1.11.2011

Night

Estranha também minha ligação com a Noite.

Ela me persegue e eu gosto disso. Eu a persigo por vezes e sinto que ela também admira. Conheci há muito tempo um índio que se casou com uma estrela, se bem me lembro ela se chamava Evangeline e descendia de uma raça ariana. Depois do retorno precoce de Evangeline aos Céus, meu amigo índio chorou sem parar até criar uma poça de lágrimas onde durante a noite, Evangeline se via refletida.

Meio como Narciso havia feito antes por auto-proclamação no caso, meu amigo acabou se afogando na busca por Evangeline. Hoje, eu ainda aqui, consigo vê-la no Céu e vê-lo no Mar, juntos somente quando a noite cai. Ele ainda chora, evidente, e assim mantém o nível dos oceanos e ela ainda chora também, algumas lágrimas dela aqui na terra, estes brancos chamam de estrelas cadentes.

No fundo, sinto falta dos dois. Minha estrela não chora mais por mim, a única estrela que tive e que realmente amei. Eu, como meu amigo, choro. Talvez chore por ainda muito tempo, mesmo sendo ameaçado por mim mesmo, tentando não demonstrar minha fraqueza.

Na época, eu era chamado de Fazedor de Estrelas e meu amigo, Yelo.

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