Novos sonhos se fazem presentes. Há uma clareira. Há um som retumbante.
Há uma canção e uma intensa luz dourada, cálida, encontro-me debaixo a uma faia com trajes simples, claros e leves, embainhando um florete com punho de ouro e haste de cristal ou algo parecido. Talvez gelo submarino. Noto que há um sabor refrescante em minha boca e um aroma inebriante circunda todo o local. Após tomar consciência, ponho-me de pé e penso investigar o local. No momento exato que me levanto a voz, por trás de mim, diz-me uma cortesia num idioma tão antigo que eu mesmo quase esquecera. Viro-me mas não vejo quem o disse e assumindo nova posição ouço a voz, novamente por detrás. Percebo que não importa para que lado olhe a voz sempre encontra-se atrás, sendo ouvida por sobre os ombros. Novamente ela fala, num idioma mais atual, e me questiona a presença. Reafirmo a minha inocência e fico sem entender, mas parece tudo tão real.
Odi et amo.
Fico ainda a imaginar qual seja o peso do que me fala, sem sequer dar-me conta do reconhecimento da voz. É Ele! Não pode ser outro a não ser Ele.
...
6.24.2011
6.20.2011
Amy Lee - Sally's Song
I sense there's something in the wind
That feels like tragedy's at hand
And though I'd like to stand by him
Can't shake this feeling that I have
The worst is just around the bend
And does he notice my feelings for him?
And will he see how much he means to me?
I think it's not to be
What will become of my dear friend?
Where will his actions leaves us then?
Although I'd like to join the crowd
In their enthusiastic cloud
Try as I may, it doesn't last
And will we ever end up together?
Oh oh...
And will we ever, end up together?
No I think not, it's never to become
For I am not... The one.
That feels like tragedy's at hand
And though I'd like to stand by him
Can't shake this feeling that I have
The worst is just around the bend
And does he notice my feelings for him?
And will he see how much he means to me?
I think it's not to be
What will become of my dear friend?
Where will his actions leaves us then?
Although I'd like to join the crowd
In their enthusiastic cloud
Try as I may, it doesn't last
And will we ever end up together?
Oh oh...
And will we ever, end up together?
No I think not, it's never to become
For I am not... The one.
Positividade
Nunca fui adepto à positividade em relação à concepções externas de Felicidade ou Tristeza. Em suma, nunca conheci a Felicidade da forma como ela é sugestionada em diversos veículos. Porém, confesso que estou experimentando algo novo nestes últimos dias, refiro-me talvez, à alegria.
Tenho passado mais tempo sorrindo do que ausente e isso fascina-me deveras.
Vejo pessoas e falo com elas, elas me respondem. Não sou mais tão invisível quanto antes. Ou talvez nunca fui, sentindo que os ignorava. Tenho dificuldade em ser bom, acho que já deixei bem claro.
Nestes últimos dias, mais precisamente (e ainda mais, noites) de sexta-feira até hoje, sinto-me renovado por um espírito de concordância. Desperto para uma realidade tão desejada e gosto do que vejo. Nunca pensei que companhia seria algo tão agradável, vejo-me enganado também quanto a isto. Consigo controlar toda esta Obsessão (descubro esta palavra encantada) até um certo nível e dali em diante tenho ajuda tão preciosa. O que ainda não posso dar-me a mim, consigo de fora e aparentemente de forma altruísta. Será? Não duvido ou desdenho por ora.
Ora-pro-Nóbis.
Como as coisas são, agora, enquanto escrevo sinto falta. Trocaria toda este momento literário por mais um pouco desta droga que chamam amor. Mas não devo cambalear quando me sentir agredido de alguma forma, amo-me mais do que amo o que vem de fora e junto com toda esta dedicação existe a necessidade de retribuição no mesmo valor. Não faço nada que não precise ser recompensado e minha furtiva (e alucinada) mente (Übermensch) vagueia aqui e acolá, procurando por algo que precise ser punido. Se nunca experimentei estas sensações, ainda não posso declarar se realmente gosto delas. Sinto-me inclinado, concordo, porém de inclinações o inferno está cheio.
