6.23.2013

Conceito do Príncipe Encantado que é desprezado por ser encantado demais e não palpável, ou sim


De tempos em tempos, me pego pensando - na verdade cogitando e alucinando - se os príncipes dos contos de fadas são realmente tão absurdos assim. Vejamos: o cara educado, digno, honrado, bonito, esperto, dedicado, sagaz, bravo, heroico e apaixonado. Posso me enquadrar em ao menos seis das dez características vitais de um príncipe encantado. Interessante. Pensando bem, o vilão é sempre a soma das qualidades do herói com mais beleza, apreciação da vida e maldade. Neste caso, somaria estas virtudes às minhas seis já definidas.

Fico alucinando se não é talvez este o motivo da minha evidente distinção do mundo dos romances e deleites emocionais. Fato que não compartilho com interesses em amor, paixão, matrimônio, porém acredito que uma companhia é sempre bem-vinda. Dada a condição atual, urgente eu diria.

O mais vibrante é que, justamente por desejarem príncipes em suas vidas, homens e mulheres os afastam quando se dão conta do presente que recebem. O ser humano em si é dado a não aceitar ofertas maiores do que se julgam, tem sido assim desde os primórdios da banalidade casamenteira. Vejamos que, até nos dias de hoje, ouvimos de bocas infundadas expressões como "homem bonito sempre trai", "mulher bonita é sinônimo de traição", "não quero um homem bonito demais porque atrai olhares desejosos" e afins. É concernente à romântica humanidade contentar-se com o que tem e, em dados casos, abstrair-se do que poderia ser melhor pela iminente sensação de perda precoce.

É brutal como isso afeta algumas pessoas. Não foi uma ou duas vezes que eu mesmo, em minha juventude, ouvira alguma destas expressões. Não uma ou duas vezes também eu fui rejeitado (?!) por estes motivos. É uma arbitrariedade pois, se um homem é bonito não pode ser inteligente. Se é inteligente não espera-se beleza. Se é inteligente e bonito, não pode ser rico. Se é inteligente, bonito e rico não quer nada com a vida. Se é inteligente, bonito, rico e compromissado, bom, ai não pode ser tocado por mão humana neste mundo e deve padecer numa solidão ímpar pela desconfiança geral da população na idade sexualmente ativa. Eis a verdade do que sucede no meu momento. Longe de ser falso-modesto, inclusive. (Ah sim, um adendo: quando é inteligente, bonito, rico e compromissado as mulheres automaticamente deduzem que ele seja homossexual - na maioria das vezes estão certas)

Não consigo contar nas mãos as vezes que ouvi um arrependimento de algum(a) envolvido(a) neste fato, para comigo. Recentemente inclusive. Eles e elas tendem à ignorar ou testar, paradoxalmente, o afeto para então definir sua sinceridade e apreço. Apenas esquecem que, como qualquer outro homem (tolo, feio, pobre e fútil) ele pode se cansar deste jogo e cair fora do embaraço. Simples assim. O resultado do teste pode ser desastroso, geralmente para a parte que testa. Uma vida que segue, em busca de outras vidas que seguem e se encontrar uma que segue o mesmo rumo, que sigam juntas.

Credibilidade é nos dias de hoje algo difícil de se achar. De cultivar e florescer também. As pessoas parecem que optaram por se tornarem descartáveis e desta forma se rejubilarem de evitar a dor do compromisso e entrega. Loucura e insanidade, sabemos, mas é uma opção unânime.

Enquanto divagam sobre este assunto, "bons partidos" vão se perdendo e os príncipes - tão queridos na infância - se entregando à leviandade por falta de opção ou pior, à introspecção forçada.



