1.15.2012
Confissão número XVIII
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Lean, do sorriso aparente
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Canções costumeiramente induzem-me a declarar, seja parte de minha vida seja algo que ainda não vi. Neste momento elas me remetem à confissões - mais uma vez.
Confesso que nunca fui um bom homem. Nunca amei deliberadamente, nunca consegui herdar esta necessidade de amor. Nunca fui um bom homem e nunca fui um bom companheiro. De todas as mulheres e de todos os homens que tive, poucos consideram-me - excepto aqueles que já eram amigos antes de o sentimento mudar e até para estes me sinto enfraquecido. Talvez eu nunca tenha me esforçado o bastante para ser bom. Talvez tenha pecado mais do que podia. Trai muitos em sentimentos, permanecendo num compromisso que não me agradava mais. Com uns eu construi alicerces duradouros, que nunca foram usados. Com umas poucas eu pensei em procriar e gerar descendência. Bebi da alma de Todos eles e eles sempre souberam disso, nunca se queixaram. Nunca me relacionei com a mentira e desde o começo eles sabiam o que eu era ou, ao menos, o que eu não era. Não era como os outros homens. Para eles e elas deveria ser bem estranho, mas, como alguns são apegados aos mistérios e acham que isso os eleva, acabamos juntos. Digamos que eu era "algo particularmente novo e diferente" para eles.
Nunca lhes faltava nada a não ser carinho, dedicação, compreensão, respeito e amor. Me apeguei à imagem de macho que via em películas e obras literárias e me arrependo agora. Nunca aprendi a ser realmente aquele modelo. Eles sentiam isso, eu sentia isso. Por vezes era violento, agressivo, destoante, incoerente e subversivo mas nunca ousei levantar a mão contra eles. Minhas palavras feriam e meus atos dilaceravam, eu podia ver nos corações. E, a cada dia mais, eu me tornava menor e mais fraco.
O Tempo passamos, nada mudei. Continuo atento a tudo e todos, sempre vigilante, sabendo que isso é uma paranóia herdada pelos Meus neste novo mundo. Sempre achamos que sabem de nós e que ainda estão atrás, à caça. Alguns mais novos optaram pelo anonimato e sombras, eu optei pela luz. Temo ter me corrompido assim. Me aceitei como um destes e agora tenho os hábitos deles, fraquezas deles, receios deles e o medo que eles têm, agora também é meu. Meu mundo de papelão se tornara um Mundo de estanho e ferro fundido que parece tentar me enclausurar contra a minha vontade.
Logo, sou algo que não é homem tentando ser um, completamente equivocado nas ideias. Continuo ferindo e preferindo fenecer a esmo, antes de continuar a matança. Continuo agredindo inclusive meu novo amor, que tem um nome oculto. Peço desculpas e refaço o erro, ignoro, deixo a desejar. Frivolidades tiram-me do eixo. Não há mais desculpas válidas porque não sei mais como fazer, infelizmente.
Continuo sempre sendo meu pior inimigo e mesmo com Harpócrates ao meu lado, me sinto sozinho. Mais uma vez, mesmo entre muitos.
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