Tenho passado mais tempo sorrindo do que ausente e isso fascina-me deveras.
Vejo pessoas e falo com elas, elas me respondem. Não sou mais tão invisível quanto antes. Ou talvez nunca fui, sentindo que os ignorava. Tenho dificuldade em ser bom, acho que já deixei bem claro.
Nestes últimos dias, mais precisamente (e ainda mais, noites) de sexta-feira até hoje, sinto-me renovado por um espírito de concordância. Desperto para uma realidade tão desejada e gosto do que vejo. Nunca pensei que companhia seria algo tão agradável, vejo-me enganado também quanto a isto. Consigo controlar toda esta Obsessão (descubro esta palavra encantada) até um certo nível e dali em diante tenho ajuda tão preciosa. O que ainda não posso dar-me a mim, consigo de fora e aparentemente de forma altruísta. Será? Não duvido ou desdenho por ora.
Ora-pro-Nóbis.
Como as coisas são, agora, enquanto escrevo sinto falta. Trocaria toda este momento literário por mais um pouco desta droga que chamam amor. Mas não devo cambalear quando me sentir agredido de alguma forma, amo-me mais do que amo o que vem de fora e junto com toda esta dedicação existe a necessidade de retribuição no mesmo valor. Não faço nada que não precise ser recompensado e minha furtiva (e alucinada) mente (Übermensch) vagueia aqui e acolá, procurando por algo que precise ser punido. Se nunca experimentei estas sensações, ainda não posso declarar se realmente gosto delas. Sinto-me inclinado, concordo, porém de inclinações o inferno está cheio.
6.16.2011
Tarja Turunen - Oasis
Há algum tempo postei Sadness Gothic Music dizendo que não conhecia o autor de uma das mais belas obras que vejo desde a junção de fonemas. Por fim descobri. Trata-se da gloriosa Tarja Turunen: uma cantora lírica, compositora e pianista finlandesa que ficou mundialmente conhecida como vocalista da banda de metal sinfônico Nightwish, entre 1996 e 2005 ...
Transcrevo agora, mais fascinado ainda, o que ela representa em comum entre Nós que aqui estamos.
Hyvyyden varjo peittää kyyneleen,
löytäneen luo vie askeleen.
Rauha saa, kehto uneen tuudittaa.
Toivo jää, tie rakkauteen.
Tie syvään vaupauteen.
A sombra da bondade esconde a lágrima,
dá um passo em direção ao encontrado.
Que a paz esteja repousando no berço de ninar.
A esperança se mantém, o caminho para o amor,
o caminho para a profunda liberdade.
6.07.2011
Orphíos & Eurídicie
Conforme havera dito na postagem anterior, faço aqui um passo cultural à minhas origens, contando como um amor e uma música podem ser tão intensos e tão funestos.
Bom, contarei como isso realmente aconteceu, sem interferências tão poéticas ou visualmente comprometidas.
--- Lembro de há algum tempo ter conhecido um jovem chamado Orphíos (Ορφέας em grego, onde nos conhecemos) que era um exímio músico. Este Orfeo cresceu abençoado por nosso irmão Apollo com um dom para a música tanto que era dotado a acalmar bestas e deuses enfurecidos (desta forma nos conhecemos, no momento que eu mais precisei dele mas isso é uma outra história). Orfeo cresceu conhecendo este dom e acalentando corações com suas odes brutalmente sinceras, tanto que um certo dia encontrou uma beleza sem par chamada Eurídicie (μυθολογία, ibidem) e por ela se apaixonou. Ela idem e um dos maiores amores que eu já vi havia iniciado, contrariando todas as perspectivas.
