3.15.2011

Due

Fácil perder-me em teus acalentos nocturnos,
porém, difícil é saber o momento certo de persuadi-la a parar.

Vê-se ao longe a vontade que tenho em ter-te, comigo,
enlaçada, tornada real meu sonho imortal.

Controlado por fúria arde minha sede do teu toque,
do teu beijo e do teu eflúvio condensado em vontade de
ir ao destino do que promete-me.

Saber que existes para mim é consolo!

Tal qual o que havia antes de começar a canção,
tão quista e tão injusta se a mesma não pôde dar o julgo certo ao
meu não-pecado estampado.

Afinal sem ti o tempo pára um momento, longo o bastante para que dois dias sejam nenhum
ou absorto na tua presença dura o suficiente
para que duas noites sejam mil,
cem mil,
milhões.

Reconhecer em mim a tua vontade,
saber que há em mim teu toque,
ver que somente tu podes comigo é desejo-anseio soberano a este homem caído.

Mortal é o sono que nos separa
que jaz morto em si próprio pelo meu dom.
Viver é a necessidade de estar,
ser,
ter contigo em todo e qualquer instante.

Seja dona de ti e de mim, senhora.
Seja apenas meu mais precioso sonho de dois dias.
Cem.
Mil...

Uma canção Noturna, escrita há algum tempo para uma alma muito amada e parte das minhas "Odes Quebradas".

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