8.27.2011

Amar et Amorem, Animus x Animus c'est possible


Não me recordo se já alguma vez postei algo semelhante neste blog. Caso sim, reforço.


Do começo ao fim
De Aluisio Abranches

- Eu te amo

- Por que você me ama?

- Eu te amo porque você é meu. Te amo porque você precisa de amor, Eu te amo porque quando você me olha eu me sinto um herói, sempre foi assim. Eu te amo porque quando eu te toco eu me sinto mais homem do que qualquer outro.

- Eu também te amo.

- Por que você também me ama?

- Eu te amo porque quando eu te toco eu faço você se sentir mais homem do que qualquer outro. Eu te amo porque nunca poderão nos acusar de amor. Eu te amo porque para entender o nosso amor ia ser preciso virar o mundo de cabeça para baixo. Eu te amo porque você poderia amar qualquer outra pessoa, mas mesmo assim você me ama.


Neighbor


-- Farewell for a while. If i could not return, oh, dont you see ? --

8.25.2011

Corde Oblique - KunstWollen


É de uma beleza ímpar, tão absoluta e negligentemente doce que sufoca, dilacera e arrepia. Uma pérola e um lindo bordado.

Corde Oblique. Ouçam, KunstWollen.



Trapaças do meu amor - em quatro (pequenos) atos iniciais (iii)


I'm so tired of playing
Playing with this bow and arrow
Gonna give my heart away
Leave it to the other girls to play



Então vai haver um show de uma banda virtualmente desconhecida, amanhã, em um local não necessário de divulgação. Na noite de ontem recebi uma nota pedindo maior compreensão, no caso da minha síndrome de Otelo (citada anteriormente). Na nota havia uma sincera e humilde (preciso acreditar que seja assim) súplica, para que eu seja mais comedido no que falo e faço, não duvide mais ou questione e principalmente que tenha a paciência necessária para lidar com um humano. 
Confesso que não gostei, mas aceitei. E é o que tenho tentado fazer desde então. Tracei um paralelo entre o que é desvelo e o que é despreocupação, espero não infringir aléns.

Enfim, vai haver um show amanhã à noite.

E neste show, não estarei presente. Em partes porque seria um tanto quanto inviável e na maior parte porque não fui querido de companhia. 
Concordo que existam momentos de privacidade e momentos de empreendedorismo, claro, mas não gostei da situação. Não só fiquei de fora como precisei - a venenos amargos - aceitar que devia. Todo o desenrolo para o evento fora dado e me comunicado, apenas, talvez por cautela. Porém, não é só isso. Lembro que ainda que houvesse uma escolha, ela seria tomada assim. Porque não havia pensamento em minha pessoa hora alguma, sequer. Já era dado perdido minha participação ainda que mínima em qualquer contexto possível dentro do campo de escolhas e acasos. Não sirvo mais para isso.

Não acaba aqui. Este mesmo evento será parte inicial da comemoração de aniversário do, então, 'alvo'. 

Como aceitar que então, categorizando os is, não estou podendo participar de algo tão importante aos moldes mortais? Claramente fui expelido. Claro! 

Recordo da exata frase que dizia "- oras, mas não devo incluí-lo em tudo. Eu tenho a minha vida" proferida com um certo teor cáustico.

Concordo, temos as nossas vidas individuais e as nossas vidas compartilhadas. Talvez eu tenha omitido a minha vida pessoal em prol deste bem maior. Juro solenemente que não farei mais isso de agora por diante. Eu serei eu e não mais uma extensão de alguém que amo, apenas me valendo de que este amor seja eterno e/ou que me alimente. Tenho meus sonhos e eles serão cumpridos agora, não hesitarei mais. Não ficarei sem para dar a ele. Não mais. 

Juro solenemente.

-- Devo relembrar que a obra se trata de objetos meramente ilustrativos, não tendo então, relação com qualquer verdade absoluta, usado apenas para exteriorizar uma intenção.

In the middle way


Today, when i was coming back to my home, i saw a man. Looking another man, beyond the glass window.

That time i did not comprehend what was happening. Minutes later, i did. He was looking really beyond that man, he was trying to find himself there. Was a perfect man - the target - , i need to complete.

This makes me think, about my values.

Who i'm trying to be?

For i've been a man too long...

*

Síndrome de Otelo - Ou ciúme patológico


Escrevo apenas pelo que sou, e sinto. Tão obstante de me conhecer.

