9.23.2011

Hallelujah - Jeff Buckley




I heard there was a secret chord
that David played and it pleased the lord
but you don't really care for music do ya?
Well it goes like this the fourth, the fifth
the minor fall and the major lift
the baffled king composing hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Well your faith was strong but you needed proof
you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew ya
she tied you to her kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the hallelujah.

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Baby I've been here before
I've seen this room and I've walked this floor
You know, I used to live alone before I knew ya
And I've seen your flag on the marble arch
and love is not a victory march
it's a cold and it's a broken hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Well there was a time when you let me know
what's really going on below
but now you never show that to me do you
but remember when I moved in you
and the holy dove was moving too
and every breath we drew was hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Well maybe there's a god above
but all I've ever learned from love
was how to shoot somebody who outdrew ya
And it's not a cry that you hear at night
it's not somebody who's seen the light
it's a cold and it's a broken hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
...


Aleluia


Eu soube que havia um acorde secreto
Que (Rei) Davi tocava, e que agradava o Senhor
Mas você não liga muito para música, não é?
E assim vai como a quarta, a quinta,
O acorde menor cai, e o acorde maior sobe,
O rei frustrado compõe Aleluia

Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluia

Bem, sua fé era forte mas, você precisava de provas
Você a viu tomando banho no telhado
A beleza dela e o luar arruinaram você
Ela o atou à sua cadeira na cozinha
Ela destruiu seu trono, e cortou seu cabelo
E dos seus lábios ela tirou um Aleluia

Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluia

Querida, eu já estive aqui antes
Eu vi este quarto, eu andei neste chão
Você sabe, eu vivia sozinho antes de conhecê-la
E eu vi sua bandeira no arco de mármore
E o amor não é uma marcha da vitória
É um frio e sofrido Aleluia

Aleluia, Aleluia, Aleluia

Houve um tempo em que você me dizia
Tudo o que realmente acontecia
Mas agora você nunca me mostra, não é?
Mas você se lembra quando eu entrei em você
E a pomba sagrada também entrou
E todo o suspiro que dávamos era um Aleluia

Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluia

Talvez haja um Deus lá em cima
Mas tudo que eu já aprendi sobre o amor
Era como atirar em alguém que desarmou você
E não é um choro que você pode ouvir de noite
Não é alguém que viu a luz
É um frio e sofrido Aleluia

Aleluia, Aleluia
Aleluia, Aleluia
Aleluia, Aleluia
Aleluia, Aleluia

Pausa (iii)


Descumpri a sentença que havia determinado na nota anterior: voltei às redes sociais. Não considero como fraqueza, apenas senti que meu foco era desvirtuado.
Minha raiva não era com a exposição, mas essencialmente com alguns poucos que manipularam minha mostra com desdém e uma invariável descrença e antipatia.

Well, i'll continue.

9.21.2011

Pausa (ii) Talvez


Talvez na busca por algo que citei na nota anterior, acabei me desvencilhando de minha vida social digital. Por um tempo, para sempre, ainda não sei.
Gostaria de ter a força necessária para que fosse para sempre, vejamos.

Por hora, é o que não posso oferecer.

Mas ao blog sim, continuarei a alimentar. Neste espaço eu digo o que quero e não preciso aceitar o que não quero.

Pausa


Pensei em escrever algo, não sabia o que poderia ser. Dizer que o dia hoje reservara surpresas para mim é redundante, cada dia é sempre novo. Falar sobre como fui ovacionado diante de uma classe, seria pedante. Não?

Mudando a concepção, falar sobre minha intrínseca reprovação aos atos alheios seria forçado demais. ( Pausa: o telefone vibrou. Pensei ser ele. Engano )

E enquanto eu pensar que a história escreve a si própria estarei seguro?

Continuo acreditando que a qualquer momento o telefone vibrará com uma boa nova. Talvez seja apenas ele, que eu tanto amei - e amo - dizendo que tampouco este amor mudou.


9.20.2011

Constrangimento


‎"Sua existência exige do mundo melhores peles, melhores líquidos, melhores pelos. Você constrange a humanidade só de respirar."

Foi com estas palavras (dirigidas a mim, por minha doce e especial irmã) que eu despertei para o mundo hoje. Melhor, além de despertar eu quis o mundo. O quis como não havia quisto ontem, anteontem e na semana passada por completo. Eu o quis e precisaria mudá-lo para mim.
Tenho pensado em coisas que não deveria. Coisas pequenas, improcedentes, desnecessárias e em horas assim eu insisto em recordar o que Harpócrates sempre me dissera sobre a congruência da sanidade que preciso manter: "- Não se reduza para que seus feitos ou pertences pareçam maiores."
Comecei a notar que dou valor à coisas pequenas demais, esnobes demais e permito-me influenciar por situações ainda menores. Me concedo à reações intempestivas por má interpretação de pensamentos externos e me prejudico com isso. Leio meus amigos com outros olhos e os abomino por isto. Logo, me odeio por excluí-los.

