5.14.2011

Desire - Ryan Adams

Desejo.

Dois corações murchando, como uma flor.
E toda esta espera, pelo poder.
Por alguma resposta, a este incêndio.
Afundando lentamente. A água é maior.
Desejo.

Sem segredos. Sem obsessão.
Desta vez eu corro sem nenhuma direção.
Sem razão. O que é este fogo?
Que queima lentamente. Meu único e só.
Desejo.

Você me conhece. Você não se importa de esperar.
Você apenas não pode me mostrar, mas deus eu estou orando,
Para que você me ache,
E que você me veja, que você corra e nunca freie.

5.13.2011

Icelus

In Greek mythology, Phobetor ("frightening") was one of the Oneiroi, the personifications of dreaming. According to Hesiod, Phobetor is the son of Nyx, the primordial goddess of the Night, produced parthenogenically, or as Cicero claims, with Erebus, the embodiment of Darkness. Phobetor was the personification of nightmares and appeared in dreams in the form of animals or monsters. Among the gods he was known by his true name, Icelus (Ikelos"semblance"). Together with his brothers, Phobetor resided in the land of dreams (Demos Oneiroi), a part of the underworld.


Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Phobetor

Brave new world

É um fascínio e algo insólito toda esta incompreensão.

Na mesma moeda será pago e neste momento preciso recolher-me à introspecção e avaliar uma melhor forma de retribuição, seja ela compensada ou insana, ao declarar guerra a preceitos invariáveis.
Ousarei recorrer à simplicidade e suas derivações.

O que não pode passar despercebido é a voz latente dizendo que "há algo de podre no reino da Dinamarca"¹.

¹Shakespeare, em Hamlet - Ato I, Cena IV.

5.11.2011

Melancolia (ii)

É correto, ainda me descrevo pelo que ouço. Passado este tempo abstraído eu retorno 'e, em meu próprio país, meus pés voltam a pisar'.
Tenho estado ausente por algum tempo, imaginando como seria um retorno, alquebrado contínuo, coletando seixos foscos que deixei outrora. Poucas cousas mudaram e dentre estas não estou incluso. Meus pensamentos em partes sim, minhas necessidades evidentemente sim, minha interação com o conjunto forçadamente sim mas essencialmente eu, não.

Considerar acúmulos de posições não enaltece, au contraire.

Estou temeroso e meus olhos fraquejam, por vezes decaio inconscientemente num abismo de cores fragrantes e lá permaneço, esperando por um resgate que nunca vem. Na borda do fim encontro  um Jack-Sem-Nome e ele me acompanha, talvez ele esteja numa situação ainda pior que a minha.

Jack-Sem-Nome.

Talvez ele devesse se chamar Jack-Todos-os-Nomes por que para cada reação eu encontro-o. Ou encontro um destes. E agora, sinto falta de muitos deles e estou causticamente sendo torturado.
Não é apenas o fato de estar perdendo amigos, é estar apreciando isto. Minha concepção de isolamento tende a crescer exponencialmente nestes períodos abaláveis moralmente. Não sou como super-heróis que explicam suas Fortalezas de Solidão como proteção alheia de si - inclusive um conceito arbitrário - sou mais um anti-herói que goza de não ter a quem ferir. Ou proteger?
Meus Jacks são invulneráveis moral, fisiologica e emocionalmente e isso os torna preciosos. Lembro-me, ainda, que meus Jacks são gratos a mim justamente por isto.
"É quando as sombras ficam maiores. É quando as sombras ficam mais fortes."
E ainda meus Jacks não os Jacks reais que já tive. São traços adaptados de cada um deles, conforme minha preferência. Do Jack-Sem-Apego eu carrego uma mágoa, do Jack-Longinquo eu guardo uma doce saudade, do Jack-Fugaz eu apenas fixei a imagem, com o Jack-Secundiforme eu aprendi a mentir, com o Jack-Faz-Tudo e entendi a palavra preconceito e de todos estes Jacks e dos que não mencionei, o que mais eu superestimo hoje, é que eu nunca precisei deles mas mesmo assim me sujeitei.

Mas o assunto não é este, os Jacks ficam para depois. Talvez o que eu queira aqui deixar registrado é que a cada dia mais e mais de mim se desprende. Muito de mim se torna algo que não conheço e Tabula Rasa é algo perigoso quando se trata de mim. Não me permitiria novamente.