Se amaram por incontável tempo, Orfeo sempre com sua lira e sua amada e elas o acompanhando, num belíssimo jardim que havia sido presente deste que vos escreve (como forma de recompensa, por aquela outra história). Passado algum tempo o amor dos dois se tornou algo invejável aos corações menores e a música de Orfeo era apreciada desde o Jardim das Hespérides até o Submundo. Encantado com a lira, Hades a desejou pra si. Como sabia não poder convencer o tocador de modo natural e sem querer parecer suspeito ao sumiço do rapaz já que todos os deuses da Terra também o apreciavam, criou um ardil para resgatar Orfeo pra si: enviou uma serpente venenosa para matá-lo e assim o teria sob seus domínios.
Acontece que a serpente também se encantou com o som e usou sua peçonha em Eurídicie, com inveja do amor por Orfeo. Eurídicie morreu e Orfeo perdeu o consolo. Rogou ajuda e proteção e permitiu-se que tentasse com Hades resgatar sua amada.
Orfeo desceu solo ao Submundo ter com aquele senhor, pedir por Eurídicie. Hades logicamente recusou-se, mas tendo ali o que precisava: Orfeo em seu reino. No entanto Hades não esperava por aquilo, Orfeo de tão triste acabou somente com notas que faziam a todos chorar, seja animal, vegetal, deus ou fera. Havia perdido parte de sua alegria em tocar, que era Euridicie. Para Hades não havia tormento, sendo um deus de decepções e trevas, era excitante. Tão excitante que teve medo:
Orfeo concordou e antes agradeceu o deus com sua ode mais famosa " A Simphonia Final". Saiu do palácio com Eurídicie e seguiram à saída do Erebus. Eurídicie, sem mal no coração, acabou por acidentalmente olhar pra trás quando achavam já estar saído do inferno e o que aconteceu então foi pior que a morte: seu corpo começou a tomar a forma de uma estátua, até a altura do busto e sem poderem mais sair daquele reino, Orfeo - ainda vivo - acompanhou a amada. No Submundo ele tocou - e ainda toca - para amenizar o sofrimento da bela e declarar seu amor incondicional, que supera a morte. ---
Por isso até hoje, conhecendo de perto como os conheci, temo a música e o amor. Nunca me coloquei na posição do jovem mas acredito que não teria sido tão forte e isso me envergonha deveras. Em intervalos de tempo regulares, infrinjo o pedido da divindade que lá comanda e tenho com o casal, controlando-me para não parecer triste perante eles que se amam tanto e para não ferir o orgulho do meu grande amigo. Mesmo passado todo este tempo eles continuam os mesmos, em amor, carinho e respeito. Talvez se algo tenha mudado não notei, as flores que crescem lá continuam crescendo, o que é pedra continua sendo pedra e o amor somente cresce, como todo amor deve ser.
Antes que perguntem, não posso ajudar. Foi um acordo e seria descomunalmente perigoso romper, além do mais vejo a Felicidade de Orfeo. Não importa onde eles estejam desde que estejam sempre juntos.
Bom, contarei como isso realmente aconteceu, sem interferências tão poéticas ou visualmente comprometidas.
--- Lembro de há algum tempo ter conhecido um jovem chamado Orphíos (Ορφέας em grego, onde nos conhecemos) que era um exímio músico. Este Orfeo cresceu abençoado por nosso irmão Apollo com um dom para a música tanto que era dotado a acalmar bestas e deuses enfurecidos (desta forma nos conhecemos, no momento que eu mais precisei dele mas isso é uma outra história). Orfeo cresceu conhecendo este dom e acalentando corações com suas odes brutalmente sinceras, tanto que um certo dia encontrou uma beleza sem par chamada Eurídicie (μυθολογία, ibidem) e por ela se apaixonou. Ela idem e um dos maiores amores que eu já vi havia iniciado, contrariando todas as perspectivas.
