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6.07.2012

O que falar do meu Merkabbah?


Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo revolvendo-se nela, e um resplendor ao redor, e no meio dela havia uma coisa, como de cor de âmbar, que saía do meio do fogo.
E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem.
E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
E os seus pés eram pés direitos; e as plantas dos seus pés como a planta do pé de uma bezerra, e luziam como a cor de cobre polido.
E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e assim todos quatro tinham seus rostos e suas asas.
Uniam-se as suas asas uma à outra; não se viravam quando andavam, e cada qual andava continuamente em frente.
E a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e do lado direito todos os quatro tinham rosto de leão, e do lado esquerdo todos os quatro tinham rosto de boi; e também tinham rosto de águia todos os quatro.
Assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas por cima; cada qual tinha duas asas juntas uma a outra, e duas cobriam os corpos deles.
E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam.
E, quanto à semelhança dos seres viventes, o seu aspecto era como ardentes brasas de fogo, com uma aparência de lâmpadas; o fogo subia e descia por entre os seres viventes, e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos;
E os seres viventes corriam, e voltavam, à semelhança de um clarão de relâmpago.
E vi os seres viventes; e eis que havia uma roda sobre a terra junto aos seres viventes, uma para cada um dos quatro rostos.
O aspecto das rodas, e a obra delas, era como a cor de berilo; e as quatro tinham uma mesma semelhança; e o seu aspecto, e a sua obra, era como se estivera uma roda no meio de outra roda.
Andando elas, andavam pelos seus quatro lados; não se viravam quando andavam.
E os seus aros eram tão altos, que faziam medo; e estas quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor.
E, andando os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; e, elevando-se os seres viventes da terra, elevavam-se também as rodas.
Para onde o espírito queria ir, eles iam; para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam defronte deles, porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
Andando eles, andavam elas e, parando eles, paravam elas e, elevando-se eles da terra, elevavam-se também as rodas defronte deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
E sobre as cabeças dos seres viventes havia uma semelhança de firmamento, com a aparência de cristal terrível, estendido por cima, sobre as suas cabeças.
E debaixo do firmamento estavam as suas asas direitas uma em direção à outra; cada um tinha duas, que lhe cobriam o corpo de um lado; e cada um tinha outras duas asas, que os cobriam do outro lado.
E, andando eles, ouvi o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, um tumulto como o estrépito de um exército; parando eles, abaixavam as suas asas.
E ouviu-se uma voz vinda do firmamento, que estava por cima das suas cabeças; parando eles, abaixavam as suas asas.
E por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia algo semelhante a um trono que parecia de pedra de safira; e sobre esta espécie de trono havia uma figura semelhante à de um homem, na parte de cima, sobre ele.
E vi-a como a cor de âmbar, como a aparência do fogo pelo interior dele ao redor, desde o aspecto dos seus lombos, e daí para cima; e, desde o aspecto dos seus lombos e daí para baixo, vi como a semelhança de fogo, e um resplendor ao redor dele.
Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do SENHOR; e, vendo isto, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava.

Ezequiel 1:4-28

12.11.2011

Aurora Escarlate


Há muito tempo atrás, quando do início da raça criada, um dos mais antigos cometeu um erro brutal. Ele se associou a quem não devia, esperando por um maior poder. O poder de desfazer o que acabara de ser feito.

Ele recorreu a um deus pedindo por um tempo maior durante o dia, para que ele pudesse estar com quem amava. Logo após a transformação, dos Seis Iniciais, este Um ainda temia o que se tornara. Ele sabia que daquele momento em diante estaria incapaz à luz do dia, teria de viver nas sombras e nas trevas, alimentar-se de homens, mulheres e almas e principalmente, manter-se incógnito. Lógico, ele não aceitou. Havia algo nele maior do que esta sede, que era o carinho que ele tinha a um ser que ele havia visto crescer. Era sua família até então.

Bom, o deus concedeu em vez de ajuda, uma maldição. Conhecida posteriormente como Aurora Escarlate.

