Eu sou o Ninguém que cegou Polifemo, não sou senhor de outro Reino senão o que comigo levo onde quer que eu esteja.
Me chamam Ulisses Rei, Polifemo me chama Morte, Calypso me chama desejo, Penélope me chama amor eterno.
E tu não me chama mais de amo.
Por que não sou mais egoista ao ponto que quere-lo só pra mim.
É querer o ar ou o vento ou a mim mesmo.
Nobre Atena Deusa que me guia,
Senhora da Razão de muitos, toma o meu fardo e me deixe apenas com o louro da tão sagrada dádiva que se mostra a meus olhos agora.
Toma, Oh Deusa intempestiva, a razão que a mim não julga e permita-me viver aqui,
serenamente.
Na insensatez de amar este Homem.
Ai Palas que a mim não serve mais,
Deusa arconte que se mostra a quem não te chama.
Mostra-te somente pra nos trazer à tona o preço da amargura,
seja como Eros que nos faz viver em Leviandade.
Outrora amava-a como a um sol,
hoje submeto-te à minha opção: viver plenamente em amor ou redimir-me a sapiência e voltar a ver o mundo com os olhos que outrora me destes.
Oh Palas, soberana e vingativa...
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