"- Agora, em meu próprio país, meus pés voltam a pisar.
O Ermitão saiu do barco e mal pôde se sustentar.
- Pergunte, pergunte Santo Homem:
O Ermitão esfregou a fronte.
- Fale - disse ele - diga que homem a mim está defronte.
- Embora esta carcaça tenha enrugado de tanta agonia, que me forçou a narrar meu conto, até que chegasse o dia.
- Desde então, a uma certa hora, a agonia retorna, e até o final desta narrativa, o meu coração chora!
- Eu passo como a Noite: de terra em terra. Tenho um estranho poder na fala.
- Assim que a face dele eu vir, saberei que deve me ouvir. E ensiná-lo é tudo o que posso pedir..."
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3.15.2011
3.03.2011
Talking
"- Chegou a hora" - disse a Morsa - "- de aprender sobre muitas coisas..."
Então, conforme havia dito, estou começando a me cansar novamente desta humanidade. Considero-me alimentado quando sou ermitão e vejo as situações do contexto externo, sempre. Canso com futilidades humanas, devaneios coletivos e esta maldita fólea de achar que todos somos iguais, quando não somos.
"Eu hei nome Ninguém e busco a consciência"
Esgoto-me ao ter de representar este papel. Canso de alguns 'amigos' e cansa-me a exposição. Meu momento pede a inanição mas acabo não obtendo êxito.
"Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente"
Colho o ensejo para afirmar que não, não gosto de todos. Não, não sou amigo de todos. Não, não sou amante de todos e menos ainda amado, pelo que vejo. Não, não quero toda esta atenção. Não, não preciso estar onde estou e Sim, eu nunca serei o que vocês querem que eu seja. Nenhum homem pode me alcançar e de onde estou optei ainda por não descer. Palavras estranhas, concordo, mas veja o contexto. Notem a particularidade do todo, não só os belos olhos claros. Enxerguem, em nome da sapiência dos deuses o que realmente é e fujam. Enquanto há tempo.
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