-- 
Todos nós cultivamos certo grau de ciúme (Almeida, 2007). Afinal, quem ama cuida. Mas, como este desvelo pode variar na interpretação de uma pessoa para a outra, de forma análoga, o ciúme também o variará. Portanto, desenvolve-se quando sentimos que nosso parceiro não está tão estreitamente conectado conosco como gostaríamos (Rosset, 2004). (+)

O conceito de ciúme mórbido ou patológico, também chamado de Síndrome de Otelo, em referência ao romance shakeasperiano escrito em 1964 ("Otelo – O Mouro de Veneza" de William Shakespeare. Em sua obra, o autor considera o ciúme como o "monstro dos olhos verdes". Nesta história, o protagonista Otelo, envenenado de ciúme pelo astucioso Iago, deixa-se levar por um ciúme doentio do seu melhor amigo com sua esposa, acaba matando a honesta, terna e doce Desdêmona) compreende várias emoções e pensamentos irracionais e perturbadores, além de comportamentos inaceitáveis ou bizarros (Leong et al, 1994). Envolveria muito medo de perder o parceiro(a) para um(a) rival, desconfiança excessiva e infundada, gerando significativo prejuízo no funcionamento pessoal e interpessoal (Todd & Dewhurst, 1955). (+) Nesta variação excessiva do ciúme há a possibilidade de algumas pessoas interpretarem conclusivamente evidências de infidelidade a partir de ocorrências irrelevantes, se recusam a mudar suas crenças mesmo frente a informações conflitantes, e tendem a acusar o parceiro de infidelidade com muitas outras pessoas (Torres, Ramos-Cerqueira & Dias, 1999; Vauhkonen, 1968). O ciúme patológico pode ser diagnosticado ainda que o parceiro considerado infiel realmente o seja ou o tenha sido (Kingham & Gordon, 2004; Soyka, Naber & Völcker, 1991). Dessa forma, segundo Kebleris e Carvalho (2006) o diagnóstico desta psicopatologia não está na avaliação dos fatos em si, mas sim na leitura realizada pelo indivíduo que acredita ter sido traído pelo parceiro. 

Ocorre, freqüentemente, que o parceiro infiel coloca o outro em dúvida de suas próprias percepções e memórias (Hintz, 2003). Conseqüentemente, o que mais incomoda ao indivíduo ciumento é seu parceiro negar a existência de outra pessoa e fazer com que acredite que ele está imaginando coisas e que sempre foi fiel. Há casos que, após o parceiro ciumento descobrir que de fato foi traído, irritar-se mais com a mentira, fazendo-o acreditar que ele próprio estava errado ou ainda mesmo doente por imaginar coisas do que a própria infidelidade. Dessa forma, a infidelidade pode não ser a pior coisa que o parceiro faça ao outro, ela é apenas uma das mais perturbadoras e desorientadoras porque é capaz de destruir um relacionamento, não necessariamente pelo ato sexual, aliadas as mentiras e segredos que passam a distanciar o casal.

Nas palavras de Mira y López: 
“Na realidade, o ser ciumento trava uma batalha consigo próprio, e não contra quem ama ou contra quem cobiça o bem amado. É no próprio núcleo do amor “ciumento” que se engendra a inquietação e cresce a biotoxina que o envenena” (Myra y López, 1998, p. 174).
 “O indivíduo ciumento permanece ambivalente entre o amor e a desconfiança de seu parceiro, tomando-se perturbado, com labilidade afetiva e obcecado por triangulações” (Hintz, 2003, p.48). 
Pessoas ciumentas podem se tornar obsessivas com detalhes de seus rivais (Guerrero & Afifi, 1999). Tipicamente a pessoa ciumenta precisa de constante reafirmação de seu amor-próprio. Em geral, esta desconfia de seu próprio valor e, por isso, tende a julgar que não é tão importante e nem bastante amada.

(+)
--

* Prof. Thiago de Almeida é psicólogo e pesquisador do Instituto de Psicologia (USP) - Departamento de Psicologia Clínica e autor do livro “Ciúme e suas conseqüências para os relacionamentos amorosos” (disponível pelo site: http://www.editoracerta.com.br/ciumes.asp).

8.21.2011

Trapaças do meu amor - em quatro (pequenos) atos iniciais (ii)


Continuando.


