5.23.2012

Dos amores fatídicos




Assim como Hades sequestrou Perséfone pela grandeza do seu amor, pretendo sequestrá-lo pra mim. Trazê-lo à parte do meu mundo, torná-lo algo que seja meu - incondicionalmente. 

Minha vontade de você é tamanha que chega comprime: Comprime meu coração, meus olhos, meu sexo e minhas imagens. Me faz subir vários lances de escadas - erradas - e pelo Destino encontro-o. 

Assusto-o, falo parte do que preciso e sinto seu cheiro. E que cheiro! Na mesma hora vi Leandro e Hero apaixonados a se jogarem de Abidos e Sestos por conta do amor um pelo outro. 

Conheço seu segredo e desconhecia minha necessidade de você até vê-lo sorrindo para mim. É obsessão, amor, paixão, insanidade emocional, carma... Não sei. Eu PRECISO de você. Preciso mais do que precisei de algum outro e não sei porquê. 

Tento chamar sua atenção mas ela é disputada, resolvo por deixar acontecer naturalmente. Insinuou-se que posso estar sufocando-o, não sei. No meu tempo, ou você resolvia a moça e oferecia um compromisso ou corria o risco de perdê-la para outro - o que não posso admitir. Mataria por, Morreria por. Falta-me o oxigênio, fico envergonhado quando o vejo, fujo, mantenho minhas conversas por meios virtuais não sei porquê. Me sinto um humano jovem novamente, temendo o amor e, me conhecendo, temendo expor seu segredo.

Hades não deu opção à Perséfone, eu estou dando a você. Vejamos o que escolhe.

O fato é que estranhamente, eu passo a querê-lo cada dia mais...


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