Hoje eu acordei sem muita vontade de despertar


Existe um descontentamento em mim que se manifesta da forma de indiferença para com o mundo. Não apenas descontentamento, é uma revolta, uma rebeldia, a aceitar que as coisas precisam ser da forma dos humanos e não minha. Consigo expressar um interesse surreal quando me comovo, me excito com alguém ou alguma coisa, porém da mesma forma que esta intensidade vem, ela vai. Contrariando as expectativas de todos os envolvidos. Confesso que consigo me desapegar com mais facilidade - acredito que seja esta a forma natural das coisas - quando sou excluído. Amores vem e vão, o que sobra é o tormento e a aflição de ter cometido algum engano.

Quer seja com novos relacionamentos, novas ideias, empregos, atividades, afins. Tudo. Não consigo me recordar de algo que tenha prendido minha atenção por mais de um semestre.

Lidar com humanos de uma forma geral é muito complicado. Tanto que por vezes me abstenho de fazê-lo. Seus gostos, suas necessidades, suas preferências, suas virtudes, suas fraquezas, nada disso compensa. O prazer de acompanhar uma vida tão efêmera dá-se pela quantidade de mistérios que podem ser revelados naquela emoção, afora isso, não existe mais o quê se afeiçoar.

Vejo que muitas coisas acontecem em minha vida - até mais do que deveriam - e quando eu preciso de apoio, força, conselhos, reconhecimento, bom, não tenho com quem contar. Não tenho amigos afinal, nem amores. Tenho amados mas deles sempre espero a posição platônica como sempre tivera. Entendo que eu sempre preciso ser o porto seguro, a fortaleza, o conselheiro mas que, ao depender de alguém em minha vida, não obtenho a mesma resposta. Quase todos os dias, inclusive, sou perseguido por problemas alheios como se eu os procurasse. Preciso ser cauteloso ao conversar, aconselhar e mais, vejo que as pessoas me tomam como alguma espécie de ser ausente. Alguém que "vê as coisas de fora", como já me disseram. Este meu calculismo e frieza é assemelhado a ausência e necessidade. Quantas não foram as vezes que já ouvi um "- Ah, isso não acontece com você" ou "- Mas você não passa por isso" ainda um "- Mas você não precisa disso por que tem aquilo".

Por mais que eu esteja fora de algumas esferas racionais, ainda compartilho o mesmo mundo que todos. Por que então não haveria de passar pelo mesmo? Aqui sim faço um adendo ao contraditório. Minha bolha é imensa, admito, mas ainda assim ela está gravitando ao redor do mesmo sol. Queria só contar algumas poucas vezes com apoio, carinho, recompensa, retorno, conselhos, tudo o que conscientemente ofereço aqueles que confiam no meu julgamento. Nada mais. Queria poder compartilhar uma alucinação, uma história, uma matemática, um pensamento, um sonho, um desejo, um livro, uma cama, uma vida ainda que curta e vejo que isso não está nos planos do Cosmos.

Percebo que minha aflição por estar "fora" não é intencional, eu sou excluído mesmo. Não crio aqui um pedantismo ou fraqueza, mas sim, um sentimento de querer participar. Não é destino, carma ou punição - acredito eu - mas não consigo entender tampouco o que possa ser. Vejo as pessoas cobrando minha atenção, carinho, cuidado, mutualismo como se realmente oferecessem este mesmo bem em troca.

Levo a crer que Kung Fu Tzu estava certo ao declarar que devemos ajudar sem esperar recompensa, mas também não existe divindade conhecida que não esperava ao menos reconhecimento, seja entre os pagãos, os da fé cristã, os alternativos ou os agnósticos.

Passo meus longos dias e noites em prol de outrem, esperando que um dia eles perguntem como estou, porque pareço triste, como foi o meu dia, como reagiria se, o que penso para amanhã... E nunca vejo este retorno. Nunca. Mas vejo as cobranças se acumularem, isso sim.

Meu mundo é meu, infelizmente, e a cada dia que passa percebo que devo continuar nele sem poder sair ou desconcentrar. Talvez seja a minha obrigação viver em resignação e subserviência a quem sequer para perguntar se o fardo é pesado demais.




Sou a única pessoa no mundo
que eu realmente queria
conhecer bem. // Wilde, O.