Em certas ocasiões e muito especiais, estes seres podem andar durante o dia sem temor. Na época, o Um achou que era a melhor coisa, já que ele poderia viver parte da sua vida da forma mais humana possível. Enganou-se. Quando da primeira Aurora Escarlate, ele viu sua sede crescer, desenvolver aspectos brutais em sua força, torná-lo um sádico monstro, violento, desumano, descontrolado, excessivamente viril, consternado e não pior, alheio à qualquer emoção. O que era pra ser o seu momento acabou como a maior desgraça que poderia ter acontecido: ele viu o Sol nascer e se assustou, já havia desacostumado àquela presença. Ele vagou pela vila durante o dia, espantou moradores com sua aparência, bebeu deles, violentou-os, matou e destruiu. Mais, ele acabou com seu próprio amor, por fim, inerte em seus braços poderosamente infantis a ponto de esmagar.

Numa única Aurora ele terminou seus medos. E então, sentou-se e chorou. Chorou até a poça de sangue-lágrimas se tornar revolta e arrastar o que havia em volta. Ele chorou e partiu montanhas. Abriu vales entre os mares. Criou Tempestades. E não pode trazer seu amor de volta, jaz afogado, em sua essência.

Os outros Cincos levaram a Aurora tão funestamente quanto este, porém não tinham muito o que perder. Lamentaram pelo seu irmão mas não podiam fazer nada também. Desde então, a Aurora Escarlate é algo tão temido quanto possível, entre nós. É um tempo em que nos recolhemos acorrentados uns aos outros, para que não façamos mais mal à Humanidade. O mundo de hoje já comporta bestas demais para que sejamos as mais poderosas à solta.

Houve um tempo em que se tentou barganhar com este deus a libertação, mas ele já havia partido. Morto em batalha por um outro deus. A maldição ficou e ele foi, até nisso há injustiça. Mas conquanto haja um trabalho divino ele não é desfeito, sabemos disso na carne pelo que nós mesmos fazemos. De nós mesmos, entre os Seis, um se foi mas seu lugar continua tão forte quanto antes, repelindo qualquer invasor.

Enfim, o momento da Aurora está chegando. Eu posso sentir no ar e na noite que persigo. Mas como eu disse, não terei mais o que destruir.


4.16.2011

Little hebrew child

Once upon a time, 
There was a little hebrew child alone in deep desert, looking for water. I, an ancient priest that region, saw and gone until her. Was night and the sandstorm came violently. That hour, she saw me too and was coming to me, thinking she could be protected. 
With my long arms i'd hug her. She falls at me.
With my long fangs, i'd suck her too. And she dies at my arms, but before i could hear her praying for your god in a song, so quietly:

Ashira el adonnay ki ga'o ga'
Ashira el adonnay ki ga'o ga'
Mi chamocha ba'elim, adonnay?
Mi kamocha ne'edar bakodesh?
Nachita bechasdecha, 'am zu ga'alta
Mashi'yach! Mash'yach! Mash'yach!
That song remained in my mind, until now.. Sometimes, to honor her, i sing it loud..

4.08.2011

Nebulosa de Hélix - ou o Olho de deus

Nebulosa de Hélix, também conhecida como A Hélix ou NGC 7293 é uma nebulosa planetária localizada na constelação deAquarius.

Descoberta por Karl Ludwig Harding, provavelmente antes de 1824, essa nebulosa é uma das nebulosas mais próximas da Terra. Sua distância da Terra é de aproximadamente 700 anos-luz (700 parsec). Ela é muito parecida à nebulosa do anel, que têm tamanho, idade e características físicas parecidos à nebulosa do Haltere, sendo diferentes apenas em suas proximidades e aparência de um ângulo equatorial. A nebulosa de Hélix já foi chamada várias vezes de Olho de Deus na internet.

Durante a uma tempestade de meteoros Leonídeos em novembro de 2002, os controladores viraram o Hubble para o proteger por cerca de meio dia. Felizmente, a Nebulosa Helix estava quase que exatamente na direção oposta à chuva de meteoros, assim o Hubble pôde fotografar a nebulosa enquanto esperava a tempestade passar.

Nebulosas planetárias como a Helix são formadas no final da vida de uma estrela (como o Sol) por uma corrente de gases que escapam da estrela morrendo.

Nebulosa de Hélix

3.24.2011

Nuances

Canto um réquiem pois não tenho mais palavras para descrever, choro enquanto falo, sangue aos olhos, mantido em segredo pelo som do ranger de correntes dilacerando a alma condenada e vazia.