-- Deuxième Acte:

Não escrevo para dizer como sou ou o que sou. Escrevo para para provar a mim mesmo que posso ser o que quero.
                                                                                                                                    L.L.

Este segundo ato começará diferente. Mostrará como as coisas acontecem sem que precisamos saber da importância delas.

Eu choro. Choro como a noite quando não antecede o dia. Choro como a alma perdida em busca ao Nirvana, encontrando apenas outras almas dilaceradas no caminho. Choro como a cobra que protegeu Buddha. Choro como a mãe do Cristo quando o viu na cruz. Choro como o povo hebreu, enquanto dançava pelo seu Espírito Santo, no êxodo.
Principalmente, choro como o vampiro que ainda não se adequou ao mundo.

De repente me sinto como em queda livre, tento me agarrar ao que não vejo, apenas confio, e, não consigo. Não quero fechar meus olhos, por medo do que posso encontrar.

E vós nunca vedes isto?


-- Fin du Deuxième Acte

Trapaças do meu amor - em quatro (pequenos) atos iniciais


Começarei agora uma série de pequenos contos sobre as peripécias diárias de uma vida humana compromissada - como - técnicamente - ainda é meu caso.



-- Premier Acte:

A sexta-feira começara tranquila mesmo após um sonho perturbador. Como havia iniciado a semana, acordara cedo para encaminhar-se ao trabalho. E o fez. A viagem acabou sendo um tanto quanto extensa, mas enfim, chegou. Passou o dia a entender as minúcias do novo trabalho e como sempre, se superou e recebeu os méritos verbais por isso.

O dia transcorrera como de costume. Houve café, almoço, água, conversa e até um sorriso ou outro. Durante este dia ele telefonou para o seu amor. Perguntou se não poderiam se ver após o curso que este amor fazia (Francês - Aliança Francesa). Ficou acordado em partes a possibilidade mas nada definido ainda.

Então, o dia terminara no trabalho, ele se despedira dos 'colegas' e pela necessidade do contacto, acabou indo ao encontro do amor, mesmo sem nada definido ainda. Pegou a chave do carro, pensou na intenção e foi. Pegou engarrafamento na pista expressa, como de costume. Apenas pensara no amor durante toda a viagem e após uma hora e meia, estava no bairro.
Dali telefonara novamente para o amor e sinalizara sua chegada. Enfim, após mais uma hora de espera eles se encontraram. Dirigiram-se ao shopping mais próximo (Botafogo Praia shopping) e andaram a esmo, apenas admirando um ao outro. Entraram na loja de conveniência e compraram chocolates. Logo saíram e andaram à orla. Era uma perfeição tudo o que acontecera e até ali, o protagonista jamais pensaria que algo poderia dar errado. Na vida. Nada era tão imediatamente perfeito.

E voltaram ao ponto inicial já na intenção de retornar à casa (respectivamente, já que ainda não moravam juntos).

Até a metade do caminho tudo corria bem - um adendo. No entanto durante uma conversa sobre os planos do dia seguinte, precisou-se do uso do telefone do protagonista para uma ligação para a amiga do amor, i.e., 'do falado'. Neste momento o protagonista não hesitou e cedeu.

Para efeito de entendimento, está acá uma saliência na história: há algum tempo passado, este que vos escreve em troisième personne cometeu uma infração gravíssima. Manteve conversas paralelas e um dia fora descoberto, diretamente pelo telefone. Muito se falou e muito se desculpou, acabou tudo bem e houve uma promessa para nunca guardar mais segredo. E tem sido assim. Logo, não há mais o que esconder ou temer.


Então, a ligação fora feita. Ou melhor, não se concretizou por impossibilidade técnica.

> Salto para a parte que choca >

Este protagonista então pediu o telefone do seu amor e este hesitou, visualmente expressivo e temeroso. 

O que havera portanto? O hesitante agora fora quem? O que há escondido? Haveria uma trapaça neste ponto? O que eu perdi? O que eu ganhei com esta ocorrência? Devo questionar? Como proceder?

E após isso, o dia se desvencilhou da felicidade que havia.

Outra saliência: este mesmo amor, outrora, havia contado história sobre um compromisso desfeito pelo mesmo motivo, mensagens paralelas.
 

-- Fin du Premier Acte


Nota une do autor: Toda situação aqui vivida pode ter sido fruto da destreza de um escritor, querendo exteriorizar um sentimento, logo, não cobrem a veracidade da história.