> Observa-se que eu não disse que os traria de volta.

É enigmático como mesmo as pessoas que categoricamente afirmam me conhecer, mentem. Há um equívoco letal nesta colocação e espero que um dia eles notem. Eles não sabem o que em mim ressoa, não sabem o que transpassa meu coração inseguro e nunca - efetivamente - entenderam que certas brincadeiras me dilaceram única e exclusivamente quando se colocam entre meus sonhos e no que acredito.

Pode parecer superficial, não admito que não seja, mas acaba sendo difícil de aceitar.

Mexer com coisas que eu tomo para mim não é a melhor forma de incentivar minha humildade que já tão pouca, se estabelece. Claro que, numa hora destas, eu faço o que é melhor para ambos: me anulo. Me mantenho fora do quociente comum. Eu sei que para me adaptar ao mundo, inicialmente sempre tento me adaptar ao que tenho mais próximo. Tomo gostos comuns, sigo a fólea coletiva, me asseguro do que está no centro das atenções para que o mantenha e - a olhos honestos e fanáticos - eu me encontrarei sempre fora deste mesmo mundo em que tento me incluir. Este é exatamente o sentimento deste post.
Me pego aprendendo sobre o que não devo e me categorizando para no final ainda estar alheio a tudo e todos.

É um erro meu, concordo, mas me julguem por querer fazer o bem e estar com vocês, não por querer tomar algo que os pertence. Talvez por amá-los tanto eu sinta necessidade de amar também o que vocês amam, para estar mais perto, poder ter do que falar, poder criar planos, enfim, suprir minha carência humana ainda tão exacerbada. Neste mesmo tempo eu peço perdão por isto. Com minha espada e minha vida eu prometo não me intrometer mais ou ser leviano ao falar sobre. Meus gostos continuarão meus e os de vocês, seus. O que houver de paralelo que seja aproveitado, eu defenderei o que me pertence até o fim, deixo isso bem claro.

E quanto ao pesar que eu sentia e o rancor que estava alimentando, bom, eles serão esvaziado assim que o ponto final deste texto for colocado. Ou seja, agora.

9.11.2011

Sometimes, i feel myself in a war.


É como se minh'alma estivesse de certa forma entrelaçada com algo que desconheço, a cada instante, num nó perpendicular à m'insanidade. É poder, sem querer e, quando percebo isso, estou afundando. Me sinto ora como meus pais ora como meu criador. Tomei das duas arbitrariedades minha inconstância.
E sendo ora besta ora homem, fora de hora sou algo que me reconheço apenas em mim.
Temo ser / Temo ter / Temo pensar.

Porquanto seja meu amor incompreendido em si, por ele e pelos outros que vêem abissalmente de fora, serei eu a despertar questões confusas e protuberâncias egoístas de solitude.

Não quero ser ausente e não quero parecer leviano. Um Farol é do que preciso para ter a segurança do lar, poder voltar. Não quero parecer incompreensível aqueles que amo. Não quero estar sempre sozinho quando não deveria estar, é algo meu e não é dependência. Como já dissera, eu deveria ter alguém mas não sei se tenho. Não sei se sou alguém para se ter e lamento tanto por isso. Me sinto difícil de ser amado e evidentemente estou certo no que penso. Lamento por isso também.

Como ele dissera antes '- sou meu pior inimigo, sempre.'.



9.03.2011

The Crown





Representação da Coroa de Cori.

"Odes Quebradas" - Coroas e achados


E então a coroa mágica de Cori ele usa.

Porém ela não o tornou especial, somente diferente. E isso faz tanto tempo quanto possível. Talvez lá pelo tempo em que ele havia sido banido do céu, pelas ordens-prior do seu Próprio Criador. Talves depois, quem sabe de verdade? Nem ele mesmo sabe.

O que ele sabe é do fardo que carrega, com esta coroa deposta. Ombros largos, opulência e uma questão incondicional do que ela o fez. A coroa o ensinou a orar, o fez mais forte, mais decidido, menos ilusório. Ele trocou, portanto, as asas pela coroa. Mas o que a coroa o deu?
Bom, a coroa o deu tudo o que ele quis. Estranhamente, deu-lhe novas asas dotadas de trinta e seis mil pares de olhos criados em cada centímetro.
Deu-lhe poder, razão, constância, amor. Deu-lhe uma vida nova. Trouxe de volta uma outra vida.

