Mostrando postagens com marcador conceitos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conceitos. Mostrar todas as postagens

2.28.2017

Concepção, após um longo retorno ao paraíso dos caídos

Você alguma vez se sentiu sozinho, mesmo imerso em uma multidão? Mesmo com várias pessoas que sabem seu nome, ao seu lado? Mesmo sabendo que a extensão de si mesmo é o jardim do mundo? Pois é.

Tem momentos na minha vida que eu estou sim. Momentos? Talvez décadas. Milênios. É impensável pensar que eu estou a tantos anos-luz de todos, que eles não podem chegar até mim. Sorrisos já não nos aproximam mais. É como se o mundo girasse numa frequência e numa velocidade diferente para você, de uma maneira que você pode perceber - e que na verdade parece que é por sua própria causa.

A delicadeza do mundo já não é mais para você, só lhe sobram as expectativas perdidas durante este tempo de conciliação. Você fala em um idioma que ninguém entende, age como se fosse de outra dimensão e, mesmo quando parece estar incógnito, há um olhar repreensivo por sobre você.

É como viver num mundo de papelão quando você está cansado de lutar.

Pensar que as pessoas só se aproximam até o limite de se machucarem tanto que jamais querem se aproximar novamente. Acho, até, que você machuca mesmo quando não quer inclusive porque, quando quer, não consegue. A violência foi feita para ser usada contra você e não a seu favor. Sua necessidade de compreender o mundo e ajudar é intrínseca e isso o deixa apavorado. Você sabe que conhece a todos mais do que eles mesmo e ainda assim se surpreende com suas decisões. Você conhece o futuro e o passado e pode prever suas atitudes mas isso não o torna especial. Ou a eles.

Você passa na vida das pessoas como um anjo, com um dado tempo certo para não machucar irremediavelmente (a si mesmo, ou, a eles). Seu coração estala, geme, trinca, vibra, ressoa e se mantém inerte. Inerte na maior parte do tempo porque parece que nada mais lhe causa fascínio. A comida humana não o alimenta, não precisa do ar para viver. Falar? Para quê? Suas palavras não são ouvidas ou compreendidas. Você está sozinho e precisa ter a noção disso. Sozinho no meio de uma multidão. Sozinho no meio de seus próprios irmãos. Sozinho, assentado numa cadeira de prata pensativo e reflexivo sobre suas decisões recentes. Questionando a si mesmo se já não é tempo de partir.

Partir. Essa decisão têm-lhe tomado bastante os pensamentos recentemente. Saber que sua partida não será pranteada ou percebida. Certo disso está pelo que perdera recentemente e que parece a todos, esquecido.

As palavras exalam de você com um odor doce de flores. Os estigmas estão visíveis. A cada passo seu em direção ao céu seus adversários se tornam mais invasivos e terríveis. Você precisa se proteger a cada mísero segundo do seu dia para que suas atitudes não colapsem toda a criação. Você vive tentando entendê-los quando na verdade não entende a si mesmo. O que você ouve, o que você vê, o que você sente... isso é inatingível para os outros.

Todavia você não é especial por isso. Você só é um farol, para aqueles que buscam uma espécie de consolo ou um adversário à altura. Suas boas ações diárias não lhe remetem glória, são sua obrigação. Seus feitos, sua ajuda, não é digna de nota porque é o que você é. Você fora feito para subserviência e sempre estará em crédito para com o mundo e com seu criador. Nenhuma das suas ações merece relato. Nem congratulações. Você simplesmente precisa ser isso, seja o que isso for, para sempre.

6.14.2014

Conceito de sábado pela tarde, quase já sem energia pelas tarefas



Faz algum tempo que perdi o elo mais importante da minha existência com este mundo. Logo, as coisas começaram a desmoronar catastroficamente. Dias de angústia, dor, sofrimento, pesar e desconforto são seguidos, um após o outro. Percebo que a pouca luz que havia em meus olhos e cabia em meu coração está esvaindo, a passos largos. Não vejo um porto seguro onde possa afogar minhas desilusões, um contêiner de lamúrias eu me tornei – claro, sem que deixasse perceber aos outros. O mais forte sempre precisa de algo forte o equivalente para poder se manter, vejo que não consigo encontrar este poder em mim.

