4.16.2011

Pensando como Shaw

Estranhamente hoje não estou me sentindo bem. Ok, talvez não seja tão estranho assim levando em conta o ostracismo que me encontro. Certo, não é estranho. Passo a maior parte das minhas noites queixando-me da estranheza de tudo, do guardanapo novo que uso (que é modestamente francês, bordado num tom carmim fantástico e que guardo numa bela caixa búlgara preciosíssima) até a forma como as pessoas estão encarando este novo dia (pelo que ouço de suas mentes enquanto divago na minha própria).

Fico a pensar como o magnífico senhor Shaw, G.B. pensava:
"Não tenho preconceitos - odeio a todos igualmente."
E desta forma começo a compreender o porquê de tantas alucinações audio-visuais evidentemente adquiridas. Há algum tempo, herdei de um affair alquimista, uma evocação de retirada de vitríolo sanguíneo que acho deveras formidável. Poder destilar diretamente de uma veia humana bens tão preciosos me faz um precursor dentre minha raça. No momento me alimento de tal, como se não bastasse todo o lamurio e despedidas intermináveis de que sempre sou vítima e que se arrastam pelas minhas presas. Testarei novos dons ainda esta noite e verei como me sairei, adianto que não regresso enquanto não completar meu trabalho da Lua. Penso em ir ver um novo amor, mas que me parece conhecido, talvez eu busque-o para tirar a prova. Me tachei como Cavaleiro da Alvorada mas não fiz explicações. Não citei que é justamente na Alvorada que me recolho pois se permanecesse seria letal. Enfim, não vejo necessidade de discorrer sobre, ainda. O que me basta é este momentum em que preciso de novos sabores, novos engenhos, novas pérolas pois as minhas se esvaem como uma pequena gota de chuva intrometida.

À plus.

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