1.01.2012
Uomini
Homens.
Homens são feitos de cheiro, suor, cicatrizes, responsabilidades e perigo. Completamente abaláveis por amor ou um coração partido, sofrem mais do que mulheres. Criam casos, batem uns nos outros, procuram soluções onde não há. Homens são insensíveis, insensatos.
Homens conhecem a hombridade que seus pais ensinaram e a educação, mesmo quando pouca, serve sempre para superar uma palavra ofensiva. Homens são nobres, polidos, políticos mesmo quando estão sujos de graxa.
Homens não notam os outros porque se tornam invisíveis. Homens não conhecem suas esposas e filhos porque seu próprio tempo não permite. Os homens acham que, colocando dinheiro dentro de casa, suas vidas estão sendo plenas. À noite, sexo. De dia, um bom almoço.
Homens toleram dor física mas não emocional. Choram fingindo e escondidos no banheiro. Homens choram mais do que as mulheres porque - choramos - poucas vezes mas em quantidade exponencialmente maior. Com um único choro um homem pode alagar a Groenlândia. Mulheres choram até que percebem que a maquilagem pode borrar, então, apenas soluçam. Homens tem emprego como médicos, engenheiros, mecânicos, políticos, técnicos de futebol e agricultores.
Estes são homens naturais.
Porém, alguns outros homens em menor presença batem nas esposas, traem, ferem sentimentos, ignoram suas companhias, pais, filhos, dedicação. Vivem sujos num mundo sujo. Usurpam e destroem. Caluniam, mentem, agridem, escondem-se de medo de encarar o mundo. Tal raça de homens deveriam ser chamados de subumanos porque degradam a espécie natural. Homens assim deveriam não existir.
Não termina aqui.
Existe uma outra ramificação de homens, esta mesclada com ratos e abutres. São indignos e indiferentes, estragam qualquer ocasião e ofendem. Pegam chuva no réveillon em Copacabana como se fossem deteriorar. Pecam contra seus amores - sempre humildes, lindos e delicados. Falam e fazem coisas que não deveriam, lamentam-se depois, fogem e correm para casa, admito, chorando feito bebês e envergonhados por estarem às ruas, desta forma não tendo portanto um porão sujo ou esgoto para se ocultarem às vistas humanas dignas. Estes anti-humanos não são homens. Não são vampiros, não são anjos caídos, não são índios, não são licantropos, não são nada a não ser escória corrompida. E nem um final digno podem ter, tendo afligido tanto um mundo como este. Aqui eu me encaixo e por este motivo, me retiro.
Adeus.
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