Ok.
Descumpri o que havia dito sobre o retorno da Inspiração. Mas ela me arrebatou durante a noite. Minha noite. Começou a fazer sentido que o silêncio é violento e que eu não estou mais esperando nada, de ninguém. Mesmo que eu esteja tentando quebrá-lo, não consigo. Não sei o que acontece, mas isso dói.
Mais uma vez apelo à Mnemósine: Tire-o de mim. Tire este Monsieur que me aflige. Por Lestan e pelos outros, este eu preciso que me permita fluir. Meu amor é líquido mas sólida é minha necessidade de sangue.
Me sinto queimando e queimando, você não?
Conquanto haja fôlego irreal em meu peito arquejante, antigo e vazio eu estarei esperando minha resposta. Pensei coisas impensáveis, tudo para trazê-lo de volta mesmo desejando sua partida.
É a ambiguidade de Hamelim, é o Canôn de Morgan e o Mito de Eco - Todos infundidos.
É ter a nítida vidência de que o universo realmente conspira, colocando em nossas mentes algo que não precisamos ou queremos, mas talvez o próprio universo não considere isso como afronta e sim como superação. Instigante, não? É uma mentalidade multidisciplinar, de origens diversas e catalisadas mas sem foco. Começo a ser lamexo, oras.
Não tento ser um deus maior do que já sou, mas estou cansado. Muito cansado, exaurido.
E no final de tudo isso ainda me resta apenas o silêncio, Harpócrates, meu venerável amigo. E não há Basano agora, deixarei que o próprio universo se encarregue de tudo. Não mexerei um Æon.
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