6.15.2013

Dying To Be With You - Eric Allaman


Dying To Be With You

Like a knife
in my heart
I'm dying
Dying to be with you
Burning inside me
Dying, dying to be

Like a moth to a flame
I'm dying
Dying to be with you
Run but you can't hide
Dying
Dying to be with you

When I first saw you
A feeling crept over me
You'd be my savior
With one kiss, you'd set me free

Your fleshand your blood
It's just a small sacrifice
Do not resist me
Eternal life has its price

I can't kill this deep desire for you
I must have the rush of capturing you
I can't save myself from thinking of you
I won't stop until the day I do
Burning inside me
Burning inside me
Dying to be with you
Dying to be with you


Ég anda - Sigur Rós


Se você já construiu castelos no ar, não tenha vergonha deles. Estão onde devem estar. Agora, dê-lhes alicerces. Henry David Thoreau



6.12.2013

Fatídico Dia dos Namorados com arco-íris e guloseimas que me deixam doente e tenso - Prevejo que eu vejo através de seus olhos



É como aquele momento em que você olha no meio de uma multidão controlada, sem a suspeita de que olharia portanto para o coração do seu próximo amor indelével e que, ao mesmo tempo ele o olha e os corações de ambos disparam, clamando um pelo outro ainda desconhecido, com o potencial de uma bomba nuclear de arco-íris e maçã-do-amor.

Um corre em direção ao outro, afastando os olhares curiosos dos presentes e estimulando suas melhores palavras enquanto reverberam como começar um assunto com alguém que a alma identifica como gêmea mas que sequer ouviu a voz um do outro a não ser em sonho. Um de cá, outro de lá, parecendo que o mundo está se alargando e as proporções aumentando a cada passada.

Tudo vem à cabeça: cachorro, árvore, pássaros, tapa-olho, abóbora, cetim, amarelo, melão. Foge somente o que realmente precisa ser dito. Aquele momento perfeito em que as superficialidades não existem e que um sorriso ilumina um universo. Correria, excitação e resfolegar - ao mesmo tempo e misturado.
Parece que a distância nunca termina! Mas, termina.

Logo estão um nos braços do outro, sorrindo e se encarando, observando cada detalhe, reconhecendo a si mesmo n'outro, aroma, cor, sabor, afeto, gesto. Não há palavras que possam contê-los, não há olhar. Então, beijos e carícias são trocadas ignorando qualquer transeunte que se incomode com aquela cena, aceitando o mundo e para com o mundo abster-se de rótulos, condescendência ou preconceito. Apenas a concepção de estão se reencontrando depois de uma longa espera, cientes de que um pertence ao outro e que tem sido assim há muito tempo, uma comprovação de que nossos maiores amores nos perseguem mesmo em outras vidas.

Reconhecidos, continuam sua ardente emoção e partem para tomar um café na cafeteria mais próxima: um cappuccino sem açúcar e uma frozen de café com cereja e chantilly.




This angel's dirty face is sore, holding on to what he had before.
Not sharing secrets with any old fool, now he's gonna keep him cool.
He wants to get naked,
He wants to get naked.

Naked
Nothing but a smile upon his face.
Naked
He wants to play seek and hide, no one to hide behind.
Naked
This child has fallen from grace.
Naked
Don't be afraid to stare he is only naked.
...



Vinho; e a estranha sensação de que não há verdade numa taça e sim hedonisno


Houve um sonho recentemente que envolvia estranhos sentimentos. Perturbados até eu diria. Confesso que a confusão deriva-se da necessidade de consumar algo que ainda não fora, mas que, simultaneamente, sabemos que não devemos. Após uma conversa breve, eis que a permissão para contá-lo havia sido dada. Talvez não o desenhe mais com tanta exatidão, ater-me-ei aos fatos mais interessantes.

