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7.11.2012
6.10.2012
Mais um Jack-sem-Nome
Existe uma loucura que se apossa de mim em períodos de Lua Cheia. Ou Minguante, Crescente, Nova. Inumano, devorador, excruciantemente vermelho e pedante. O que não me permite esquecer um amor que não me quis, algo que literalmente me entorpece. Como um grande autor descreveu "aquela sensação de mariposas ao estômago". Mariposas estas que brotaram, tendo como pai o Vitríolo e a mãe, Estupidez. Até quando se mantém a congruência da dignidade?
"
I'm a poor wayfaring stranger...
I'm only going over Jordan. I'm only going over home."
Não vejo a hora da Liberdade me assaltar, preciso. Preciso dormir placidamente. Preciso novamente poder entrar no Mundo dos Espíritos sabendo que não corro riscos. É um cansaço tão soberano que apetece à alma de um bom martírio. Falei cobre congruências mas nem sei mais onde caibo nesta forma. Valho-me de Neruda e Cardenal, sofro as perdas. Mas será que não é somente a perda mas o que eu ficarei sem, contanto?
Talvez eu nunca tenha precisado de ti, afinal. Talvez minha extensão de mim fosse eu mesmo, insólito. Provavelmente eu errei quando o coloquei em minha vida, dei-te espaço para brincar no meu ego, abasteci seus sentimentos com os meus, dormi contigo, acordei contigo, judiei de meu corpo e no fim não o conheci o suficiente. Amo ao amor.
Acabou sendo mais um Jack, que encontrei pela vida e que me deixou passar, como tantos outros já o fizeram antes.
5.11.2011
Melancolia (ii)
É correto, ainda me descrevo pelo que ouço. Passado este tempo abstraído eu retorno 'e, em meu próprio país, meus pés voltam a pisar'.
Tenho estado ausente por algum tempo, imaginando como seria um retorno, alquebrado contínuo, coletando seixos foscos que deixei outrora. Poucas cousas mudaram e dentre estas não estou incluso. Meus pensamentos em partes sim, minhas necessidades evidentemente sim, minha interação com o conjunto forçadamente sim mas essencialmente eu, não.
Considerar acúmulos de posições não enaltece, au contraire.
Estou temeroso e meus olhos fraquejam, por vezes decaio inconscientemente num abismo de cores fragrantes e lá permaneço, esperando por um resgate que nunca vem. Na borda do fim encontro um Jack-Sem-Nome e ele me acompanha, talvez ele esteja numa situação ainda pior que a minha.
Jack-Sem-Nome.
Talvez ele devesse se chamar Jack-Todos-os-Nomes por que para cada reação eu encontro-o. Ou encontro um destes. E agora, sinto falta de muitos deles e estou causticamente sendo torturado.
Não é apenas o fato de estar perdendo amigos, é estar apreciando isto. Minha concepção de isolamento tende a crescer exponencialmente nestes períodos abaláveis moralmente. Não sou como super-heróis que explicam suas Fortalezas de Solidão como proteção alheia de si - inclusive um conceito arbitrário - sou mais um anti-herói que goza de não ter a quem ferir. Ou proteger?
Meus Jacks são invulneráveis moral, fisiologica e emocionalmente e isso os torna preciosos. Lembro-me, ainda, que meus Jacks são gratos a mim justamente por isto.
Mas o assunto não é este, os Jacks ficam para depois. Talvez o que eu queira aqui deixar registrado é que a cada dia mais e mais de mim se desprende. Muito de mim se torna algo que não conheço e Tabula Rasa é algo perigoso quando se trata de mim. Não me permitiria novamente.
Tenho estado ausente por algum tempo, imaginando como seria um retorno, alquebrado contínuo, coletando seixos foscos que deixei outrora. Poucas cousas mudaram e dentre estas não estou incluso. Meus pensamentos em partes sim, minhas necessidades evidentemente sim, minha interação com o conjunto forçadamente sim mas essencialmente eu, não.
Considerar acúmulos de posições não enaltece, au contraire.
Estou temeroso e meus olhos fraquejam, por vezes decaio inconscientemente num abismo de cores fragrantes e lá permaneço, esperando por um resgate que nunca vem. Na borda do fim encontro um Jack-Sem-Nome e ele me acompanha, talvez ele esteja numa situação ainda pior que a minha.
Jack-Sem-Nome.
Talvez ele devesse se chamar Jack-Todos-os-Nomes por que para cada reação eu encontro-o. Ou encontro um destes. E agora, sinto falta de muitos deles e estou causticamente sendo torturado.
Não é apenas o fato de estar perdendo amigos, é estar apreciando isto. Minha concepção de isolamento tende a crescer exponencialmente nestes períodos abaláveis moralmente. Não sou como super-heróis que explicam suas Fortalezas de Solidão como proteção alheia de si - inclusive um conceito arbitrário - sou mais um anti-herói que goza de não ter a quem ferir. Ou proteger?
Meus Jacks são invulneráveis moral, fisiologica e emocionalmente e isso os torna preciosos. Lembro-me, ainda, que meus Jacks são gratos a mim justamente por isto.
"É quando as sombras ficam maiores. É quando as sombras ficam mais fortes."E ainda meus Jacks não os Jacks reais que já tive. São traços adaptados de cada um deles, conforme minha preferência. Do Jack-Sem-Apego eu carrego uma mágoa, do Jack-Longinquo eu guardo uma doce saudade, do Jack-Fugaz eu apenas fixei a imagem, com o Jack-Secundiforme eu aprendi a mentir, com o Jack-Faz-Tudo e entendi a palavra preconceito e de todos estes Jacks e dos que não mencionei, o que mais eu superestimo hoje, é que eu nunca precisei deles mas mesmo assim me sujeitei.
Mas o assunto não é este, os Jacks ficam para depois. Talvez o que eu queira aqui deixar registrado é que a cada dia mais e mais de mim se desprende. Muito de mim se torna algo que não conheço e Tabula Rasa é algo perigoso quando se trata de mim. Não me permitiria novamente.
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