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7.14.2012

"At seventeen I died, spoony"

I '

"At seventeen I died, spoony."

I'm single, with you, my dear friend,
free from trivial, ethical standard:
I can see your face pale, beardless,
between pale white flowers; am
and redeems, without any reservation,
to my delight and charm, later.

Excited, without the vanity of grieving,
a moderate enthusiasm, essential,
a lot of excitement in the crystallization
and the short, kills, is wilting.

In the farewell kiss, without being seen.

Not even met you, yet your body
Now me is, though lost, eternal.


3.30.2011

Ninguém e Athena

Eu sou o Ninguém que cegou Polifemo, não sou senhor de outro Reino senão o que comigo levo onde quer que eu esteja.
Me chamam Ulisses Rei, Polifemo me chama Morte, Calypso me chama desejo, Penélope me chama amor eterno.
E tu não me chama mais de amo.
Por que não sou mais egoista ao ponto que quere-lo só pra mim.
É querer o ar ou o vento ou a mim mesmo.
Nobre Atena Deusa que me guia,
Senhora da Razão de muitos, toma o meu fardo e me deixe apenas com o louro da tão sagrada dádiva que se mostra a meus olhos agora.
Toma, Oh Deusa intempestiva, a razão que a mim não julga e permita-me viver aqui,
serenamente.
Na insensatez de amar este Homem.
Ai Palas que a mim não serve mais,
Deusa arconte que se mostra a quem não te chama.
Mostra-te somente pra nos trazer à tona o preço da amargura,
seja como Eros que nos faz viver em Leviandade.
Outrora amava-a como a um sol,
hoje submeto-te à minha opção: viver plenamente em amor ou redimir-me a sapiência e voltar a ver o mundo com os olhos que outrora me destes.

Oh Palas, soberana e vingativa...

3.05.2011

Contos de Canterbury

Relendo os Contos da Cantuária e não consigo deixar de me emocionar sempre com o 'Conto do Proprietário de Terras' e a honra dos homens.

Um breve resumo, mas aconselho a leitura: descreve o casamento do cavaleiro Arviragus e da dama Dorigen. Quando Arviragus viaja numa expedição militar, Dorigen lamenta sua ausência e teme que, ao voltar, o navio dele se despedace nos inúmeros rochedos que existem na costa. Um jovem, Aurelius, se apaixona por ela, mas ela se recusa a retribuir seus favores. Ela concorda em se deitar com Aurelius apenas se ele encontrar uma maneira de tirar os rochedos do mar, uma tarefa que ela crê ser impossível. Aurelius procura um feiticeiro, que concorda em resolver o problema desde que Aurelius pague uma grande soma a ele. O feiticeiro cria a ilusão do desaparecimento dos rochedos, enquanto Arviragus retorna são e salvo para casa. Dorigen conta a seu marido a promessa que tinha feito, e Arviragus diz que ela precisa cumprir o prometido. Ele ordena que ela vá se deitar com Aurelius, mas percebe a dor que isso causaria em Dorigen e decide não obrigá-la a fazer isso. Por sua vez, o feiticeiro perdoa a dívida de Aurelius. A história termina perguntando qual desses homens se comportou de forma mais honrosa.
“Senhor, desde que sua gentileza me concede rédeas soltas, jamais permita Deus que, por minha culpa, haja entre nós atritos ou desavenças. Palavra, senhor, que hei de ser uma esposa dócil e fiel enquanto palpitar meu coração.”  - Dorigen (Chaucer, em Canterbury Tales)