Era começo de noite, mas, com uma certa cor crepuscular pareando com o horizonte. Algo belo de se ver, que costumamos esnobar por ser tão efêmero. Havia uma enorme janela colonial de vidros delicados, por onde Nix era aguardada e observada. Do lado de fora, um enorme ipê-roxo exalando seu aroma inebriantemente tóxico, uma relva baixa e um pequeno lago ao fundo. Uma típica casa semelhante àquelas do interior dos países bascos, mas, pela flora identificado como não pertencente aquele local. No interior, móveis singelos, de madeira clara e cheirando a chá de condoendro. Notas músicas saiam pensativas e envergonhadas do aparelho de som, Ingrid Kertesi - a soprando - cantando Händel de forma divina. Sob a janela, no interior, dois homens conversavam, enquanto jogados na cama de lençóis vermelhos e, aparentemente, nus em pelo.

Havia uma intimidade palpável entre eles - não só pela questão de estarem nus, não - que chegava a impressionar. Eles eram amantes mas acima de tudo, amigos. Notava-se pela forma carinhosa que um falava com o outro e como um olhava para o outro. Eram ligados por mais do que apetite e isso era evidente. Após uma pequena afirmação que fez os dois gargalharem, um deles levantou-se da cama e, ainda nu, dirigiu-se até uma pequena mesa marmorizada que havia em um canto, tomando duas taças altas rubras e uma pequena ânfora, encaminhando-se de volta à cama e servindo-os então de vinho, que o outro acabou tomando. Poucos goles e ambos colocaram suas taças no chão, paralelo à cama e então, o que havia permanecido deitado aninhou-se no peito do que havia levantado.

Então a noite caiu por vez toda, cobrindo aquelas terras com seu manto e sua proteção. Não que eles precisassem, mas, deveras belo de se acompanhar.

Após um breve sono, o que estava aninhado deitou um beijo no peito do outro, despertando-o com sua delicadeza. O outro acordou sorrindo e retribuiu o beijo, elevando sua cabeça até sua altura, na cama. Da forma como os amantes fazem, os beijos delicados deram lugar a algo mais sensual, caótico, desesperado e num frenesi inconstante de lábios, línguas e mãos. Logo, o primeiro estava por sobre o corpo do outro, enquanto suas mãos abriam caminho para sua boca, no corpo alheio. Percorrendo cada espaço conhecido e desconhecido, cada pequena dimensão, lascivamente saboreando aquela carne e deliciando-se com aquele cheiro.

Com o limiar da tentação sendo alcançado, o primeiro então colocou o segundo numa posição confortável na cama, deitado com seu dorso apoiado em sua mão, espalmado bem acima do cóccix e o admirava por cima. Admirava seus olhos desejosos, sua boca delineada, sua pequena interrogação marcada no peito. Delicadamente pressionando sua intimidade com a própria e sentindo então a pulsação que deriva de corpos apaixonados. Tomado por aquela necessidade de consumir (então descrita anteriormente), ele suavemente ajeitou seu parceiro, apoiando bem sua sinistra espalmada e com a destra, tateando a coxa rija e exercendo sobre ela uma pressão para ajustá-la à sua recepção tranquila.

Naquela posição, inicialmente, o outro fora possuído, olhos nos olhos. Altercando calma e severidade, gemidos, risos abafados, pedidos, suor e saliva. Então, outras posições foram adotadas e em todas, a intensidade estava presente. Longos momentos se passaram até que, como que magicamente, ambos chegaram juntos ao ápice do prazer e misturaram suas essências. Com menos agitação, postaram-se um ao lado do outro e então sorriram, como se esperassem por aquele momento já há algum tempo. Tomaram mais de suas taças e se preparam para a longa noite que ainda estava por vir.

Provavelmente, esqueci-me de algum fato. Essencialmente, o que me recordo era isso. Talvez pela minha inconstância insone eu não tenha o aproveitado mais e agora me arrependo. Teria sido válido retomar o sonho, lógico. Quisera eu poder fazê-lo. Contei os fatos como me recordava, mesmo tendo sido uma narrativa breve que deixo agora, portanto, à sua avaliação.