Desvirtuada mais uma nuance de uma vida, ébria, comedida. Foge, carregando restos em pedaços do que já foi conceito. Do barco náufrago eu o chamo, anseio pela sua vinda. Caronte parte mas deixa o altar aos meus cuidados. Não há mais cor, não há mais brilho, partindo em direção à cidade que deveria ser prateada.

De nada adianta aqui valores, espécie, apêgo ou desdém.

3.14.2011

Novos deuses

Enquanto meu apêndice da Clavícula não é elaborado, apresento os alguns Novos deuses:

Nina Hagen
http://www.myspace.com/ninahagenrocks
http://www.beepworld.de/members77/ninahagendas/

Ville Valo
http://www.heartagram.com/
http://www.himbrasil.com.br/

Incubus

   Debaixo da tua pele estarei a tornar-me prazer, que te faça uivar. Com meu hálito gelado em vossa mão e minha mão em teu corpo, matarei nossa sede um do outro. Mesclado com Luxúria deitar-me-ei a ti por sob a Lua suave ou o Sol escaldante do Deserto. Invadirei tua alma e a farei cair diante da fúria que ascende a minha raça e com cálidos beijos te mostrarei o quão bom é ser quem sou. Elevarei meu espírito, para que ele possa acompanhar o Ciclone que tu te tornarás em meus braços. Tomarei os sorrisos dos outros e os farei nossos. Te farei gritar meu nome aos Sete Ventos Primordiais e eles serão testemunhas que seremos amantes, sempre. Com meu mistério esconderei o teu e unidos um ao outro seremos Tempestade, mataremos o que é sagrado e beberemos dele, um doce aroma exala da nossa união. Meu gosto se mistura ao teu sobre nossos corpos. Deixe que meu corpo com contornos rijos fortaleça teu ego, que meus olhos beijem tua boca e tua boca torne me vosso Homem. Permita que eu lhe mostre minha sabedoria e te revele os fundamentos de necessidades antigas, o jogo começa. Como uma Maré errante, tu pedirás pra ir mais além, sempre mais adiante e levar-te-ei. Alimenta-me do teu sangue como um sifão, esconde nas sombras o desejo de consumir-me por inteiro, pretende reinar ao meu lado por mil anos. Acompanhar-te-ei até onde nossos corpos e nossas almas comecem a mexer com a ira dos deuses...

Erebos

Segundo a teogonia, Erebus, Érebos ou Érebo era a personificação da escuridão superior que se encontrava pouco mais funda que o manto da noite eterna de Nix. É irmão de Nix e filho de Caos. Desposou a irmã e com ela gerou o casal de gêmeos Éter e Hemera.
Erebus possuía seu reino nas trevas mais profundas de todo o Universo, como o primeiro filho de Caos nascido é o que mais próximo ficava de seu criador assim sendo as puras Trevas.
Conta-se que os Titãs pediram socorro a Érebo, mas Zeus o lançou junto com eles no inferno. Desse modo ele tornou-se a noite eterna do mundo dos mortos.
Na medida em que o pensamento mítico dos gregos se desenvolveu, Érebo deu seu nome a uma região do Hades por onde os mortos tinham de passar imediatamente depois da morte, para entrar no Submundo. Após Caronte tê-los feito atravessar o rio Aqueronte, entravam no Tártaro, o Submundo propriamente dito.
Diz que quando Erebus despertasse de seu aprisionamento, Ele seria o primeiro dos Sete Primordiais que levaria o despertar a todos os outros, podendo assim novamente erguer seu reino que Tártaros, Nix, Urano e Caos o ajudaram a erguer em tempos mitológicos.
Tal como o nome do rei subterrâneo, Hades, o nome Érebo passou a designar também o seu reino.
Erebus era também, frequentemente usado como sinônimo de Hades.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Érebo

3.01.2011

Sangue impuro

Chamam-no de sangue impuro.

Eu chamo de vislumbre do que os deuses podem oferecer sem estarem presentes. São as crianças de um deus-menor, infantil, rancoroso e alheio à desgraça. É um bem alcançável mas não dividido por quem o possue. Falo por mim que ao longo da existência compartilhei com apenas três dos seres viventes que possui.

É um sangue poderoso, escuro, indelével e não-volátil.

E um teste, sempre.