Nota final do autor: Não quero opiniões nem leituras, apenas precisei me expressar. Logo, não me deixem saber que estiveram aqui ou a vengeance será brutal.



8.16.2011

Decisões

-- escrito em 17.08.2011 às 00:45hs --

Uma nova vida terá início amanhã. O raiar de um novo dia comum me tomará por decisões. Muitas, inclusive. Todo um futuro promissor - ou desastroso - será determinado. Há um peso, há uma pressão, há uma vontade enorme de vencer e conseguir tudo e mais o que mereço. E sempre mereci.

Lutarei ao lado dos deuses para ter a certeza que preciso, vigiarei e estarei atento ao meu redor e tudo o que pode influenciar. Não estarei sozinho nisso, é minha garantia. Conto com as intenções e votos dos que estão comigo. Eles me querem vencedor tanto quanto eu me quero ver assim. O que eu ganho eles ganham. O que eu serei será refletido neles, integralmente e completamente em todos os aspectos.

Confesso que hesitei ver o futuro hoje, por medo de influência externa. Ou talvez já em minha essência eu pressinta o que irá acontecer e que decisões acabarão sendo tomadas. Não sei. Apenas desejo que meus passos sejam guiados por aqueles que me protegem e que lutam ao meu lado. Desejo que minhas atitudes sejam comedidas e que eu não seja meu maior inimigo quando precisar falar com os outros. Não estarei sozinho e agradeço por isso.

Post scriptum: esta nota será postada quando nenhum mal puder me afetar mais, por isso está sendo programada. No momento que vier à tona, já será feito o futuro em presente. Não temo, mas prefiro a garantia. É que no momento preciso falar, comigo mesmo, desta forma como sempre fiz. 


8.13.2011

10.000 miles - Mary Chapin Carpenter

Fare thee well
My own true love
Farewell for a while
I'm going away
But I'll be back
Though I go 10,000 miles

10,000 miles
My own true love
10,000 miles or more
The rocks may melt
And the seas may burn
If I should not return

Oh don't you see
That lonesome dove
Sitting on an ivy tree
She's weeping for
Her own true love
As I shall weep for mine

Oh come ye back
My own true love
And stay a while with me
If I had a friend
All on this earth
You've been a friend to me

Adeus a ti
Meu verdadeiro amor
Me despeço por um tempo
Eu estou indo embora
Mas eu vou estar de volta
Embora eu esteja a 10.000 milhas

10.000 milhas
Meu verdadeiro amor
10.000 milhas ou mais
As rochas podem derreter
E os mares podem queimar
Se eu não conseguir retornar

Oh você não vê
Aquela pomba solitária
Sentada em uma árvore de hera
Ela está chorando por
Seu próprio amor verdadeiro
Como irei chorar pelo meu

Oh vinde de volta
Meu verdadeiro amor
E fique um tempo comigo
Se eu tivesse um amigo
Em toda esta terra
Você foi um amigo para mim

Listen the song here.

8.12.2011

Cor


Eu sou vermelho.
Vermelho como o sangue que verte de vossas veias. Como o olhar do lobo no plenilúnio. Como a mão da virgem quando se encontra. Como as vestes do dragão escondido. Como a espada do anjo do abismo.
Como um coro de vozes atormentadas em violinos estridentes, sôfregos, de tanto ajudarem a construir este mundo.
Vermelho como um altar, como um holocausto antepassado. Vermelho como a imagem da consolação. Como o corno do que habita a não-luz. Vermelho como a dor do pastor.
Como a maldição do sol ao decair o crepúsculo.
Como a escama do peixe-koi devorador de almas. Como uma serpente de flamas. Labaredas de lágrimas na face do demônio. Vermelho como você não imagina que eu seja e nunca me mostro.
Vermelho como nunca pude ser.
Vermelho como me rejeito, sempre.


The Macabre and the Beautifully Grotesque


E não pode haver perfeição tão igual.
Eu ouço minha própria alma entre o coro de vozes funestas. Eu choro quando eles choram.
Eu mataria por estas vozes. Para tê-las comigo sempre.