Se amaram por incontável tempo, Orfeo sempre com sua lira e sua amada e elas o acompanhando, num belíssimo jardim que havia sido presente deste que vos escreve (como forma de recompensa, por aquela outra história). Passado algum tempo o amor dos dois se tornou algo invejável aos corações menores e a música de Orfeo era apreciada desde o Jardim das Hespérides até o Submundo. Encantado com a lira, Hades a desejou pra si. Como sabia não poder convencer o tocador de modo natural e sem querer parecer suspeito ao sumiço do rapaz já que todos os deuses da Terra também o apreciavam, criou um ardil para resgatar Orfeo pra si: enviou uma serpente venenosa para matá-lo e assim o teria sob seus domínios.
Acontece que a serpente também se encantou com o som e usou sua peçonha em Eurídicie, com inveja do amor por Orfeo. Eurídicie morreu e Orfeo perdeu o consolo. Rogou ajuda e proteção e permitiu-se que tentasse com Hades resgatar sua amada.
Orfeo desceu solo ao Submundo ter com aquele senhor, pedir por Eurídicie. Hades logicamente recusou-se, mas tendo ali o que precisava: Orfeo em seu reino. No entanto Hades não esperava por aquilo, Orfeo de tão triste acabou somente com notas que faziam a todos chorar, seja animal, vegetal, deus ou fera. Havia perdido parte de sua alegria em tocar, que era Euridicie. Para Hades não havia tormento, sendo um deus de decepções e trevas, era excitante. Tão excitante que teve medo:
"- Orfeo, meu doce jovem e espetacular soberano. Me coloco sob seus pés e para escapar da beleza de sua lira eu o permito ir, antes que isso me custe a destruição. Porém, assim que tiveres minha permissão saia do Submundo com Eurídicie sem olhar pra trás ou nunca mais poderá tentar novamente e habitará meu reino até o final dos tempos."
Orfeo concordou e antes agradeceu o deus com sua ode mais famosa " A Simphonia Final". Saiu do palácio com Eurídicie e seguiram à saída do Erebus. Eurídicie, sem mal no coração, acabou por acidentalmente olhar pra trás quando achavam já estar saído do inferno e o que aconteceu então foi pior que a morte: seu corpo começou a tomar a forma de uma estátua, até a altura do busto e sem poderem mais sair daquele reino, Orfeo - ainda vivo - acompanhou a amada. No Submundo ele tocou - e ainda toca - para amenizar o sofrimento da bela e declarar seu amor incondicional, que supera a morte. ---
Por isso até hoje, conhecendo de perto como os conheci, temo a música e o amor. Nunca me coloquei na posição do jovem mas acredito que não teria sido tão forte e isso me envergonha deveras. Em intervalos de tempo regulares, infrinjo o pedido da divindade que lá comanda e tenho com o casal, controlando-me para não parecer triste perante eles que se amam tanto e para não ferir o orgulho do meu grande amigo. Mesmo passado todo este tempo eles continuam os mesmos, em amor, carinho e respeito. Talvez se algo tenha mudado não notei, as flores que crescem lá continuam crescendo, o que é pedra continua sendo pedra e o amor somente cresce, como todo amor deve ser.
Antes que perguntem, não posso ajudar. Foi um acordo e seria descomunalmente perigoso romper, além do mais vejo a Felicidade de Orfeo. Não importa onde eles estejam desde que estejam sempre juntos.
Simphonias perfeitas
♮ ♫ Symphony no3 of Sorrowful Songs from Henryk Gorecki - Lento e Largo ♫ ♮
Se há algo que possa aplacar uma besta, realmente esta forma é a música. Não há nada tão singelo e sutil e simultâneamente tão intenso quanto uma bela simphonia carregada de história, que seja de um povo ou de um único homem bom. Ou mal.
"... Şi Bestie întâlnit faţa frumuseţe ... Si frumuseţe domesticit Bestie, de atunci, Bestie a fost la mila de moarte ..."
