3.25.2011

Liberdade do Cemitério

Posso eu mesmo não estar reconhecendo o que anda acontecendo, mas entenda que a vida de um incógnito pode ser muito fugaz, melhor, efêmera. Digo da vida social já que técnicamente não morremos para nós mesmo e sim para os outros. Fazer da minha pequena existência algo memorável não é de meu feitio. Fato.

Mas perecer escondido também não.

Dadas as circunstâncias, não é a morte que nos faz mal e sim o que ela nos tira. Pense nisso enquanto conhece alguém que já perdeu Tudo. Tudo o que era pois não pode-se perder algo que não se tenha ou que seja ou ainda que usufrua temporariamente como um avatar. Fala-se sobre morte e sobre angústia? Pense como é ter isso em vida. Ou no conceito mais difundido atualmente, a morte em vida.

O embate não é fenecer ou permanecer, é como fazê-lo. E fazer bem feito.

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