The viewr http://www.facebook.com/grotesqMB

8.10.2011

Mundo X Percepção


Este não é o mundo que você deseja, mas é um mundo que eu posso dar-te, integralmente, sem escolhas ou renúncias ou ainda devaneios inconstantes. Martirizo-me por só ter este para oferecer mas reconsidere: é o melhor mundo que você poderia ter pois nele encontra-se todo o amor que houver nesta vida, essencialmente, expresso da melhor forma possível para engrandecer e tornar digno o carinho que me é manifestado quando em sua presença. Este é mundo que adaptei para que nossas conversas sejam eternas, nossos sorrisos sempre os mais puros e cristalinos, nossos choros condensados em vida para a natureza, nossas almas entrelaçadas, o calor sempre presente e calidamente apreciado, o aroma sempre o mais doce, o andar sempre seguro e as decisões sempre íntegras. Não é um grande mundo em extensão, mas é o maior mundo moldado em entrega que se pode ter. Não é um mundo tampouco etéreo, na verdade ele será bom enquanto durar. Enquanto quisermos que ele dure. É um mundo onde nos vemos sempre, nos tocamos sempre e sem medo, satisfazemos nossos desejos desde os mais singelos e sempre somos o que queremos ser. É o mundo que não nos mede. É o mundo que nos aceita. É o mundo que precisamos agora mas é o mundo que irá nos esperar o tempo que preciso for. E que irá nos seguir para todo o sempre, nos desejando.

Em suma, este mundo é meu coração ofertado a você, meu maior amor.


Reforma


Encontro-me em dúvida sobre como as coisas são ou deveriam ser. Enquanto não me decido, oponho-me ferrenhamente a qualquer tipo de expressão.

8.09.2011

Caráter - ou o preceito injustificado



Confesso que não tenho um caráter digno de um anjo.

Vejo as pessoas e suas atitudes como eu vejo a mim mesmo: sujo, impuro, intempestivo, maleducado, supérfluo, corrosivo e desleal.

Espero das pessoas o que eu mesmo faria por elas. Penso que elas me traem, abusam, sou injustiçado, rejeitado, tachado como promíscuo, arrogante. Acredito sempre na maldade maior, nunca em um bem, seja ele de qualquer natureza. A cada instante maquino (é esta a palavra tantas vezes ouvidas anteriormente) um golpe alheio ou interno. Nunca acredito nas pessoas, sempre as imagino do jeito que inicialmente eu esperava. Não confio nelas mesmo, porque talvez, eu não confie em mim.

Não acredito em uma palavra sequer quando me dizem. Nunca mesmo.

Como eu já disse anteriormente, sou um 'Precog'. Logo, eu sempre sei o que as pessoas fazem, pensam, agem e sentem. Mesmo que elas mesmas não saibam. Então se a informação não procede por que eu sei a verdade, não acredito quando ouço. Nunca, ninguém antes, me enganou. Eu sempre sei. E neste quesito, eu nunca me enganei. Tenho dificuldade em acreditar nas pessoas, indiferente do carinho que sentimos uns pelos outros.

E eles sempre mentem para mim, mesmo que eu peça e mesmo que implore. Eles mentem para mim achando que eu não sei da verdade, mas eu sempre sei. E se permito que minta de novo é porque ou me importo muito ou porque sou indiferente. Mas eu sempre sei.

8.07.2011

Parce Qu'on Vient De Loin

Corneille

Nous sommes nos propres pères
Si jeunes et pourtant si vieux, ça me fait penser, tu sais
Nous sommes nos propres mères
Si jeunes et si sérieux, mais ça va changer
On passe le temps à faire des plans pour le lendemain
Pendant que le beau temps passe et nous laisse vide et incertain
On perd trop de temps à suer et s'écorcher les mains
A quoi ça sert si on n'est pas sûr de voir demain
A rien

{Refrain}
Alors on vit chaque jour comme le dernier
Et vous feriez pareil si seulement vous saviez
Combien de fois la fin du monde nous a frôlés
Alors on vit chaque jour comme le dernier
Parce qu'on vient de loin

Quand les temps sont durs
On se dit : "Pire que notre histoire n'existe pas"
Et quand l'hiver perdure
On se dit simplement que la chaleur nous reviendra
Et c'est facile comme ça
Jour après jour
On voit combien tout est éphèmere
Alors même en amour
J'aimerai chaque reine
Comme si c'était la dernière
L'air est trop lourd
Quand on ne vit que sur des prières
Moi je savoure chaque instant
Bien avant que s'éteigne la lumière

{au Refrain}

Jour après jour
On voit combien tout est éphémère
Alors vivons pendant qu'on peut encore le faire
Mes chers

{au Refrain}

Tradução

Somos nossos próprios pais,
Tão jovens e ainda tão velhos, que me faz pensar, você sabe.
Somos nossas mães,
Tão jovens e tão graves, mas vai mudar.
Passamos o tempo a fazer planos para amanhã.
Como o tempo passa e nos deixa vazios e incertos.
Você perde muito tempo com o seu suor nas mãos e pernas 
de uma casca
Qual é o ponto, se você não tem certeza de ver amanhã
Um nada ?

