Eu sou o Demônio das Três faces.
Sou aquele que corre a Terra à noite,
que caça os sonhos dos desesperados para torná-los reais.
Passo como o Escuro, tenho um estranho poder sobre o Caos.
Sei como é morrer sozinho e viver sem esperança.
De que me vale mil dons, se não posso mudar
o que já foi ?
Sou mescla de Vento, Tempo e Maré.
Sou um foço de Almas perdidas
e desamparadas pela Lua.
Carrego em minhas mãos
a tristeza da Morte Solitária.
Visto meu capuz feito de Estrelas
e calço meus sapatos de míngua ...
Sou o Imortal ferido, cansado das correntes.
Caminho com o Sombrio
despertar do Coração Negro.
Minha Alma de Vento me leva onde não preciso estar,
minha Alma de Tempo me mostra o que não pude nem quis ter e
minha Alma de Maré, arrasta o pesar dos fracassados, todos para mim.
Meu consolo em ser Vento é ser turbilhão.
É gerar fúria em tudo e em todos.
É espalhar por todas as lápides, o quanto sou poderoso.
É padecer só, no longínquo lugar onde ninguém me alcança, ou vê.
Meu único alívio em ser Tempo é saber que um dia irei ser
tudo aquilo que não fui ainda.
É estar aqui e lá, ao mesmo tempo e em hora nenhuma.
É conhecer tudo que foi, quem virá e merecer o julgo.
É consumir-me em conhecimento quisto e absorto e usá-lo em prol de mim mesmo,
afinal ninguém ousa me impedir. Ou tocar !
Meu único conforto em ser Maré é poder me sentir Céu Vermelho,
quando Ele me olha no final do dia.
É saber que começo onde termino e termino onde você precisa de mim.
É vislumbrar a imensidão de mim mesmo, sem precisar de ninguém mais.
É poder amar um e outro, em cada lugar e hora, em todas as vida e desamores ...
Reconhecer que tenho as Três Faces é merecer meu lugar no reino do desconhecido,
que só existe num lugar real,
que aflige somente um ser condenado,
que torna Treva, a existência do real e do imaginário.
Profundo é esse Demônio ...
que possui Três Faces e que acaba por uni-las por simples e pura
obrigação de ser Eterno, Solitário e Obscuro.
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3.17.2011
"Odes Quebradas" - Prólogo Vento.
Eu sou o Vento...
...e zombo do Tempo.
Sou o Vento que no vazio cria a velocidade
e a inconstância.
Sou o Vento que te refresca no Verão e
congela seus filhos no Inverno.
Sou o mesmo Vento, primeiro, segundo, entreposto
o Vento infindável, reposto...
o Vento rodopiante,
sombrio,
uivante...
Sou o Vento que te acompanha na madrugada.
Sou aquele Vento que te assombra de noite :
pareço gente à sua janela quebrada.
Sou o Vento suave que inspirava e observava o Minotauro,
nas suas formas e devaneios dançantes ...
Sou o Vento forte que naufragou Ulisses,
o errante.
Sou o mesmo Vento vingativo que matou Jacinto e Leandro.
Sou eu quem não mostra meu canto.
Sou seu Vento de consolo e de Morte :
Sou o Vento que gira a Sorte,
e a Hero
e a Apollo...
Sou esse Vento marcante,
fragrante dos doze aromas.
Sou o Zéfiro sibilante,
inconstante, de outras mil formas.
Tenho cem olhos e com eles tudo vejo.
Seu Amor, seu desprezo, seu desejo...
Sou o Vento audacioso que soprou pra longe
as Penas das Asas do Anjo.
Sou o astuto, o ousado, o intempestivo.
Sou o Vento que sopra à Mão de Deus,
Sou esse que me sento ao Norte...
Sou o Vento, o Tempo e a Maré,
fundidos num só.
Sou o Vento que conhece a Eternidade,
que conhece o coração do Homem,
que viu a Lua criança ...
Sou o Vento que esvoaça belamente o cabelo da amante eterna
à beira da montanha.
Sou esse tal Vento que sopra a mesma montanha na Esperança de consolar a amante.
Sou um Vento que sussurra juras de amor a um surdo,
mostra as virtudes da vida a um cego,
e julga seus atos a um tolo.
Sou Vento em prantos,
enevoado,
mesclado com nuvem e soberba.
Sou o Vento capital.
Sou eu, o Vento, que beijou a criação
que mantém Gaia no curso,
que gelou Enheriar,
que uniu Mullspelhein e Niffellhein.
Sou o Vento das mil armas
mas que a nenhum Mal combate...
E que não é visto por olhos humanos.
Sou o Vento cinza,
que já foi soprado
que foi quisto
e não obtido.
Sou enfim,
O Vento...
e zombo do Tempo!
...e zombo do Tempo.
Sou o Vento que no vazio cria a velocidade
e a inconstância.
Sou o Vento que te refresca no Verão e
congela seus filhos no Inverno.