Os dias estão me passando desconsolados, fúteis, incólumes de amores e esperanças. Sinto que há uma queda abrupta nas minhas emoções, ainda mais o que havia antes. Perdi um longo amor, meu melhor amigo, minha matriarca, meu zelo pelo mundo e, a cada dia mais, ganho mais temor pelo meu iminente e perigoso descontrole. Fato que não estou mais conseguindo ludibriar minha sede e que isso pode me gerar um grande problema futuro, cogitei a ideia.

Há algum tempo eu não me importava em ser o ouvinte, o acalentador, o conforto, o padre, o psicólogo das pessoas. Era altruísta e isso me refletia bem. Via uma certa recompensa neste meu esforço sobre-humano. Agora não mais. Não me sinto bem tendo a obrigação de confortar as pessoas, me irrito fácil, sou um estopim curto prestes a inflamar e levar tudo comigo. Talvez eu sempre fora assim, agora eu apenas esteja menos centrado. Talvez. Lembro-me das altas horas passadas ouvindo problemas alheios e criando soluções, satisfazendo desejos, me anulando e consolando, sempre na expectativa de que isso acabasse ajudando de alguma maneira ao meu próprio caso. Hoje, eu percebo que não consigo a merecida retribuição daqueles a quem me dispus. Eles ainda me veem como o porto que não quero mais ser e isso me entristece deveras. Cansado estou de fingir algo que não preciso mais, que não tenho mais forças para seguir.

Não sou aquele homem bom, calmo, perseverante, que gosta de ajudar e se sente bem com isso. Sou egoísta, fúnebre, esgotado, irracional, livre de emoções e com uma grande tendência ao isolacionismo. Sou feio, bruto, rude, descrente, introspectivo, sexualmente extremo e impoluto. Sou meio maior medo e meu pior pesadelo, agora. O Alex bom deu lugar ao Alex mau, isso eu percebo com evidência.

Também há algum tempo, no auge da minha juventude e quando recebi de herança a loja de desejos, eu quis testá-la. Desejei ter meu maior amor junto a mim para todo o sempre e a magia deu-me. O preço foi parte dos meus próprios poderes uma vez que para viver junto dele – pensava eu – eu precisaria abandonar o mundo de qual eu venho. Ledo engano, eu nunca seria aceito. Meu desejo foi atendido apenas para que eu compreendesse que uma vez assumida a responsabilidade, eu precisaria abdicar de todo o resto. Uma vez perdidos, meus poderes não são mais os mesmos de antes e minha maneira de continuar com meu maior amor foi impregnar-me de magia natural (como já descrevi anteriormente). Sinto-me como se me faltasse um membro mas aprendi e desta maneira conceituo melhor os desejos feitos, e, com esta cicatriz, eu desenvolvi o discernimento necessário para prosseguir. Bom, viver tudo isso apenas me deixou mais susceptível a querer continuar desta forma: isolado, sozinho, independente. Confesso que sinto falta de um consolo, um conforto, um colo para me aquecer sendo eu tão frio mas sei também que preciso abdicar destes benefícios se quiser continuar ser eu mesmo. Enfim, prossigo minha etérea jornada pelo mundo humano ciente de que não encontrarei respostas e sim mais perguntas do que havia antes de começar. Ciente também estou de que a cada degrau, os desafios se tornam mais intensos e menos polidos, logo, devo me preparar para o futuro e anteceder as experiências se quiser continuar existindo – ainda que desta forma.

Perdi o desenvolvimento do que pretendia declarar, continuo quando retomar.

Cheguei numa fase da minha vida que vejo que a única coisa que fiz até agora foi fugir, fugir de mim mesmo, do meu nada, e agora não tenho mais para onde ir, nem sei o que vou fazer, fui péssimo em tudo.// Velho Buk

7.02.2013

Fei



Ao ouvir esta sublime canção, me veio à mente o quão superficial pode ser um sentimento. Quão absorto em si pode ser um vislumbre de uma boa intenção. Pensei em transcrever o que eu sentia enquanto ouvia a música - a letra é impossível de ser escrita porque deriva da "glossolalia" e, mesmo a banda sendo búlgara com toques árabes e persas, os lirics não vêm de nenhum destes idiomas.


