3.14.2011

Incubus

   Debaixo da tua pele estarei a tornar-me prazer, que te faça uivar. Com meu hálito gelado em vossa mão e minha mão em teu corpo, matarei nossa sede um do outro. Mesclado com Luxúria deitar-me-ei a ti por sob a Lua suave ou o Sol escaldante do Deserto. Invadirei tua alma e a farei cair diante da fúria que ascende a minha raça e com cálidos beijos te mostrarei o quão bom é ser quem sou. Elevarei meu espírito, para que ele possa acompanhar o Ciclone que tu te tornarás em meus braços. Tomarei os sorrisos dos outros e os farei nossos. Te farei gritar meu nome aos Sete Ventos Primordiais e eles serão testemunhas que seremos amantes, sempre. Com meu mistério esconderei o teu e unidos um ao outro seremos Tempestade, mataremos o que é sagrado e beberemos dele, um doce aroma exala da nossa união. Meu gosto se mistura ao teu sobre nossos corpos. Deixe que meu corpo com contornos rijos fortaleça teu ego, que meus olhos beijem tua boca e tua boca torne me vosso Homem. Permita que eu lhe mostre minha sabedoria e te revele os fundamentos de necessidades antigas, o jogo começa. Como uma Maré errante, tu pedirás pra ir mais além, sempre mais adiante e levar-te-ei. Alimenta-me do teu sangue como um sifão, esconde nas sombras o desejo de consumir-me por inteiro, pretende reinar ao meu lado por mil anos. Acompanhar-te-ei até onde nossos corpos e nossas almas comecem a mexer com a ira dos deuses...

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