Mostrando postagens com marcador Incubu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Incubu. Mostrar todas as postagens

3.29.2011

Vergonha, Inveja e Raiva

Confesso que me sinto envergonhado ao revelar algumas de minhas fraquezas e inveja é uma delas.

Eu observo como as pessoas ditas normais conseguem estabelecer uma associação com seus semelhantes tão amistosa, fidedigna e sem recompensas e isso me é estranho em essência. Eu perdi o ponto Linear onde os homens aprenderam isso? Provavelmente. Muitos ainda não sabem se comportar mas os outros parecem não se importar, também. É mais comum a reunião nos dias de hoje? Talvez. Talvez seja por ajuda do veiculo que eu mesmo agora uso.
Não.
Tenho certeza de que não é só isso já que eu estou presente na sua maioria mas ainda não consigo perceber meu papel entre eles. Pode ser por incompetência minha? É certo. Neste mesmo ponto que os homens aprenderam que estão juntos, nós, aprendemos a nos separar. Passado este tempo eu lamento.
Lamento estar sendo ainda responsabilizado por algo que tenha feito há muito tempo. Consolos? Era minha opção, na época. Não é mais. Não há como reverter?

Conjuntamente a esta inveja surge a raiva, ocasionada pela imaterialidade do que possuo de concreto para ser barganhado com quem quero. O que poderia eu oferecer além de histórias antigas e um amor embolorado? Mais conhecimento? Ninguém mais preza conhecimento e não se trata de um ephebós e seu mestre. Trata-se de uma figura masculina em busca de toda e qualquer espécie de prazer que possa ser oferecida neste terra, seja ele sexual, amoroso, humano, organoléptico ou neurossensorial estimulável.

Vejo simples gêneros de vida que valem tão mais do que eu sempre tive. Belos e jovens expressionistas atuais que mesmo não conhecendo seu passado conseguem estipular um paradigma para si tão avant-garde, como fazíamos. Rapazes que estão aprendendo a viver mas já com um absolutismo fascinante, com uma virgindade que me excita deveras mas com uma sede que eu não posso aplacar. Não sem revelar um pouco de Les Mystères, coisa que não posso ainda.

Eu, irmãos, tenho entre os meus, lindos exemplos destes jovens que eu falo. Um ou dois sempre preenchem meus pensamentos nos momentos de ostracismo. Fato que eu desejo este um ou mesmo os dois, porquoi non? E mesmo considerando que eles não exigiriam nada em troca talvez eu me considere no dever, já que meu interesse começa na vergonha e parte para a raiva, culminando no real desejo de consumação. Torço para que seus deuses nunca os permita estarem comigo, seria letal para ambos.

Eu não tenho a quem apelar já que sou meu próprio deus.

Ephebós: aquele que atingiu a puberdade, moço,
moço entre os dezoito e os vinte anos de idade, que, em muitas cidades-estado da Grécia antiga, recebia instrução militar e treino de ginásio, como preparação para a cidadania plena.

3.14.2011

Incubus

   Debaixo da tua pele estarei a tornar-me prazer, que te faça uivar. Com meu hálito gelado em vossa mão e minha mão em teu corpo, matarei nossa sede um do outro. Mesclado com Luxúria deitar-me-ei a ti por sob a Lua suave ou o Sol escaldante do Deserto. Invadirei tua alma e a farei cair diante da fúria que ascende a minha raça e com cálidos beijos te mostrarei o quão bom é ser quem sou. Elevarei meu espírito, para que ele possa acompanhar o Ciclone que tu te tornarás em meus braços. Tomarei os sorrisos dos outros e os farei nossos. Te farei gritar meu nome aos Sete Ventos Primordiais e eles serão testemunhas que seremos amantes, sempre. Com meu mistério esconderei o teu e unidos um ao outro seremos Tempestade, mataremos o que é sagrado e beberemos dele, um doce aroma exala da nossa união. Meu gosto se mistura ao teu sobre nossos corpos. Deixe que meu corpo com contornos rijos fortaleça teu ego, que meus olhos beijem tua boca e tua boca torne me vosso Homem. Permita que eu lhe mostre minha sabedoria e te revele os fundamentos de necessidades antigas, o jogo começa. Como uma Maré errante, tu pedirás pra ir mais além, sempre mais adiante e levar-te-ei. Alimenta-me do teu sangue como um sifão, esconde nas sombras o desejo de consumir-me por inteiro, pretende reinar ao meu lado por mil anos. Acompanhar-te-ei até onde nossos corpos e nossas almas comecem a mexer com a ira dos deuses...