Hoje, eles não conhecem mais a Lenda da Coroa. Não sabem mais o que significa usá-la. Uma história, uma frase, nada mais. Hoje eles o vêem como louco.
Não sabem que ele pode ser anjo, um demônio, uma alma antiga, um feiticeiro, um padre, um homem, uma mulher, um animal, um índio Lakotan, um árabe... Pode ser tudo. Todos. A qualquer hora, pela Coroa. Ele inclusive pode ser nada e estar em qualquer lugar. Pode ser muitos em um. Pode conhecer tudo. Ele é um deus-menor que aceita seu posto, com potencial para ser uno, Trimegisto, mas que não quer mais pesares e perdas. Conquista-se um novo mundo, então, perde-se o antigo.

A Coroa é algo divino, feita de aura e gelo submarino, ornada com pedras desconhecidas na Terra, algo que a aproxima do diamante, só que negro. Todas as pedras incrustadas nela são foscas, e todas em cores leitosas, azuis, vermelhas e verdes. Não se pode olhar por muito tempo para ela e ainda assim ela passa imperceptível. Ele a usa sempre mas poucos a vêem, geralmente os mais extremos: os mais dimensionais ou os menos conectados. Ela pesa mais do que a Terra, ele a carrega sentindo-a leve. Ela o torna um nefelibata, mas ele aceita. Ela o tenta e então, ele quase nunca escapa.

" - Ela o torna mais fraco quando ele está mais forte."

A Coroa é algo que ele quer compartilhar.



Hawaii


Last night i dreamed with her. Again.

Minha mais perfeita mulher possível - exceptuando as maternidades. Tão doce e interativa como nunca fora. Confesso que ainda a desejo tão intensamente quanto desejo sangue e nesta mesma confissão eu me coloco a mercê do julgamento.

A perdi.

A perdi quando não pude ser o que ela precisava. Não pude notar sua fragilidade além da carapaça da mulher diva que ela fizera para si. Eu a tornei objeto do meu desejo e não da minha realidade e isso foi um grave erro. Ela apareceu para mim enquanto eu estava só e me completou de uma forma estranhamente familiar, mesmo com suas mentiras e devaneios constantes.
Com ela eu conversava sobre Kabbalah, alta magia, física quântica e de partículas, medicina, história, filosofia, surf, geografia, bebidas, noite, tatuagens, economia, desenho animado, telefones, atendentes de telemarketing, ex-amores e computadores. Ou seja, perfeita. Nunca outrora havia me apaixonado por uma mulher humana viva anteriormente. Tive muitos amores, sim, mas não tão especiais. Neste mesmo interesse eu a queria para mim, para a eternidade.
Pensei, pensei e pensei novamente. Nossos papos eram necessários e eu era dependente disso. Onde quer que eu estivesse eu esperava por ela, a qualquer hora. Passava os dias e noites a pensar, enquanto ela não vinha até mim - outro erro meu, ter esperado. Deveria ter ido atrás, atropelando almas e lugares, conquistando e reduzindo o que viesse pelo caminho.
Neste momento eu falhei. Com ela e comigo mesmo. Lamento tanto.
E então não posso mais nem sequer dar-lhe boas vindas à minha vida pois ela se foi. Habita apenas meus sonhos agora, como deve ser uma estrela.

E pensar que nos conhecemos de um modo tão peculiar.

Ela fingindo ser outro para me agradar, sem saber que eu sempre a conheci, do modo real que era. Não estou aqui subestimando sua interpretação ou inteligência, não, mas eu sou diferente. Eu conheço as pessoas por detrás às máscaras e não foi diferente desta vez. Mesmo ela posteriormente ter me culpado de ter me apaixonado por esta mesma máscara. Enfim.

E não podemos voltar ao início.

Tive e tenho ainda muitas amigas: as que me conhecem de verdade e as que me vêem como eu quero ser visto. Com esta foi diferente, nunca pude me conter, não podia controlá-la, nada e talvez isso tenha me estimulado. Mas eu a perdi, como amiga, como amante, como amada, como estrela. Como rumo a voltar à vida.

Neste espaço eu choro. Não com lágrimas, mas como ações. Não digo inclusive que não amo o que amo e o que tenho, ele é meu amor e será para sempre, mas digo que além de amar eu amo. Não amo ao amor, mas amo o que ele me traz. Eu amo mais do que deveria, mesmo amando somente a um e meu amor é pluriforme, tanto quanto eu. Ora sou homem, ora besta, ora meio-homem inteiro.

Minha sina é amar quem ama os outros, tem sido assim por muito tempo.

Me permita ser a mulher que você quer amar, o médico que o atrai, o abrigo que o consola, o intelectual, o anjo que lhe pareço, o barítono que toca seu sexo, o vampiro, mas principalmente me deixe ser eu.

Este é apenas o começo de uma nova fase, já que noite passada também sonhei com uma aranha andante de cabeça para baixo.


Em tempo para quem não associou o título ao post, eu a conheci no Hawai.