7.08.2012

Hagia Sophia


Outrora Sheraphim.



Não é volatilidade ou volubilidade, é apenas uma questão de perder o encanto. Por algo, por alguém, por uma fração do segundo que se segue. Acontece sempre, para cada felicidade da paixão existe uma alegria pela perda desta obsessão. Ama-los não é nada, permanecer amando-os sim. Não precisam de muito para me deixar em êxtase.
Existe uma estória oculta no meio de todas estas entrelinhas que não convém.

Basta dizer que uma de minhas personalidades caiu por amores por alguém, que não correspondeu. Uma outra personalidade quis insistir, mesmo descompromissada. Uma terceira personalidade afirmou - categoricamente, como ele sempre faz - que isso não daria certo. Uma quarta personalidade permaneceu submissa. A quinta neutra. A sexta brigou e a sétima ouvia música enquanto tudo isso acontecia. Agora, Todas pagam. Tudo por uma estrela cor-de-bosque. O trabalho do sol foi feito, o ouro voltou a ser carvão e agora, ainda que prometendo não chorar, chorarei. Não de mágoa, talvez de raiva pela minha ainda evidente ilusão de que a humanidade de hoje é como a de antes. Peco e pago pela minha sinceridade, Fei.

في نفس الطريق، وسوف تدفع به.

Minha lucidez voltará em breve, quando a Noite cair e começarem a lamentar pelo calor que era a luz do dia. Passo-a-passo eu vou mudar, crescer, evoluir, conhecer o auto-comedimento, passar a falar menos, agir menos, ser mais eu mesmo e evitar ser alguém que não sou para agradar. Mesmo sabendo que, em suma, não posso assumir o que sou. É como o Juramento, anterior. Não há como espaçar a forma humana. É quase como li, certa vez, numa ficção.

Não basta apenas conhecer o demônio que há em você, é preciso domina-lo, coagi-lo, revertê-lo. Assumi-lo somente quando convier um holocausto. Meus cabelos e meus olhos inflamam com labaredas de discórdia, rancor e violência bruta - Não posso permitir que isso aconteça pois, uma vez aberta a anêmora do demônio, ela não pode ser fechada com tanta facilidade.


Ι’

«Πέθανες στα δεκαεφτά σου, ερωτοπαθής.»

Είμαι ελεύθερος, μαζί σου, καλέ μου φίλε,
ελεύθερος από κοινότοπες, ηθικές συνήθεις:
θωρώ το ωχρό σου πρόσωπο, αγένειο,
ανάμεσα σε άσπρα λουλούδια· χλωμός βρίσκομαι
και σε λυτρώνω, χωρίς καμιά επιφύλαξη,
για απόλαυσή μου και γοητεία, μεταγενέστερες.

Συγκινημένος, χωρίς την ματαιοδοξία του θρήνου,
με συγκρατημένο ενθουσιασμό, αιθέριο,
μια που ο πολύς ενθουσιασμός κρυσταλλώνει
και, ο λίγος, σκοτώνει, μαρασμός είναι.

Σε φιλώ στον αποχαιρετισμό, χωρίς να με βλέπουν.

Ούτε καν σε γνώρισα, κι όμως το σώμα σου
τώρα μ’ ανήκει, αν και χαμένο, αιώνιο.

Defino tudo o que é amor como algo que se mantém e amorem, do latim, como algo que veio e - unicamente - partiu.

Nenhum comentário: