11.15.2011

Síndrome de Superman


É.

Pode ser realmente considerada uma síndrome esta nossa necessidade - quando digo 'nossa', acrescento aqui os lordes restantes que valorizam a intelectualidade, elegância, educação e cavalheirismo tão desconsiderado nesta época atual - de estar sempre a frente do tempo, ajudar mocinhas (e mocinhos) necessitados, demonstrar a cultura rica que adquirimos e principalmente, JAMAIS temer o mundo que se mostra à nossas têmporas.
Não sou o melhor para falar sobre o assunto, pois, indescritivelmente, não sou homem para colocar-me completamente dentro desta questão. Porém, estando alguns passos acima da hombridade (e masculinidade) espalho o conhecimento.
 
 Considerar-se um superhomen não é apenas achar que pode deter carros e voar, visão de raio-X ou invulnerabilidade. Tampouco é achar que detém o conhecimento total do universo - o nome disso é megalomania. Pensar como um superhomem é conhecer todas as obrigações e vale-las sempre que possível. É crescer dentro de si para um bem de todos. É reconhecer seu espaço.

Claro, existe a outra parte da síndrome e nesta sim, me encaixo mais perfeitamente: a noção da exacerbada fragilidade externa. Nunca podemos usar nossa Toda-Força em objetos com medo deles quebrarem. Não se pode apressar muito o passo com receio de isso criar um tornado pelas nossas passadas. É coordenar os sentidos para não parecer estranho ouvir uma conversa a dez milhas de distancia ou enxergar objetos microscópicos. É estar o tempo todo alerta mas não deixar que os outros percebam. É ser extremamente delicado com tudo, com a total certeza de nossa superioridade.

Também, incluindo aqui o conceito do Übermensch de Nietzsche com sua prosopopéia de morte divina e idealismo ficcional.


É saber que vivemos num mundo de papelão e a qualquer momento ele pode ruir, ao nosso toque ou ao nosso sopro.


Alguns artigos ótimos sobre o assunto que valem a pena serem lidos:


Pegadas da Marcha - síndrome de Superman


GoogleDocs - El sindrome de superman por Chuck Swindoll



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