6.11.2013

Fortunas que percorrem o espaço


Eu respiro afortunadamente.

Eu via o Céu estrelado,
Via a noite, os pássaros noturnos,
Via até a grande minguante Lua estirada entre as nuvens.
Eu podia ver muitas nebulosas, planetas,
Dimensões.
Podia ver o que eu queria e
Eventualmente,
Eles podiam me ver.
Talvez o que mais me impressionava era justamente a ausência de
Tristeza enquanto eu observava os corpos celestes que,
Com sua presença magistral,
Tornavam meu mundo um pouco mais habitado.

Calei-me quando um risco varou o espaço de ponta a ponta.
Algo que se desmembrava do cosmos,
E, até então,
Eu não entendia o porquê.

Quando aquela luz veio em minha direção,
E me aqueceu por cerca de meio segundo,
Eu entendi o que não havia descoberto!

Havia um mundo dentro do mundo,
Coberto de paz e tranquilidade e
Aquele ser,
Havia cruzado o universo para me mostrar isso.




Não existia apenas o amor então.



6.06.2013

Ekki Mukk - Trecho entre o Caracol e o Homem


" - You think that these days you couldn’t get Lost. But you can. Lost. I’ve lost my way. Every field just looks like the next. Little snail. Can you tell what this is?"


" - Do you want me to guide you out of here? You are not afraid, are you?"

" - Where are you going?"


" - I’m on my way home, my dear."

" - Why do things always have to change? I don’t want to be on my own again. Oh, snail. This is a terrible place."

" - Don’t be afraid."

" - I don’t know what I should do."

" - Be brave little one. Be brave. Sleep little one, sleep. And when you’ll wake, I might be gone. Sleep.
Look around. You’ll find your own way home."




6.01.2013

Passa-se entre o Médico e o Monstro, mas não a original - ou em partes


"Se cada um pudesse habitar numa entidade diferente, a vida se libertaria de tudo o que é intolerável. O mau poderia seguir o seu destino, livre das aspirações e remorsos do seu irmão gêmeo, a sua contraparte boa. E esta caminharia resolutamente, cheia de segurança, no caminho da virtude, fazendo o bem em que tanto se compraz, sem se expor à desonra e à penitência engendradas pelo perverso. Constitui uma maldição do gênero humano que esses dois elementos estejam tão estreitamente ligados; que no âmago torturado da consciência, continuem a digladiar-se." / Robert Louis Stevenson

Realmente há algo que incomoda o monstro que se abstrai dentro do médico. Algo real e sólido, que mesmo ele atemporal é capaz de farejar. Algo que incomoda não na carne mas na essência. Tão estranho é o fato do monstro sentir que o médico vê a eloquência da situação.
É como sentir um espinho sendo cravado lentamente na jugular. Um espinho feito de resignação sem doses de resiliência. É como saber que há um fim permeável após todos estes anos. É como antever uma máscara caindo e que, mesmo depois da festa, insiste em permanecer galvanizada.

O monstro sente, vê e fala com o médico. O médico reage mas não toma uma atitude.
O monstro grita e pede clemência da presença, o médico se exalta sem mexer um músculo.
O monstro gira em torno de si e se agarra à lembrança mais antiga e fundamental da memória compartilhada, o médico a considera supérflua e a desintegra com um acenar.
O monstro geme, enrijece, tenta destoar do ambiente-alma em que padece por estar revolto, o médico sorri diante de um espelho ignorando-o de completo.
O monstro alterna entre as faces que possui na tentativa de chamar mais atenção, o médico reconhece cada uma delas e rompe a maldição.
O monstro se aliena e deita por sobre o próprio comprometimento, o médico se enaltece por haver vencido.
O monstro se vê aterrorizado diante da queda do seu ente pensante e chora. Chora por uma vida de cativeiro e o médico, simplesmente jaz fulminado ao chão por balas de prata encrustadas de sangue coagulado.


Logo, não há mais médico e o monstro está novamente liberto.
"Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você." / Nietzsche