to the sky
The fight is done, war is won,
Lift your hands toward the sun
Toward the sun, toward the sun, the war is won
Fight fight fight fight fight!
To the right, to the left
We will fight to the death
To the Edge of the Earth
It's a brave new world from the last to the first
To the right, to the left
We will fight to the death
To the Edge of the Earth
It's a brave new world, it's a brave new world, it's a brave new world
A brave new world
The war is won
The war is won
A brave new world
I believe in nothing, not the end and not the start
I believe in nothing, not the earth and not the stars
I believe in nothing, not the day and not the dark
I believe in nothing, but the beating of our hearts
I believe in nothing, one hundred suns until we part
I believe in nothing, not in satan, not in god
I believe in nothing, not in peace and not in war
I believe in nothing, but the truth of who we area
Assinar:
Postagens (Atom)