{Refrão}
Então, vivemos cada dia como o último
E gostaria que você soubesse
Quantas vezes o fim do mundo chegou perto.
Então, vivemos cada dia como o último
Porque venho de longe

Quando os tempos estão difíceis
Nós dizemos: "Pior do que a nossa história, não existe"
E quando o inverno dura
Dizemos simplesmente que o calor voltará.
E é fácil assim.
Dia após dia
Nós vemos como tudo é efêmero
Mesmo no amor
Eu gostaria de cada reino
Como se fosse o último
O ar é pesado demais
Quando você viu apenas sobre a oração
Eu saboreava cada momento
Muito antes de a luz se apagar

{Refrão}

Dia após dia
Nós vemos como tudo é efêmero
Então vivemos enquanto ainda podemos fazer,
Meus queridos.

{Refrão}

Minha promessa


"Ci sono frammenti
che spazzano via
gli interi."
Corde Oblique - My Promise 

Não adianta dizer o quanto eu te amo, qualquer que seja a conjuntura das palavras não será tão digno dizer. Ou pensar. Talvez - não, é certo - apenas sentir já basta. Basta para mostrar de todas as formas expressáveis possíveis o quão grande pode ser. Não é somente amor, é tudo mais o que ele retribui. É presença, constância, verdade, companheirismo, sedução, fidelidade, compreensão, virtude, fundamento, cultura, aprendizado, mutualidade, espírito, corpo, alma, sangue, presas, vítima, predador. É tudo o que sou, essencialmente. É o que eu ainda posso ser, integralmente. É mais do que já fui antes, vazio.

É ouvir música onde há paixão, cor. É sentir calor na Rússia Setentrional em pleno inverno. É se recordar de quantos idiomas fala mas não achar em nenhum deles sequer um espelho do que precisa dizer. É ser tolo, boçal, incauto, apaziguando seu lado soberano divino.

Amar é ser e estar, amar nem sempre é ter.

Faz dois séculos e meio que não toco em meu violino, pois ele havia se perdido há outro tanto tempo. Lembro-me do tempo em que pleiteava atenção pois tudo o que eu tocava era desarmonioso, nefasto, pútrido em ação e reação. Tudo antes era como uma película em preto e branco, num mundo carmim e opulento de cores douradas brutalmente esculpidas. E passado este ínterim, eu toco virtudes e amores, sejam eles retribuídos. Lecionei a Orphíos e aprendi com ele, mas isso é mais antigo do que quero mostrar agora e não convém (mesmo que havera prometido esta história). Meu violino era parte de mim, era a minha séptima asa.

Os dias não são tão efêmeros quanto eu pensara, mas, as flores ainda nascem e murcham. Hoje, eu vejo que é necessário. Certas intenções precisam de seu eflúvio mortal para que outras floresçam. Para que eu floresça!

Nove vezes nove eu definhei e cai. Dez águias de tempo se passaram até que me reestabeleci. Leões, águias, peixes, visco, vitríolo e dragões vermelhos e verdes - Todos estes são meus amigos. Meu amor é meu amigo. Nós somos um e somos todos.

Tento dizer o quanto te amo, não sei se consigo. Tento mostrar meu valor diariamente, espero estar sendo o bastante. Mas lembre-se, não sou apenas o que vê.

8.06.2011

Harry Potter - E o que este mundo me fez

Pensei em como relatar este absurdo aqui.


Dizer como um inocente programa entre amigos poderia me gerar tamanha extroversão de sentidos. Farei um breve resumo histórico do que houve e então partirei para as devidas conclusões e antecipações.

