9.23.2012

Até meu próprio final


Sucessão de fatores que influenciariam a vida de um homem. Paixão, Loucura, uma calmaria de sanidade. Lembro-me dele coberto de neve, afogado, enquanto eu lutava contra lobos. Minhas memórias aos poucos regressam, mantendo-me absorto nas conversas sociais e me encabulando perante os amigos que já se dedicam ao meu jeito 'petit epilepsie' de ser. Lembro-me de ter falado com os lobos. Com as árvores e com a vida em si. Um retorno ao que há de interior.

Agora não há mais nada.

Resta uma casca de Presépio, das constelações. Um local para onde tudo converge no final. Porque me sinto ligado de forma tão íntima à coisas insubstanciais? Um avatar, por assim dizer, de ideias contrárias às regras físicas. Vivo sob meu próprio controle, meu mundo de papelão como costumo dizer para mim mesmo, sendo o único übermensch que conheço. Uma cultura de um homem só, um Legado.

Permaneço a amá-lo. Amá-los. Enquanto os desconheço gradativamente. Fujo deles e para eles. Coesão. Por um momento tudo para uma flor venenosa nasce. Pouco a pouco minha tangicidade se esvai, escoa e o que é uma mente sem um receptáculo?



Altair, Remo, Virgem, Polaris e Recanto. Amei tanto as estrelas por que tinha medo de ficar sozinho. E como estou agora?

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