6.10.2012

Mais um Jack-sem-Nome


Existe uma loucura que se apossa de mim em períodos de Lua Cheia. Ou Minguante, Crescente, Nova. Inumano, devorador, excruciantemente vermelho e pedante. O que não me permite esquecer um amor que não me quis, algo que literalmente me entorpece. Como um grande autor descreveu "aquela sensação de mariposas ao estômago". Mariposas estas que brotaram, tendo como pai o Vitríolo e a mãe, Estupidez. Até quando se mantém a congruência da dignidade?

"
I'm a poor wayfaring stranger...
I'm only going over Jordan. I'm only going over home."

Não vejo a hora da Liberdade me assaltar, preciso. Preciso dormir placidamente. Preciso novamente poder entrar no Mundo dos Espíritos sabendo que não corro riscos. É um cansaço tão soberano que apetece à alma de um bom martírio. Falei cobre congruências mas nem sei mais onde caibo nesta forma. Valho-me de Neruda e Cardenal, sofro as perdas. Mas será que não é somente a perda mas o que eu ficarei sem, contanto?
Talvez eu nunca tenha precisado de ti, afinal. Talvez minha extensão de mim fosse eu mesmo, insólito. Provavelmente eu errei quando o coloquei em minha vida, dei-te espaço para brincar no meu ego, abasteci seus sentimentos com os meus, dormi contigo, acordei contigo, judiei de meu corpo e no fim não o conheci o suficiente. Amo ao amor.

Acabou sendo mais um Jack, que encontrei pela vida e que me deixou passar, como tantos outros já o fizeram antes.

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