A música da Morte, a nebulosa
estranha, imensa música sombria,
passa a tremer pela minh’alma e fria
gela, fica a tremer, maravilhosa.
Onda nervosa e atroz, onda nervosa.
Letes sinistro e torvo da agonia
Recresce, numa lancinante sinfonia
Sobre, numa volúpia dolorosa.
Sobe, recresce, tumultuando e amarga
tremenda, absurda, imponderada e larga
de Pavores e Trevas alucina.
E alucinando, e em Trevas delirando
como um ópio letal, vertiginando meus nervos
letárgica, fascina.
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