6.07.2012
Sonhos, pt VIII
Tenho medo do que escrevo porque me substanciam ao desespero. Desperto, insólito, após um sonho estranho de vergonhas e destinos cruzados. Quem era aquele que eu tomei durante a noite?
Lembro-me do seu calor e da sua falta de pudor. Recordo-me do atrito. Não era aquele que eu perdi, era outro. Outro que meus Basanos não me afirmaram ainda quem possa ser. Fechei-me aos olhos da corrupção emocional, desde a última e quero que seja assim. Amor com amor se vende, se troca com dedicação, mescla-se à emoção mas não sobrevive sem perseguições.
Formas e palavras vem e vão, intactas. Minha mente se conforta em lembrar não em sentir. Beber de ti como um sifão.
Ora a chuva cai ora permanece somente em mim, meu coraçãozinho negro e morto se exaspera. Sinto um suave cheiro de mudanças que estão para acontecer.
Dos meus sonhos nada trago a não ser a dor de ter de acordar.
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