Sempre me fascinou a escrita do Monsieur Carrol, sua história pessoal é deveras intrigante e contraditória para a época, bom, ao menos para a época em que nos conhecemos na Velha Inglaterra. Um homem que teve a educação religiosa extremista, herdada pela paternidade, acabar se estabelecendo como um escritor ao acaso, mesmo com as preferencias e exposições. Bom. E se não fosse a doce petit enfant Alice ter pedido a história, seriamos privados dela hoje. Houve a Alice que esteve em um Pais Maravilhoso e uma Alice que atravessou o Espelho - este último meu favorito pela linguagem e textos cognitivos matemáticos e logicos absurdamente pensados. No dia de hoje, recordei-me deste senhor. Talvez pela chuva que vem vindo ou pela "necessidade de forçar a palavra" como diria Humpty Dumpty:
"Quando eu uso uma palavra" - disse Humpty Dumpty num tom de escarninho - ela significa exatamente aquilo que eu quero que signifique … nem mais nem menos.
"A questão - ponderou Alice – é saber se o senhor pode fazer as palavras dizerem coisas diferentes."
"A questão - replicou Humpty Dumpty – é saber quem é que manda. É só isso."
Então, concordo com ele. Basta mostrar quem manda. Tenho seguido esta oportunidade.
“Ninguém está na estrada”, disse Alice.
“Ah se eu tivesse olhos assim”, o rei observou num tom irritado.“Ser capaz de ver Ninguém! E, além disso, a uma tal distância! Ora, o máximo que consigo com essa luz é ver pessoas de verdade!
Encerro.
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