Sou o mesmo Vento, primeiro, segundo, entreposto
o Vento infindável, reposto...
o Vento rodopiante,
sombrio,
uivante...
Sou o Vento que te acompanha na madrugada.
Sou aquele Vento que te assombra de noite :
pareço gente à sua janela quebrada.
Sou o Vento suave que inspirava e observava o Minotauro,
nas suas formas e devaneios dançantes ...
Sou o Vento forte que naufragou Ulisses,
o errante.
Sou o mesmo Vento vingativo que matou Jacinto e Leandro.
Sou eu quem não mostra meu canto.
Sou seu Vento de consolo e de Morte :
Sou o Vento que gira a Sorte,
e a Hero
e a Apollo...
Sou esse Vento marcante,
fragrante dos doze aromas.
Sou o Zéfiro sibilante,
inconstante, de outras mil formas.
Tenho cem olhos e com eles tudo vejo.
Seu Amor, seu desprezo, seu desejo...
Sou o Vento audacioso que soprou pra longe
as Penas das Asas do Anjo.
Sou o astuto, o ousado, o intempestivo.
Sou o Vento que sopra à Mão de Deus,
Sou esse que me sento ao Norte...
Sou o Vento, o Tempo e a Maré,
fundidos num só.
Sou o Vento que conhece a Eternidade,
que conhece o coração do Homem,
que viu a Lua criança ...
Sou o Vento que esvoaça belamente o cabelo da amante eterna
à beira da montanha.
Sou esse tal Vento que sopra a mesma montanha na Esperança de consolar a amante.
Sou um Vento que sussurra juras de amor a um surdo,
mostra as virtudes da vida a um cego,
e julga seus atos a um tolo.
Sou Vento em prantos,
enevoado,
mesclado com nuvem e soberba.
Sou o Vento capital.
Sou eu, o Vento, que beijou a criação
que mantém Gaia no curso,
que gelou Enheriar,
que uniu Mullspelhein e Niffellhein.
Sou o Vento das mil armas
mas que a nenhum Mal combate...
E que não é visto por olhos humanos.
Sou o Vento cinza,
que já foi soprado
que foi quisto
e não obtido.
Sou enfim,
O Vento...
e zombo do Tempo!
3.06.2011
Cidade do Vento
Atravessando eras para a cidade do vento
Ei, leve-me com você
E realize o sonho desta flor branca
Pegue na minha mão com seus dedos gentis
E leve-me por um caminho distante
guie-me por esse mundo
E estarei ao seu lado
Sem a voz dessa canção no fim da tarde
nós despertamos e nos tornamos um
E descobrimos o verdadeiro significado da felicidade
A voz dessa canção é tão alta e triste
Que afetou todo o meu coração
E não entendi o significado da felicidade enquanto dormia a noite
Ainda sem saber, além dos sonhos
Leve-me por um caminho distante
E nós poderemos ir...
Para a cidade do vento
Ei, leve-me com você
E realize o sonho desta flor branca
Pegue na minha mão com seus dedos gentis
E leve-me por um caminho distante
guie-me por esse mundo
E estarei ao seu lado
Sem a voz dessa canção no fim da tarde
nós despertamos e nos tornamos um
E descobrimos o verdadeiro significado da felicidade
A voz dessa canção é tão alta e triste
Que afetou todo o meu coração
E não entendi o significado da felicidade enquanto dormia a noite
Ainda sem saber, além dos sonhos
Leve-me por um caminho distante
E nós poderemos ir...
Para a cidade do vento
Kaze No Machi He / Cidade do Vento
Kaze No Machi He
Toki no mukou kaze no machi he
Nee tsureteitte
Shiroi hana no yume kanaete
Amai yubi de kono te wo tori
Nee tooi michi wo
Michibiite hoshi no anata no soba he
Sono utagoe taenai hirusagari
Mezamette futari wa hitotsu ni nari
Shiawase no imi wo
Hajimette shiru no deshou tsuretteitte
Sono utagoe setsunaku takaraka ni
Subete no kokoro ni hibiku no deshou
Shiawase no imi wo
Shirezu ni nemuru yoru ni
Mada shiranai yume no mukou
Nee tooi michi wo
Futari de yukeru wa Kaze no machi he...
Toki no mukou kaze no machi he
Nee tsureteitte
Shiroi hana no yume kanaete
Amai yubi de kono te wo tori
Nee tooi michi wo
Michibiite hoshi no anata no soba he
Sono utagoe taenai hirusagari
Mezamette futari wa hitotsu ni nari
Shiawase no imi wo
Hajimette shiru no deshou tsuretteitte
Sono utagoe setsunaku takaraka ni
Subete no kokoro ni hibiku no deshou
Shiawase no imi wo
Shirezu ni nemuru yoru ni
Mada shiranai yume no mukou
Nee tooi michi wo
Futari de yukeru wa Kaze no machi he...
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