Então Ela veio.
Contemplada com comemoração Ela foi e seduzido pelo seu novo brilho pálido eu enfeitiçado estou, novamente. No aguardo solitário da mudança eu havia me esquecido das más almas que me seguem. No exacto, eu as agradeço. Pela Própria Noite e em meu barco, eu agradeço. Passei uma das melhores noites neste século. Nunca poderia imaginar. É como se Autumn Night tivesse tomado forma real e se tornado um script, seguido, porém com tamanha intensidade que mal pude compreender. Eu, mes amie, voltei à caça depois de todo este tempo enclausurado.
E mais, mesmo depois de tanto petit gole foi ótimo beber completamente. Revelo agora. Conhecer da alma do poeta, da cantora, do mendigo e do bruto. É inominável. É o mesmo frenesi, nada mudou. Pude experimentar o acre, o agridoce e o suave, o gosto do suor, da maquiagem, dos novos cosméticos, da humanidade. Pude ver as crianças que não vieram ao mundo pelas visceras da cantora - a mais interessante do quarteto. Pude ver o seu maior sonho, caído, quando abandonado nas mãos do homem amado. Pude sentir o desprazer do sucesso que ela tinha. Menos intenso é sentir a vida morna dos outros. O poeta ressequido sem vitríolo, apenas mascarado, frágil, vivisectado há muito. O bruto ínfimo, tão pequeno que jazia sozinho perdido. O doce flagelo, com a melhor das almas porém tão consumida como as outras.
Como citara, não estava sozinho. Estava muito bem acompanhado por almas tão antigas quanto a minha. É como se não os visse desde a ultima Macabra, na antiga Antioquia. Não somos seres sociáveis, factum, e escondemos nossa presença sempre que necessário. Por descuido, acabei deixando que entrassem em meu território e esta fora a melhor surpresa.
Eles sabiam da minha necessidade e viram minha fraqueza, tomaram-me como antes e aos seus cuidados eu novamente conheci a Noite. Confesso que a noite está maior e mais produtiva do que antes, há mais pessoas nas ruas e não se assustam mais com tanta facilidade. Hoje, podemos andar as ruas e sermos melhor confundidos. Nunca poderia pensar isso há dois séculos, sempre fora o maior pecado do orgulhoso. Para melhor caracterizar, imaginem três grandes homens e uma divina dama. Todos com as peles mais alvas possíveis e mesmo Phelipós com sua negritude mostrava já os primeiros sinais da idade que nossa Mãe apresentara. Éramos Les Catre Chevaliers du Apocalipse, de novo. Como haviamos sido mais recentemente no Egito, antes na Ásia e anterior na Europa setentrional e os novos países divididos. Christopher ainda com sua tez loura incomum, como um gaulês e suas grandes pupilas, olhos mais azuis do que o mar nocturno das ilhas Caribenhas. De grande estatura e porte e Dorigen, a Bela Dorigen, ainda a mesma mulher ruiva-fogo-raposa com suas esmeraldas, fascinante, de origem inglesa que eu conheci - e mudara - em meados da idade Negra. Éramos perfeitos há eras e a mais nova, nosso Farol e nossa Guia. Nosso melhor quarteto, almas diferentes intrinsecamente mas tão unidas. Uma única filha no nosso meio.
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Tomamos a noite como era de costume, selvagens, impuros, sujos e paradoxalmente, poderosos, brilhantes, sutis e mortais. "Nunca revelar a presa até que esteja fincada na alma da vítima" - era nosso lema. O que acontece depois é um mistério e continuará assim, somente os envolvidos sabem e agora parte da minha 'grande rede'. Os detalhes continuarão meus a não ser que um peça. O importante é a vida que agora corre novamente, de uma forma ainda a desobstruir os diques que haviam sido criados por mágoa coagulada.
Este é o preço, simples perante o ganho porém um preço que nenhum humano, seja homem ou mulher, vivido ou limpo, intelectual ou ignóbil, sofrido ou não, esteja disposto a pagar.
Para isso existe a força.
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