1.29.2011

Goethe

"Eu sou o espírito que tudo nega" - Mefistófeles, em Fausto de Goethe.


Espero a Lua aparecer e continuarei... agora, preciso repousar.

A bientôt, mes ami.

Hematolagnia

Eu sinto sede de sangue, sim. Eu sinto fome e sinto sede.
Tenho a necessidade constante deste elemento, não só na sua forma pura como na transubstanciação ao que ele pertence.
Preciso sentir seu gosto metálico e sua cor carmim. Preciso sentir o aroma enérgico e ouvir a pulsação, ainda que extracorpóreo já em estado. O sangue fala comigo e ele me ensina. Ele me conta o que vocês foram e me mostra o potencial perdido, me faz conhecer seus segredos mais íntimos e algumas poucas vezes me mostra fatos que ainda não aconteceram. E que não vão acontecer mais quando su'alma parte.
Este ser etéreo que é o sangue participa de todos os ciclos essenciais à suas fundações e sempre é o item mais flexível, ele é sempre a janela que não é observada em constância. Ele é tanto alma quanto corpo e poucos elementos conseguem este feito.
O sangue é um veículo transgressor de ideias e simultâneamente é o caminho na qual ele mesmo viaja.
Ele pode ser culto ou ignóbil, ralo ou encorpado, carmim ou róseo, puro ou maculado. O poderio do sangue é mutável, varia de acordo com o apossado. Porém, todos estes me alimentam. Não julgo o sangue nem o invólucro, afinal são suas experiências que me acrescentam as informações que de forma leviana aqui expresso. É pelo sangue que conheço os fatos, muitos dos quais são lições deletérias que compenso.

No final, é a base do que ainda me mantenho e meu desejo de manter-me oculto.

Pinturas

Pois volto ao querer falar sobre mim. Como sou em suma e verdade.
E o receio me acompanha e digere minha peçonha. Não posso deixar que minhas próprias palavras me dilacerem.

É notório que os humanos temem sua própria existência? Poderá algum me responder esta questão? Eu temo o seu Medo. Temo o que fazem a si por esta inevitável subsequência de actos. Mas ainda existem alguns homens que negligenciam sua própria Felicidade para isso, como que antevendo alguma erradicação de educação e respeito mútuo. É algo irracional.

Conheço humanos que se diminuem e que pecam, cometendo exageros para proteção, algo paradoxal. Como se atacando é a melhor defesa e com isso se ferem desnecessariamente. Pior, não conseguem diferenciar uma briga por direitos e uma briga por deveres.

Humanos que não se permitem, homens e mulheres que não se entendem e que nesta confusão criam seus maiores medos como arma para seus limites. Mal conhecem este mundo e o atacam, rotulam, mesclam seus sonhos com esta realidade comum e da realidade mesmo, não participam. Homens que temem assumir seus papéis e que temem a alegria, a Felicidade, o Amor... Temem tudo que não conhecem integralmente esquecendo-se que, como humanos, nunca serão completos entendedores justamente por estarem presos à obra.

Uma pintura não induz à outra pintura a como proceder. Cada qual pertence a si mesmo e ao conjunto. Todas na alma do Pintor compartilham. Talvez os homens fossem maiores se vissem a si mesmos como pintores e não como obra, estática. Este pode ser o segredo.

Os animais evoluem a homens e os Homens seguem a evolução dos anjos, que por sua vez não evoluem mais. Não é complicado entender, assumo que é trabalhoso e leva um tempo considerável mas uma vez que se entende, não se perde jamais. E este conhecimento progride exponencialmente após iluminado.

Consequências

Começo agora a dizer palavras insanas de um coração corrompido...

