5.25.2011

Franqueza

Não gosto quando sou apontado.

" - Eu não sou um monstro. Eu não sou um monstro. Vós dizeis que eu sou algo aquilo que não sou para que vós sejais maiores do que são, tornando-me alvo de sua ira e desprezo."
Não gosto quando ainda sou repreendido por erros passados. Não gosto de ser julgado ou punido. Não gosto de ser atarefado em recordar lembranças partidas e/ou esquecidas. Não gosto quando sou forçado a aceitar intempéries alheias - mesmo as das que supostamente amo. Não admito ser contrariado pois não sois mais atemporais do que eu. Nunca.
Não gosto de obrigar-me a odiar. Odeio pela minha natureza misantrópica e portanto não preciso também de incentivo. Não gosto de me sentir vigiado, violado e não gosto de ter de policiar minhas palavras, atitudes e bens anteriores. Não gosto de ser confundido com algum ser insignificante para qual não damos a devida confiança. Não suporto ser menosprezado ou subestimado. Não gosto quando sou tachado e não gosto de estar superior também. Não gosto de ser deixado de lado por ser mais inteligente ou por que imponho minha vontade até o fim. Não gosto de apaziguar delitos. Não sou de descumprir uma promessa e não gosto que pensem o contrário. Não gosto de azul, cinza, castanho e tons de pastel. Não gosto quando sou infantilizado sem motivos. Não gosto quando sou visto por tortos quando digo o que faço ou o que farei. Não gosto de muita gente e não gosto de omitir isso, digo sempre a quem perguntar. Não sou imprudente, negligente, desonesto ou irresponsável. Não gosto de meus olhos. Não gosto de muitas coisas que sou forçado a admitir mas acima de tudo não vou admitir mais o que não gosto.

Espero ter-me feito entendido.

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