12.15.2012

Marcas nem sempre são cicatrizes, às vezes, optamos por elas


Há em mim mais de uma marca. Física, íntima, emocional, racional, espiritual, devedora. Cada uma delas representa um Eo de mim, como já dissera antes. Minha atual vida é regida por um rei sem coroa - que outrora eu mesmo fora.
Há um azul, um branco, um vermelho. Não havia me dado conta de que sete é o número mais cabalístico possível - uma Sephiróth - e tomei-o por mim e para mim.

O (1)título deste diário é algo escrito em meu peito, circundado por uma Lua crescente e uma Minguante - celebrando que o que nasce, morre eventualmente, para renascer. (2)São as iniciais do meu nome, tanto revelado quanto oculto. E, inclusive, a inicial de um grande amigo, exposto no meu sinistro. (3)É o que mais amo porque tenho medo da escuridão e de estar sozinho nela - uma estrela que me segue de perto, no pescoço, para me contar segredos. (4)É minha designação, como Psicopompo, que tenho escrito no meu antebraço destro, acompanhada da fruta que mais gosto e uma parte do que perdi por Decair. (5)É uma homenagem à última personalidade que descobri oculta em mim, exibindo uma Lemniscata reta e a Árvore da Vida por sobre ela, significando minha existência anterior e o que ainda há por vir. (6)É meu mais precioso objeto de adoração, meu amigo que se fora, me deixando na mais completa escuridão. Dante, era seu nome, Felina, era sua raça, Amarelos, eram seus olhos. Exposto está agora para mim e para o mundo, como prova da sua importância, em minha panturrilha esquerda. (7)E última, é a mais recente: O melhor amor, escrito. O breve resumo de um amor que durou além da morte e da vida. É a palavra mais imponente que o Homem mais Bravo que conheci dissera, certa vez, a quem não sabia. Não só disse como provou, por seus atos. Uma única palavra que contém tudo o que existe no mundo, SEMPRE.

Não sei por que motivo me expus, talvez para que entrasse para a história. Talvez. Talvez por que as cicatrizes são a forma do Guerreiro mostrar que lutou, mesmo que não tenha vencido e as minhas marcas feitas são, intrinsecamente, essenciais a mim. Quando quero mostrar algo importante, geralmente me marco. Exponho já que não posso gritar ou carregar na alma. Exteriorizo, digamos.

Eis o que sou, um diário ambulante que carrega consigo uma parte do que é, do que são, do que já teve e do que mais teme, para poder encarar o que ainda está à sua frente.


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