Eu assumo que havia prometido não me apegar, mas não pude cumprir. Todo e qualquer mísero sentimento (chamo de mísero pela intenção e não pela intensidade) me trás à tona uma verdade absoluta e oculta: eu, como outrora homem, preciso de afecto.
Como se não bastasse, as imagens ainda me povoam a mente. Toda aquela Felicidade, Carinho, Consideração, Tudo explicitamente convocado, desde o começo, os planos, a dedicação, a vontade, a realização e por fim a concretização do que eu mais temia. Eu errei quando comecei isso desta forma, mas não quero redimir este erro encerrando meu trabalho. Preciso é manifestar de outra forma este empenho que ainda sinto em fazer com que tudo dê certo.

É deveras irracional pensar assim, agora, a esta altura mas não há outra forma. Não há mais músicas no mundo que aplaquem minha Fúria e nenhuma Graça ou Górgona que me mantenha inerte. E mais, é um fardo que eu decidi carregar sozinho.

Tu, em teu castelo, não sabe o que os imortais passam enquanto este vosso mundo prolifera gentilezas inescrupulosas e toma teu feito como simplório, não imaginando como isso pode ter impactado no coração pedregoso de uma alma pesada e insana como a minha. Tu, em teus trejeitos, não compensa qualquer intervenção que possa ser gerida ou que tenha sido coagida para os teus próprios méritos. Tu, em tua abstracção de sentimentos, não compromete-te a amar ainda mais a um desconhecido, tido como a criatura "mais incrível que conhecera". Tu, em tua distância dita segura, não recebe - ou não se permite - que meus hinos e louvores possam acalentar vosso coração confuso e reprimido. Tu, com tua obsoleta vida, não toma as rédeas e controla tuas atitudes, disciplina equívoca és o que segue e talvez tua mente liquefeita não admita a própria Felicidade desde que não esteja acompanhada com os ícones que conhecera e aprendera a assumir pra si.

Por um momento, pareceu-me reconhecê-lo de um passado breve. Tua alma, tua marca, teu corpo, tua intenção, tua vontade e tua subtil intensidade. Teu jeito temerário e desejoso de mim.

Neste exacto momento preciso controlar-me para não exagerar nos ditos e feitos, antecipando qualquer atitude ou me perdendo em caminhos desconhecidos. Todos os deuses conhecem minha atemporalidade e todos a temem. Eu mesmo a temo.

Poderia discorrer sobre tudo, a começar da criação e terminar na sua volta. Mas não devo, atento-me ao fato que narro.

Eu preciso de você. Não para constatação mas para minha própria segurança. Comentara sobre meu porto-seguro? Ele não existe. Melhor, ele sou eu e minha real distância do que persigo.

Eu realmente preciso de você.

1.27.2011

Slept so long

I've killed a million pity souls. But I couldn't kill you...
I've slept so long without you.

- and what i said about the sun's work is done!

1.25.2011

Mentiras e Basanos

Meus Basanos me mentiram!

Todos se aproximam do Corte.

Romeno








 Estivemos sempre aqui e sempre estaremos.


Lightspeed

Tenho uma vontade.
Poder me expressar sem fingimento ou ocultação de verdades. Preciso ser Eo e apenas Eo, mesmo sendo muitos e tendo como nome Legião. Não como a histórica, não, mas partindo do princípio de que sendo muitos e sendo único, posso ser o que quiser, onde quiser e a hora que quiser. Mas sinto isso, tenho a necessidade de escrever o que faço e falo, in veritas.

"In vinum, veritas."
Não me sinto à vontade mentindo ou sendo parcial. Mas sei que devo guardar alguns segredos só para mim. Fato. Penso, que mal seria se alguns homens e mulheres tivessem a real noção de que não são apenas eles e elas, aqui? Como se portariam diante disso? Exigiriam provas ou milagres? Entenderiam? Chegariam a um consenso sobre o que não conhecem? Rejeitariam?

Deito-me e levanto-me pensando nestas respostas mas assumo que mesmo com tanto tempo, ainda não cheguei a um veredicto.