No dia sete de Julho começou um mega empreendimento: Maratona Harry Potter, nos cinemas Cinemark (mais especificamente no cinema Downtown - Barra da Tijuca) onde exibiriam os sete filmes anteriores ao que estava para ser lançado, um por noite, logicamente durante sete noites. E somente após, os espectadores que cumprissem a exigência de assistir os sete filmes seriam recompensados com uma entrada extra para a maior apresentação já esperada: O lançamento do ultimo filme da franquia, numa première que contaria com um dos atores em pessoa, no Morro da Urca.
Bom, para acompanhar e proteger meu amor e uma irmã querida, achei por bem participar de parte deste projeto. Lutei bravamente contra meu orgulho e parti a assistir então os 3º, 4º e 7º filmes com eles.

[Passo no Tempo] Neste momento inicial, quando na chegada ao 3º filme confesso que já me espantei. Eu estava sentindo uma euforia, uma intensidade e uma ansiedade pouco vista antes. Talvez parte devia aos fãs (de verdade) que se encontravam, vestidos a caráter com seus personagens e trocando informações. Ainda contra meu orgulho permaneci. E a experiência não pôde ser mais maravilhosa. Somente tive noção disso quando, ao sair, comecei a sentir falta do período que havia passado ali. E realmente me doeu deveras - confesso agora. Para o 4º filme já fui mais estimulado, sem demonstrar claro. E novamente, talvez ainda mais explosivo, eu senti aquela vibração boa, repassada de uma forma tão sublime que me envergonhei do sentimento inicial. Este dia ainda se completou pois passei o restante da noite em amores e cumplicidade. Se eu cogitei haver perfeição na vida, ali estava ela.

Dois outros dias se passaram, até o então 7º e último filme antes do lançamento. Neste período eu já me mostrava bem interessado e colocado no assunto, buscava por informações de pessoas e histórias e me emocionava a cada segundo, com o amor que aqueles jovens desprendiam à obra. Era palpável o carinho que sentiam uns pelos outros pelo simples fato de compartilharem aquele gosto. Era visual e emocionalmente perturbador pela mesma beleza.

E eu me entreguei.

No último dia eu já não me aguentava em expectativa. Precisei - novamente confesso e com prazer - que precisei de artimanhas um tanto quanto ilegais para assistir o filme. E eu o vi e chorei escondido e me arrependi pelo julgamento que havia feito da obra. Realmente me arrependi. Nesta mesma noite, compartilhei com meu amor a hospitalidade de minha irmã e a noite se completou perfeita. Não havia mais onde eu me colocar dentro de mim, mesmo evitando demonstrar. Alguns percalços aconteceram, lógico, mas todos reversíveis.

Foi uma das mais belas semanas que já passei, indubitavelmente.
E desde então meu interesse tem aumentado. Lógico, os que eu acompanhei presenciaram o grande lançamento, apareceram e desabrocharam, foram felizes em suma. E feliz eu fui ao vê-los felizes.

E desde então meu interesse tem aumentado. Insisto. Exponencialmente aumentado. Me integro agora às redes em busca de informações, me faço presente em eventos e reuniões que falem do assunto, gosto de estar, gosto de sentir, gosto de ver pelo prisma que eles viam já há algum tempo e eu deixei passar. Lamento hoje não ter me permitido antes. É um mundo maravilhoso a se conhecer e não falarei mais por que ainda não posso, deixarei para mais adiante.

Me permito agora, vendo tanta gente boa apreciando e sendo felizes por isso. Meu amor, minha irmã de sangue, minha irmã de alma, meus amigos, conhecidos, desconhecidos. Todos. Todos se apegaram muito antes de mim e eu somente agora notei a beleza essencial que esta obra representa. Estou fantasticamente feliz por ter tido tempo de conhecer, agradeço a eles por isso.

Muito obrigado Thales, Taynann, Jane e Carlinhos. E muito obrigado Marister, Daniê, Filipe e outros tantos que estiveram presentes. Mesmo, devo a vocês uma nova e bonita fase de minha vida que começou naquele dia em que chorei, apreciando antes a psicologia fantástica. E depois a emoção em si. E sabe, ainda choro. Pelo que perdi, pelo que estou conhecendo e pelo que ainda terei, mesmo que tecnicamente a história tenha acabado dos meios literários. Quando é bom, a gente guarda para sempre.

Longa vida, Harry Potter. E obrigado, pelo que você me trouxe e pelo que pode aproximar ainda mais de mim, a mim, com os outros, que são eu mesmo.