Talvez não só uma beleza coloque uma fera à mercê da morte. Talvez esta fera se permita mais, é uma fera que começa a descobrir que num mundo onde antes encontrara-se sozinha agora vê novos horizontes bestiais e direcionados. É ainda uma fera, atrás de uma beleza que já encontrou e que molda cada pouco segundo de sanidade para recuperar o que perde. É cíclico e irracional, mas é o único jeito que a besta conhece, infelizmente para uns.
É a musica, a beleza e esta necessidade de equivaler estas duas potências que pode estar tornando a fera mais susceptível à morte. E a amores. Porém é uma fera que conhece a morte a cada dia, logo este é o menor dos empecilhos de um grande e valoroso reconhecimento. Que seja ele reconhecido pelo quanto sofre e não pelo quanto ama ou é amado pois tais não são mensuráveis ainda, enquanto sua dor sim. Esta é além de evidente, palpável, tangível, idealizada e absolutamente incapacitante perante qualquer zelo em continuar a batalha.
Ouço a doce simphonia enquanto padeço mais uma vez e renasço, tomado por novos sentimentos e novos ouvidos e olhos me vêem. Tenho entre amigos entidades que não podem ser vistas ou medidas, por isso tenho vantagem para que não sejam julgadas. Elas são o que eu sou e delas sou senhor, a reciproca procede. Damos poder ao que confiamos e confiança a quem nos favorece, mesmo uma besta, mesmo um anjo, mesmo algo que é parte de cada.
Posso ver a música fluída, como meu amor, acariciando partes de meu corpo desconhecidas e por dentro de mim ela reverbera, iluminando algo morto há centuriões. Posso tocar em cada nota mesmo não podendo reproduzi-las. Já bebi de grandes Orphíos e nunca pude sentir tamanha presença, o que seria um martírio e me colocaria como Hades - para aqueles que não conhecem a minha história, citarei após esta.
É algo ressonante como uma estrela que a cada dia mais me enobrece, mesmo que seja num reino onde nobreza não valha mais do que o peso do seu coração. É ouvir um doce Leão soprando vida e criando um mundo, como já ouvi falar antes.
Talvez esta música não pertença a ninguém a não ser a ela mesma. E isso me apavora e excita.
Symphony no.3 of sorrowful songs - Lento e Largo.mp3
Guias
"Mesmo quando não havia nenhuma esperança, sempre procurei dar o melhor de mim."
-- Orson Welles
6.05.2011
Libera me (ii)
"
Oh when you´re cold I'll be there to hold you tight to me.
Oh when you´re alone I'll be there by your side."
Não consigo mais me suportar.
Estes ciúmes, esta angústia, este medo bruto de estar sendo subjugado e eventualmente substituído. Tudo está me eviscerando vivo em sentimentos impuros e sujos, desprezíveis e afastando meu maior amor.
Meu pavor vago de conhecer mais do que me é mostrado me coloca na pior das posições e estou farto disso.
Farto de mentiras simples e verdades complexas, cansado de estar sempre além das possíveis limitações, castigado por pensamentos irrelevantes me coloco ao precipício amoroso a cada instante. Ouço falar num real amor que por hora me parece tão longínquo quanto minha salvação e por vezes o tenho em mãos mas não consigo reconhecê-lo. É deveras intrigante saber como enxergo melhor de longe ou quando perco. E mais causticante ainda saber que este é meu único e melhor amor.
Fico me imaginando como um deus-menor, sempre, se mostrando superior a tudo e a todos em busca de alguma provação ilimitada ou algo que possa me desafiar, não deveria desafiar o amor porém. Se houvesse algo que me fosse permitido pedir seria perdão.
Perdão meu maior amor, por ser justamente o oposto do que você precisa.
6.03.2011
Entre Ciel et Fer
Criei este vídeo na tentativa de expressar algo. Não consegui. Fui corrompido.
Chamaram-me de atormentado e misterioso, não os culpo. Este sou eu realmente e não darei o braço a torcer.
Carpe Noctem - E Nomine
Eu sou o olho da noite.
Eu sou o olho que te desperta.
Eu sou o olho sem rosto.