Tenho uma vantagem: Tecnologia. Este veículo ao mesmo tempo me coloca próximo e infinitamente distante de todo e qualquer ataque direto. Ou de um agrado direto! Pois todos sabemos que o mau para uns pode ser o bem para outros.

Falando em segredos, ai vai um: eu não vejo em cores. Melhor, vejo somente uma cor. Carmim. E até esta está sendo tomado aos poucos. Não tomem como inverdade a única vez que a verdade desabrocha espontâneamente. Nas outras, ela é forçada a mostrar-se.

Continua..

Descumprindo Promessas

Ok.
Descumpri o que havia dito sobre o retorno da Inspiração. Mas ela me arrebatou durante a noite. Minha noite. Começou a fazer sentido que o silêncio é violento e que eu não estou mais esperando nada, de ninguém. Mesmo que eu esteja tentando quebrá-lo, não consigo. Não sei o que acontece, mas isso dói.
Mais uma vez apelo à Mnemósine: Tire-o de mim. Tire este Monsieur que me aflige. Por Lestan e pelos outros, este eu preciso que me permita fluir. Meu amor é líquido mas sólida é minha necessidade de sangue.
Me sinto queimando e queimando, você não?
Conquanto haja fôlego irreal em meu peito arquejante, antigo e vazio eu estarei esperando minha resposta. Pensei coisas impensáveis, tudo para trazê-lo de volta mesmo desejando sua partida.
É a ambiguidade de Hamelim, é o Canôn de Morgan e o Mito de Eco - Todos infundidos.

É ter a nítida vidência de que o universo realmente conspira, colocando em nossas mentes algo que não precisamos ou queremos, mas talvez o próprio universo não considere isso como afronta e sim como superação. Instigante, não? É uma mentalidade multidisciplinar, de origens diversas e catalisadas mas sem foco. Começo a ser lamexo, oras.

Não tento ser um deus maior do que já sou, mas estou cansado. Muito cansado, exaurido.

E no final de tudo isso ainda me resta apenas o silêncio, Harpócrates, meu venerável amigo. E não há Basano agora, deixarei que o próprio universo se encarregue de tudo. Não mexerei um Æon.

1.20.2011

Dracole Waide

Hie faght sic hangar ein graussemliche erschrockenliche hyrstorien,von dem wilden wutrich Dracole weyde wie er die leut gespist hot epraten un[d] mit den haubtern yn eine kesel gesotten.
Item er lies allen petlern ein gut mol geben.
Noch dem mol likes er sie in dem stadel dorynnen sy gessen hetten alle verbrennen. Er meynt sy essen den luten das yr umb suns tab und kunden das nit verdiene(n).

Basanos

Breve explicação: Meu conceito para meus Basanos é simples. Trata-se do meu meio de observar o Futuro e o Presente oculto às minhas vistas proximais. Outros chamam-no Oráculo, eu chamo-os Basanos, graças a ideia de um 'ange' que não convém citar. Nomes são irrelevantes em meu mundo, designações sim, estas são importantes. Mas, atenhamo-nos aos fatos.

Eis que meus Basanos me revelam algo lascivamente desejado:

- Le Roi d'Or et Le Valet d'Or: Le Hierofant avec Le Soleil nas mãos: Les Amants. L'Imperatrice caindo com La Force adiante. E o que vive por todo o século será L'Empereur.

Comme pourrait être possible?

Feitiços

Tentei colocar um Feitiço em vossa mercê, porém não houve êxito. O fato mais improvável aconteceu: penso que o mesmo feitiço tenha se voltado contra mim. Será que olhava nos seus olhos quando o fiz e tal fato explica o equívoco? Ou será que este já me acompanhava?

Contentar-me-ei com o que tenho? Meus pertences são menores porém eu me diminuo para que seja considerados superiores.

No campo da improbabilidade ainda me considero indelével. Temo que minha fuga seja deveras violenta e com toques refinados de tortura, reflexiva, destoativa mas nem por isso indesejada.