E então houve um Fundamento.
Tudo o que havia na Terra sublimou
qualquer dor que poderia haver no coração do homem.
Céus estremeceram, Mares enalteceram sua majestade,
O choro da criança fora ouvido até o abalo,
a canção da mãe,
o ressoar da mão dos deuses.
E houve paz.
E houve amor.
E houve compreensão.
E houve uma ímpar confiança.
Logo o Vermelho se apossou do que era belo e,
carregado de desesperança,
bebeu da magnificência do que estava por vir.
E houve rancor.
E houve calor.
E houve uma infinitude de lamentos.

No final, o mundo todo se calou.

وبعد ذلك كان هناك نداء.
كل ما كان على الأرض مصعد
أي الألم الذي يمكن أن يكون في قلب الإنسان.
السماوات ترتعش، أشاد ماريس جلالته،
قد يبكي الطفل قد سمع من قبل ارتجاج،
أغنية للأم،
تلاحن من يد الآلهة.
وكان هناك سلام.
وكان هناك الحب.
وكان هناك تفاهم.
وكان هناك ثقة ونيف.
سرعان الأحمر حيازة ما كان جميلا و
ولدت من اليأس،
شربت من روعة ما كان ليأتي.
وسادت حالة من الغضب.
وكان هناك حرارة.
وكان هناك ما لا نهاية من ندم.

في النهاية، كان العالم كله صامتا.



И тогава е имало правно основание.
Всичко, което е на Земята сублимира
всяка болка, която може да бъде в сърцето на човека.
небеса треперят, море похвали Неговото величие,
На детето викове бяха изслушани от мозъчно сътресение,
песента на майка си,
дрънчене от ръката на боговете.
И имаше мир.
Имаше и любов.
И имаше разбиране.
И имаше странен доверие.
Скоро Red завладя това, което е красиво и
роден на безнадеждност,
пил от великолепието на това, което щеше да дойде.
И имаше гняв.
И имаше топлина.
И имаше безкрайно много съжалява.

В крайна сметка, целият свят мълчеше.

Wouter Madison, from Homotography

3.12.2012

Por que todos vocês se parecem?

Repito: por que todos vocês se parecem?

As mesmas escolhas, o corte de cabelo parecido, a barba, a brancura da pele, o estereótipo, o biótipo, os olhos, o desejo que afloram em mim? Não pode ser apenas coincidência, precisa ter algo de gnóstico nisso.

Não posso admitir que meu gosto seja seleto sendo o demônio que sou e ainda mais achar que estas figuras e tão somente estas criam algo de suave em mim. É como se, quando visse um de vocês, eu visse cada um dos que foram e ao mesmo tempo, não saber com qual de vocês eu estou. É minha associação cognitiva, instintiva e bestial.

Assim como os cravos sempre amaram e amarão as rosas.

Suas necessidades, até nisso. Não é justo comigo, sabiam? Não mesmo. Parece manipulação e que na verdade cada um de vocês não é único em si, mas são afluentes da materialização do que eu sublimo. Talvez seja isso, vocês não existem! Eu os criei de forma semelhante porque o meu alter-ego precisa destes conceitos e os induziu numa figura 'sólida' e 'palpável' mas não passa de insanidade e derradeira imaginação. Pode ser que nenhum de vocês tenha me tocado, beijado, ouvido, sentido, perdido, chorado, vivido e decidido por mim e sim eu - neste momento - despedaço meu crânio contra a parede imaginando em Nós que aqui estamos, por Vós esperando, achando com isso que por mais que vocês sejam diferentes são iguais. Trata-se de um ponto de autoridade, fato.

Mas numa coisa devo considerar, minha psiquê é bem intensa ao criar cópias de vocês para mim. Será que existiu um Primevo, algum que tenha inspirado toda esta ausência de miscigenação na minha forma de 'seleção natural' seja ela reprodutiva (o que ainda não se sabe como pela ciência moderna, mas que, sabemos, daqui a 128 anos ser possível graças à interferência genética... enfim, não devo antecipar algo que vocês não conhecem), apenas sexual (sim, sexo) ou sexo-emocional (insisto, sexo)?