O poder mágico da luz sombria.
Quo vadis?
Quo vadis?
Amore orbis meo.
Eu vejo sombras piscando no sono.
Vejo através dos mundos. Os deuses acenam.
Eu vejo seu coração. Vejo seus pensamentos.
Eu vi o que eu vejo como sonhos abafados
Aproveite a noite...
Eu vejo o caos.
Vejo a ruína nas imagens no espelho da grande morte.
Eu vejo o sofrimento. Depois a miséria.
Eu vejo o que eu vi. Nem água nem pão.
Eu sou o olho que te desperta.
Eu sou o olho sem rosto.
O poder mágico da luz sombria.
Quo vadis?
Quo vadis?
Amore orbis meo.
Eu vejo sombras piscando no sono.
Vejo através dos mundos. Os deuses acenam.
Eu vejo seu coração. Vejo seus pensamentos.
Eu vi o que eu vejo como sonhos abafados
Aproveite a noite...
Eu vejo o caos.
Vejo a ruína nas imagens no espelho da grande morte.
Eu vejo o sofrimento. Depois a miséria.
Eu vejo o que eu vi. Nem água nem pão.
Hypnos
Novamente aquele sonho. Posso sentir ainda o gosto do sangue do velho homem em minha boca, acariciando minha língua lasciva, me tomando ao êxtase como sempre acontece. Novamente no cemitério, cruzes, aromas peculiares, criptas malacabadas e aquela sensação funesta conhecida. O velho recém-criado e abandonado, tanto que não conhecia nossas fraquezas e nossas forças, o que me remonta sempre a questionar quem o poderia ter criado. Provavelmente algum ser inferior, um espectro, prestes à se esvair e de alguma forma nobre tentando deixar um Legado que ainda acredito eu, não ter sido completado a tempo.
Lembro claramente do medo ainda humano estampado na face do velho. Um velho comum, como se o ultimo recurso de um irmão tenha sido este, nada de especial. No sonho eu precisava revelar sobre nosso dom oculto no sangue e a forma com que nos conhecemos uns aos outros assim. Nesta parte me volta o gosto daquele sangue ralo, incoerente com imagens infundadas de orgulho ferido e megalomania indecente. Lembro inclusive de ter de ensinar os sentidos básicos a ele. O que me deixou desperto no sonho foi que ele me reconhecia, mesmo nunca tendo sabido de mim.
Talvez algo que tenha ido impensado no sangue do seu criador. E mais, ele conhecia meu nome oculto-sombra. Sabia que devia respeito e temor, sabia do meu próprio grande poder e conhecimento, era infantil até neste ponto. Estranho como ele sabia tanto de mim mas tão pouco do que havia se tornado, assombrando túmulos à vespertina, arriscando a si e a nós de forma tão brutal.
No mesmo sonho havia choro de criança, talvez uma das minhas muitas vítimas mas algo que me ligava ao ambiente.
Nunca fui ao estilo 'Carpe Noctem', diga-se de passagem, logo este caminhar por entre símbolos de minha passagem não me competem algo de glorioso. Au contràire, justamente me incentivam a me moldar com a nova era. Como já dissera, tenho uma grande dificuldade de esquecer velhos hábitos mas da mesma forma me adapto à nova necessidade. Por acaso alguém estipulou que para adquirir novos conhecimentos precisamos esquecer os antigos? Creio que não. Seria impossível, no meu caso.
Bom, no sonho eu ouvia, agia, ensinava, bebia e martirizava sentimentos aleatórios. Brincava com os medos dos vivos e ateava terror à tranquilidade dos mortos. Erra quem pensa criar uma linha entre o que há de vivo e de morto, eu sou a prova disso. Erra além quem acha que uma esfera não pode interferir na outra e erra brutalmente quem desconsidera o poder por si só, extrapolando todos os limites tangíveis. No sonho. Ou talvez real.