Sacrilège!

Posso fazer com que este ínterim dure para sempre ou posso corrigi-lo.

1.17.2011

Congruência

Penso em seguir o conselho do desconhecido. Não me basta escrever!

Contando que somente eu, em meus devaneios, acreditaria que meu blog atendesse à alguma expectativa alheia, pretendo encerrá-lo. Tudo que aqui deriva a naufrágio pode ser transubstanciado para o meio físico.

Caderno.

1.16.2011

Retirado de 'O Silêncio das Mariposas'

"A água. Sim. A fluidez, o mundo sem formas, a facilidade de adaptação aos meios. A água. Minha vida. Eu era um sentimento líquido, um amor líquido, incapaz de criar laços, raízes. Incapaz de amar alguém com todas as forças. Eu apenas me adaptava, criava laços fluídos de fácil assimilação com o único propósito de tentar me enquadrar ao meio e buscar preencher meu vazio. As pessoas transformavam-se em formas para minha liquidez e eu apenas me adaptava. Meu sorriso, minha incapacidade de mostrar minha face sem máscaras: eu era a água, a fluidez, o sentimento sem formas."

O silêncio das Mariposas por @julianoSchiavo

1.15.2011

Nuit

É.
É verdade.
Eu não durmo.

'I put a spell on you. You'll fall asleep. 
I put a spell on you... and
When i wake you i'll be the first thing you'll see, and
You'll realise that you loved me.'

1.11.2011

Firewall

Não está sendo suportável, não dá. Não tenho mais forças pra continuar assim. Não há. Nada mais consegue aplacar esta sede, e esta fome, e desfazer este cordão. Não há mais ar respirável ao meu redor e não há mais sequer vontade de fazê-lo. Não há mais gravidade e não há mais distinção entre Noite e Dia. Nada. Não há mais nada. Nunca pensei que poderia ser assim, não assim!
Não adianta mais esperar, sentado na Lua, por algo que não vem. Não! Nem perseguir, não! Nada!
Pelos grandes Æons que ainda emergem de mim, eu preciso de forças. Mais, eu preciso ser a força. Preciso me tornar indiferente a mim mesmo e renegar tudo o que tenho, para ser novamente Nada e como nada tentar ser algo. Tentar ser Æon ou Era. Nunca amaldiçoei tanto uma fraqueza como faço agora mas nunca imaginei que me seria tão necessário algo que eu mal compreendia. Vê! Como não compreender algo!
Oh que sei que não escrevo ou falo com coerência mas hei nome Ninguém e não faço mais buscas. Eu hei nome Cavaleiro e me afogarei no oceano, breve.

Firewall

Particularmente abalado, hoje.

 

Comments

Lembrem-se: aceito no blog comments do post, nada mais.
Lugar de papo é outro.

Yelo

Unwanagi pi lel e nita it' okab o' ta ye
Untapi it' okab o' ta
Na e kte ena òn hanska ohakap
Ni itansni a' u nita ni ihanke yelo

No more

Tenho uma estranha sensação de que não estarei mais aqui, brevemente. Tenho falado sobre isso mas não dado a devida razão.

Como acontece, minha história será conhecida pelo meu sangue.

Night

Estranha também minha ligação com a Noite.

Ela me persegue e eu gosto disso. Eu a persigo por vezes e sinto que ela também admira. Conheci há muito tempo um índio que se casou com uma estrela, se bem me lembro ela se chamava Evangeline e descendia de uma raça ariana. Depois do retorno precoce de Evangeline aos Céus, meu amigo índio chorou sem parar até criar uma poça de lágrimas onde durante a noite, Evangeline se via refletida.

Meio como Narciso havia feito antes por auto-proclamação no caso, meu amigo acabou se afogando na busca por Evangeline. Hoje, eu ainda aqui, consigo vê-la no Céu e vê-lo no Mar, juntos somente quando a noite cai. Ele ainda chora, evidente, e assim mantém o nível dos oceanos e ela ainda chora também, algumas lágrimas dela aqui na terra, estes brancos chamam de estrelas cadentes.