Me pego pensando agora, ao cair da noite real, que não fiz escolha alguma durante todo este tempo: somente permiti que Vós, que aqui estais, continuassem em Mim, que aqui estou. Sendo todos apenas um e um, sem todos os outros.

Finite.

3.31.2011

Peso


Roses are red, violets are blue, I'm schizophrenic, and so am I.
                                                                                      Frank Crow


De causas alheias, acabo de expirar mais de uma tonelada de consciência de meu dorso. Não, nem todas as boas notícias são boas notícias e não são todos os males que vêm para bem. Para não ser mais clichê, usarei Churchill :

Livros de frases são ótimos para pessoas sem instrução.
                                                                           

3.06.2011

Conversas

Em conversa hoje com um grande amigo, Baphomet, ouvi sábias palavras. Tanto que já as passei adiante. Notei como somos alheios às suas vontades, ainda que queiramos nos impor. Nossa força não é poder impor e sim saber manipular a vontade de querer. É confuso, concordo. Trata-se do exemplo: Não é poder eu força-lo a me querer e estar presente, poder é saber a hora de estar presente. O resto é consequência da necessidade do homem, não minha. É estimular um simples ponto vital e deixar que desabroche o interesse. Ou não.

Não querer passa a ser uma opção nossa, não deles.

Ele ainda me disse mais, confirmando minha suposição de que não há humano que nos alcance. Fora nada hermético quando avaliou uma simples frase humana: "deixe que vão e se voltarem é por que pertencem a você. Caso não voltem, não persiga. Talvez suas almas não valham." - claro, com a nossa versão implícita.

> Pausa para um sorriso Mefistofélico >

É sempre bom estar com a 'familia'.

3.04.2011

Origens

Comecei em outro relato a citar a origem mas fui desonrado e menti. Não é tão simples entender e no primeiro conto cheguei a induzir a intenção da mentira.

Beber, matar, roubar, destruir... São conceitos vagos.

Existem mistérios maiores e lógico que estes não serão revelados. O importante saber é que parte de mim acostumou-se com esta vida medíocre e exposição singela mas a melhor parte, bom, guardo-a ainda comigo e para os que a vêem uma única vez.

No fogo é moldado o bom homem mas é no sangue que o bom demonio mostra seu valor.

Nada é tão antigo para ser descartado e algumas histórias são sim REAIS.

1.29.2011

Pinturas

Pois volto ao querer falar sobre mim. Como sou em suma e verdade.
E o receio me acompanha e digere minha peçonha. Não posso deixar que minhas próprias palavras me dilacerem.

É notório que os humanos temem sua própria existência? Poderá algum me responder esta questão? Eu temo o seu Medo. Temo o que fazem a si por esta inevitável subsequência de actos. Mas ainda existem alguns homens que negligenciam sua própria Felicidade para isso, como que antevendo alguma erradicação de educação e respeito mútuo. É algo irracional.

Conheço humanos que se diminuem e que pecam, cometendo exageros para proteção, algo paradoxal. Como se atacando é a melhor defesa e com isso se ferem desnecessariamente. Pior, não conseguem diferenciar uma briga por direitos e uma briga por deveres.

Humanos que não se permitem, homens e mulheres que não se entendem e que nesta confusão criam seus maiores medos como arma para seus limites. Mal conhecem este mundo e o atacam, rotulam, mesclam seus sonhos com esta realidade comum e da realidade mesmo, não participam. Homens que temem assumir seus papéis e que temem a alegria, a Felicidade, o Amor... Temem tudo que não conhecem integralmente esquecendo-se que, como humanos, nunca serão completos entendedores justamente por estarem presos à obra.

Uma pintura não induz à outra pintura a como proceder. Cada qual pertence a si mesmo e ao conjunto. Todas na alma do Pintor compartilham. Talvez os homens fossem maiores se vissem a si mesmos como pintores e não como obra, estática. Este pode ser o segredo.

Os animais evoluem a homens e os Homens seguem a evolução dos anjos, que por sua vez não evoluem mais. Não é complicado entender, assumo que é trabalhoso e leva um tempo considerável mas uma vez que se entende, não se perde jamais. E este conhecimento progride exponencialmente após iluminado.