“Já não possuo mas meus cabelos pretos, mas agora tenho olhos brancos.”
Hipocromia é uma das variantes dos casos conhecidos de Heterocromia, quando por uma manifestação genética, a pigmentação da íris (área do globo ocular concentrada em pigmentos melânicos) de ambos os olhos se torna discrepante, ocasionando ou cores distintas ou apenas nuances intensas de diferença entre a coloração de um olho para o outro.
É pouco revelada em humanos, mais presente em espécies canii e felinii, tendo como consequência fatores intrínsecos relacionados a segmentos cromossômicos (os genes), como também extrínsecos provocados por uma descontinuidade na recepção de estímulos nervosos captados por células específicas (os melanócitos) na constituição da íris.
Quanto à anormalidade gênica, ocorre uma disfunção na concentração de melanina (substância de natureza proteica), havendo desigualdade nas frações destinadas tanto ao olho direito quanto ao esquerdo:
- A maior concentração caracteriza tonalidade tendendo ao castanho;
- A menor concentração caracteriza tonalidade tendendo ao azul;
- Numa reduzidíssima concentração caracteriza tonalidade ao branco.Quanto à estimulação causada pelo sistema nervoso sobre a íris, os melanócitos reagem de acordo com a intensidade do impulso, podendo a cor ser alterada caso o impulso seja interrompido, visto que a excitação neuroquímica é necessária à vitalidade dessa célula.
Mais especificamente, no caso da hipocromia o que ocorre é que a íris deixa de comportar células de cor suficientes, ficando portanto, 'sem cor'. Como nos casos de certos deficientes visuais em que a íris possui aparência de aspecto leitoso, claro em excesso. Nem sempre afeta a acuidade visual, mas esteticamente é um assunto delicado, forçando os portadores a usar lentes de contato coloridas para mascarar e não sofrerem algum tipo de Bullying.
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