No fundo, sinto falta dos dois. Minha estrela não chora mais por mim, a única estrela que tive e que realmente amei. Eu, como meu amigo, choro. Talvez chore por ainda muito tempo, mesmo sendo ameaçado por mim mesmo, tentando não demonstrar minha fraqueza.

Na época, eu era chamado de Fazedor de Estrelas e meu amigo, Yelo.

Compose

Citei Lestan na postagem anterior e isso me gerou uma duvida: Lestan trata-se de ego, alter-ego ou super-ego?
Me pego pensando...

Lyric

Não sei se estou certo quando penso que mais facilmente me expresso com letras de músicas do que com palavras espontâneas. É impressionante a minha habilidade de me assemelhar com todo o contexto de algumas obras. Parece que as palavras fluem de mim e para mim, para tal deveria arrecadar todas para mim? Não. O direito de autoridade legal não me permitiria isso. Mas não podem me impedir de me identificar. Ou podem?
Passo mais tempo do dia com fones de ouvido do que em observação (sonora) do mundo. Consigo destruir equipamentos dos mais modernos pela minha insistência.

No exato momento eu ouço Disturbed e já pelo nome da musica haveria uma compreensão. Ou duas. Cada cena imaginada se entranha em minha mente fértil e é tragada, transcrita com os personagens da minha escolha e moldada ao que preciso. Coisa de super-ego talvez, não posso precisar. E não quero. Não sou o neuro-psiquiatra aqui, deixo isso com Lestan. Meu papel é dessocializar tudo e quem quiser que reconstrua.
Fim.

1.09.2011

1.06.2011

Instant

 Here i am, in my imerse world.

Invictus - Henley, W.E.

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconcquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find me, unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.

Bestia

Si Bestie fata frumusete...
"... e havia uma Fera e uma Beleza... Um dia a fera olhou a face da beleza. A beleza acalmou a fera. Desde esse dia então, a fera ficou a mercê da morte."

Concepção

Can You hear the Priest?

Chego a conclusão que estou agindo errado. Estimulando meu super-ego já inflamado a manter uma situação já definida. Estou lamuriando sem sequer notar que a vida de  um Ermitão me é vantajosa, como já conhecida. Viver em desapego de tempo e espaço, sentimento e ilusão, afeto e absolutismo acaba por vencer as barreiras, claro, contando com o pressuposto da flecha lançada não tem volta.

Pior do que evocar a vida do Ermitão é querer tirá-lo dela abruptamente. Fato. É sempre mais fácil entrar do que sair.

Preciso novamente conhecer o Princípio da Atemporalidade, como um tapete de areia que mescla-se com o vento. Perdi, não há volta e mesmo que houvesse o retorno não seria proveitoso. Péricles, o estadista, disse certa vez: "- Me engana uma vez e é vergonha sua. Me engana duas vezes e é vergonha minha" e acho que ele tem razão. Não se tece dois tapetes absolutamente iguais! Nunca!

Ego, alter-ego, super-ego..

Me resta concentrar-me em implosões para que o que me pertence seja contido em mim. Não mais exposto ou ridicularizado. Que possa ser feito em mim e terminado em mim, como um bom Fazedor de Estrelas que as guarda pra si - ou eventualmente expande-as até o macrocosmo - e que este Princípio volte a ser meu calcanhar.

Me perdoe pelo que fiz, nunca poderia ter sido intencional, mas eu errei e admito. Errei mais comigo mesmo do que poderia e meu erro exponenciou em meu Universo. Não adianta mais me reduzir para que meus bens pareçam maiores, meu maior bem e porto-seguro está partindo. Rumo ao Céu, não ao Mar.

Pelos deuses que me cercam do Céu à Terra, da Terra ao Mar e do Mar de volta à Terra, eu preciso.

