Então chegamos a um ápice aqui hoje. Rumando através de um peristilo temporal criado por mim, sento-me à beira da insanidade.
Escondo meus olhos por que tenho medo não de enxergar, mas de ser visto por através deles. Por trás de meus olhos brancos há uma alma tão densa e funesta quanto possível mas eles não vêem, tacham-me do que querem, por ser assim, diferente. Não temo a irie dies nem tampouco o que venha das mãos humanas, mas receio que meu tempo esteja acabando por opção. Mesmo após tanto passado ainda conservo-me com dotes e defeitos que não deveria e o primordial é aceitar, ao invés de repelir. Eles tentaram comprar uma estrela, a mais próxima, e não obtiveram êxito. Tentaram suprimir e suplantar o que era antigo e falharam. Tentaram supervalorizar o que são e cairam ainda mais. Mesmo de tão longe.
E há quem ainda não acredite, mesmo ouvindo. Não confiam nos deuses dos mares, dos ares e da terra mas se colocam nesta posição. Tornam-se deuses de si, nunca inferiores.
Com tudo isso, meus olhos tornam-se carmins como o fogo da abóbada que pinto.
Eles tentaram comprar sonhos e imputí-los à almas. Não é tão dificil viver uma vida, por que corrompê-la?
Eu sou a estrela do Norte e falo entre vocês, assim como falo do Afelio ao Periélio deste cosmo.
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