Tenho assumido um nome recente, não um formal eu digo, destes que costumo usar para poder caminhar de certo livre mas um nome que espelha algo que eu aprendi nesta vida corrente: Icelus, conhecida entidade grega do pesadelo, irmão de Phantasós e Morpheós e todos filhos de Hypnos (segundo Ovídio) ou de Nyx (segundo Hesíodo) - na minha concepção sobre deidades, ele é algo inato, oriundo ou derivado da própria inexistência e paralelo à Phobos e Deimos primordiais - e acho que este nome está me ajudando a entender o que se passa em meus sonhos.
Com base no que tenho visto e sentido, temo meu próprio futuro. Ecos de eras passadas me assolam e talvez por tanto aprender e tentar me incluir penso que estou adquirindo a maior -ou pior - consequência do carater humano, a Consciência.
O que mais me faltaria? Começar a amar verdadeiramente? No dia que eu me aproximar disso exijo ser castigado violentamente por todos os deuses que me servem!
Lembro claramente do medo ainda humano estampado na face do velho. Um velho comum, como se o ultimo recurso de um irmão tenha sido este, nada de especial. No sonho eu precisava revelar sobre nosso dom oculto no sangue e a forma com que nos conhecemos uns aos outros assim. Nesta parte me volta o gosto daquele sangue ralo, incoerente com imagens infundadas de orgulho ferido e megalomania indecente. Lembro inclusive de ter de ensinar os sentidos básicos a ele. O que me deixou desperto no sonho foi que ele me reconhecia, mesmo nunca tendo sabido de mim.
Talvez algo que tenha ido impensado no sangue do seu criador. E mais, ele conhecia meu nome oculto-sombra. Sabia que devia respeito e temor, sabia do meu próprio grande poder e conhecimento, era infantil até neste ponto. Estranho como ele sabia tanto de mim mas tão pouco do que havia se tornado, assombrando túmulos à vespertina, arriscando a si e a nós de forma tão brutal.
No mesmo sonho havia choro de criança, talvez uma das minhas muitas vítimas mas algo que me ligava ao ambiente.
Nunca fui ao estilo 'Carpe Noctem', diga-se de passagem, logo este caminhar por entre símbolos de minha passagem não me competem algo de glorioso. Au contràire, justamente me incentivam a me moldar com a nova era. Como já dissera, tenho uma grande dificuldade de esquecer velhos hábitos mas da mesma forma me adapto à nova necessidade. Por acaso alguém estipulou que para adquirir novos conhecimentos precisamos esquecer os antigos? Creio que não. Seria impossível, no meu caso.
Bom, no sonho eu ouvia, agia, ensinava, bebia e martirizava sentimentos aleatórios. Brincava com os medos dos vivos e ateava terror à tranquilidade dos mortos. Erra quem pensa criar uma linha entre o que há de vivo e de morto, eu sou a prova disso. Erra além quem acha que uma esfera não pode interferir na outra e erra brutalmente quem desconsidera o poder por si só, extrapolando todos os limites tangíveis. No sonho. Ou talvez real.
Tenho assumido um nome recente, não um formal eu digo, destes que costumo usar para poder caminhar de certo livre mas um nome que espelha algo que eu aprendi nesta vida corrente: Icelus, conhecida entidade grega do pesadelo, irmão de Phantasós e Morpheós e todos filhos de Hypnos (segundo Ovídio) ou de Nyx (segundo Hesíodo) - na minha concepção sobre deidades, ele é algo inato, oriundo ou derivado da própria inexistência e paralelo à Phobos e Deimos primordiais - e acho que este nome está me ajudando a entender o que se passa em meus sonhos.
Com base no que tenho visto e sentido, temo meu próprio futuro. Ecos de eras passadas me assolam e talvez por tanto aprender e tentar me incluir penso que estou adquirindo a maior -ou pior - consequência do carater humano, a Consciência.
O que mais me faltaria? Começar a amar verdadeiramente? No dia que eu me aproximar disso exijo ser castigado violentamente por todos os deuses que me servem!
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