Você alguma vez se sentiu sozinho, mesmo imerso em uma multidão? Mesmo com várias pessoas que sabem seu nome, ao seu lado? Mesmo sabendo que a extensão de si mesmo é o jardim do mundo? Pois é.
Tem momentos na minha vida que eu estou sim. Momentos? Talvez décadas. Milênios. É impensável pensar que eu estou a tantos anos-luz de todos, que eles não podem chegar até mim. Sorrisos já não nos aproximam mais. É como se o mundo girasse numa frequência e numa velocidade diferente para você, de uma maneira que você pode perceber - e que na verdade parece que é por sua própria causa.
A delicadeza do mundo já não é mais para você, só lhe sobram as expectativas perdidas durante este tempo de conciliação. Você fala em um idioma que ninguém entende, age como se fosse de outra dimensão e, mesmo quando parece estar incógnito, há um olhar repreensivo por sobre você.
É como viver num mundo de papelão quando você está cansado de lutar.
Pensar que as pessoas só se aproximam até o limite de se machucarem tanto que jamais querem se aproximar novamente. Acho, até, que você machuca mesmo quando não quer inclusive porque, quando quer, não consegue. A violência foi feita para ser usada contra você e não a seu favor. Sua necessidade de compreender o mundo e ajudar é intrínseca e isso o deixa apavorado. Você sabe que conhece a todos mais do que eles mesmo e ainda assim se surpreende com suas decisões. Você conhece o futuro e o passado e pode prever suas atitudes mas isso não o torna especial. Ou a eles.
Você passa na vida das pessoas como um anjo, com um dado tempo certo para não machucar irremediavelmente (a si mesmo, ou, a eles). Seu coração estala, geme, trinca, vibra, ressoa e se mantém inerte. Inerte na maior parte do tempo porque parece que nada mais lhe causa fascínio. A comida humana não o alimenta, não precisa do ar para viver. Falar? Para quê? Suas palavras não são ouvidas ou compreendidas. Você está sozinho e precisa ter a noção disso. Sozinho no meio de uma multidão. Sozinho no meio de seus próprios irmãos. Sozinho, assentado numa cadeira de prata pensativo e reflexivo sobre suas decisões recentes. Questionando a si mesmo se já não é tempo de partir.
Partir. Essa decisão têm-lhe tomado bastante os pensamentos recentemente. Saber que sua partida não será pranteada ou percebida. Certo disso está pelo que perdera recentemente e que parece a todos, esquecido.
As palavras exalam de você com um odor doce de flores. Os estigmas estão visíveis. A cada passo seu em direção ao céu seus adversários se tornam mais invasivos e terríveis. Você precisa se proteger a cada mísero segundo do seu dia para que suas atitudes não colapsem toda a criação. Você vive tentando entendê-los quando na verdade não entende a si mesmo. O que você ouve, o que você vê, o que você sente... isso é inatingível para os outros.
Todavia você não é especial por isso. Você só é um farol, para aqueles que buscam uma espécie de consolo ou um adversário à altura. Suas boas ações diárias não lhe remetem glória, são sua obrigação. Seus feitos, sua ajuda, não é digna de nota porque é o que você é. Você fora feito para subserviência e sempre estará em crédito para com o mundo e com seu criador. Nenhuma das suas ações merece relato. Nem congratulações. Você simplesmente precisa ser isso, seja o que isso for, para sempre.
Tem momentos na minha vida que eu estou sim. Momentos? Talvez décadas. Milênios. É impensável pensar que eu estou a tantos anos-luz de todos, que eles não podem chegar até mim. Sorrisos já não nos aproximam mais. É como se o mundo girasse numa frequência e numa velocidade diferente para você, de uma maneira que você pode perceber - e que na verdade parece que é por sua própria causa.
A delicadeza do mundo já não é mais para você, só lhe sobram as expectativas perdidas durante este tempo de conciliação. Você fala em um idioma que ninguém entende, age como se fosse de outra dimensão e, mesmo quando parece estar incógnito, há um olhar repreensivo por sobre você.
É como viver num mundo de papelão quando você está cansado de lutar.
Pensar que as pessoas só se aproximam até o limite de se machucarem tanto que jamais querem se aproximar novamente. Acho, até, que você machuca mesmo quando não quer inclusive porque, quando quer, não consegue. A violência foi feita para ser usada contra você e não a seu favor. Sua necessidade de compreender o mundo e ajudar é intrínseca e isso o deixa apavorado. Você sabe que conhece a todos mais do que eles mesmo e ainda assim se surpreende com suas decisões. Você conhece o futuro e o passado e pode prever suas atitudes mas isso não o torna especial. Ou a eles.
Você passa na vida das pessoas como um anjo, com um dado tempo certo para não machucar irremediavelmente (a si mesmo, ou, a eles). Seu coração estala, geme, trinca, vibra, ressoa e se mantém inerte. Inerte na maior parte do tempo porque parece que nada mais lhe causa fascínio. A comida humana não o alimenta, não precisa do ar para viver. Falar? Para quê? Suas palavras não são ouvidas ou compreendidas. Você está sozinho e precisa ter a noção disso. Sozinho no meio de uma multidão. Sozinho no meio de seus próprios irmãos. Sozinho, assentado numa cadeira de prata pensativo e reflexivo sobre suas decisões recentes. Questionando a si mesmo se já não é tempo de partir.
Partir. Essa decisão têm-lhe tomado bastante os pensamentos recentemente. Saber que sua partida não será pranteada ou percebida. Certo disso está pelo que perdera recentemente e que parece a todos, esquecido.
As palavras exalam de você com um odor doce de flores. Os estigmas estão visíveis. A cada passo seu em direção ao céu seus adversários se tornam mais invasivos e terríveis. Você precisa se proteger a cada mísero segundo do seu dia para que suas atitudes não colapsem toda a criação. Você vive tentando entendê-los quando na verdade não entende a si mesmo. O que você ouve, o que você vê, o que você sente... isso é inatingível para os outros.
Todavia você não é especial por isso. Você só é um farol, para aqueles que buscam uma espécie de consolo ou um adversário à altura. Suas boas ações diárias não lhe remetem glória, são sua obrigação. Seus feitos, sua ajuda, não é digna de nota porque é o que você é. Você fora feito para subserviência e sempre estará em crédito para com o mundo e com seu criador. Nenhuma das suas ações merece relato. Nem congratulações. Você simplesmente precisa ser isso, seja o que isso for, para sempre.
Nenhum comentário:
Postar um comentário