3.11.2011

Autumn Night (ii)

Capítulo II


Meu leito não mais tem o cheiro que tinha antes ou será que eu parei de sentir? Antes sentia ali um certo conforto, que se foi. Procuro por mais e preciso de mais, como conseguir? Sinto em minhas gélidas veias uma fome e uma sede não sentidas ainda, pareço estar possuído por algum tipo de sentimento de desejo inato, algo ainda não observado. Tenho fome mas comida não me alimenta , tenho sede e água não me basta, preciso achar o que me falta. Completar-me. Resolvo que devo sair e buscar o que preciso, sinto-me renovado com a ideia da busca em si, ainda que não encontre. Pareço precisar disso, precisar sair à noite, reencontrar o que me foi tomado. O ar gelado me toma mesmo antes de aspira-lo e cada sensação aparentemente nova me excita deveras. Pronto, está decido: vou à caça!


Capítulo III


Minha boca sente um gosto doce no pensamento da caça, parece estar intrinsecamente ligado a mim esta adaptação irracional. Já havia sentido por diversas vezes porém pude me manter no controle, desta vez tem algo diferente, algo estranho. Sinto calores onde outrora não sentia e calafrios na alma receando não poder conter toda esta fúria.

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