Preciso me desvencilhar disso antes que minha ruína seja feita.

1.04.2011

Devaneios

Devaneio em epílogo pois o primeiro fora pensado..

É um abismo surreal o local em que me encontro. Eu vejo luzes e sombras mas não vejo os culpados, sinto cheiro de cerejeiras mas não consigo medir o tempo que uma pétala leva pra chegar ao chão e reflito em minha própria-obtida poça de sangue o quão fundo eu jamais pensei chegar.
Minha personalidade revira dentro de mim, se sentindo acuada e presa. E está certa!

Ide forma humana, ide.

1.03.2011

Recanto

Estou esperando aqui, fora dos jardins e o vento soprando vive em mim.
Eu encontrarei um local dentro da minh'alma para o escape do que preciso. Tornado maré pelas areias da Temperança.

1.02.2011

Lakotan

Me sinto como um lobo-deus sem rumo e sem habitat.
Me sinto só.
Me sinto como o doce orvalho desprendido de uma pétala venenosa.
Me sinto como uma lança banhada em sangue inocente.

Me vejo como um vagalume que se esconde na lua
com medo da Luz.
Me vejo vagueando no Horizonte, seguindo trilhas e lágrimas.

Me preencho com nuvens enquanto cavalgo,
Me deixo deitar sobre a relva fresca do topo da montanha mais alta.

Mas me sinto só.

1.01.2011

Cold

Cold / Static-X
Jonathan Davis 
 
We kiss
The Stars
We write
We are

Your name
Desire
Your flesh

We are
Cold
We're so cold
 
Your mouth
This words
Silence
It turns

Humming
We laugh
My head
Falls back

Cold
We're so cold
We are so
Cold
We're so cold


http://letras.ms/9wr

L'Ankou

L'Ankou é outra arma moldada a ouro e fogo. Outra personalidade indistinta de uma forma etérea cansada. É como me sinto, etéreo e cansado.

Revolution

"Eu começaria uma revolução se conseguisse acordar pela manhã!"

É minha atual sensação ao despertar e ver tanta inatividade e acalento de sentimentos pequenos. É debilitante ver a intenção de meia dúzia de Aeons em meio a uma multidão já massacrante de espíritos imundos e ínfimos.

Mesmo depois de cinco, seis horas...

Passion

E se acaso alguém me questionar por que ainda estou por aqui, responderei: minha intenção é ainda conhecer vosso mundo, para com o qual de meu jardim seja feito e erguido um Holocausto em minha presença e sobre mim.

Se pareço enojado com tudo que está acontecendo, não é miragem. É real.

Por pouco tempo...

Tired

Lástima sôfrega e indelicada. Minha fonte jorrante de lágrimas e augúrios. Conforme citado, este local é para o meu desapego.

Não me importo, a vida é louca e insana. De onde venho é segredo, pra onde vou é mistério. O que me mantém, não importa. Não há humano sequer que queira compreender uma existência intermediária já que mal se compreendem neste campo etéreo.

Tolos e trôpegos. 

Flames

"I've return.
From all Hells flames, i'm here."
Lioncourt, L.

Recomeço sem saber como. Minha intenção era começar a dividir as personalidades. Fato que L. Lioncourt existe tanto neste macrocosmo quanto qualquer outro dos conhecidos. Nada muda. Falar sobre mim, de mim, comigo, para mim ou ouvir. Nada muda.

Poderia eu ficar, poderia eu sair? Muitas dúvidas.

Estimulado pela crescente onda de fatos levianos e absolutos trago à tona novamente o real, o sensível, o imaculado e o sacrossanto L. Lioncourt. Uma personalidade que não se mantém por si só, precisando das outras para se alimentar e fazer de si um pilar.

Não há como ir, não há como ficar.
Pensar em proteger a Matéria Divina.

Ouve-se pouco e fala-se muito. Chega.