8.27.2011

Amar et Amorem, Animus x Animus c'est possible


Não me recordo se já alguma vez postei algo semelhante neste blog. Caso sim, reforço.


Do começo ao fim
De Aluisio Abranches

- Eu te amo

- Por que você me ama?

- Eu te amo porque você é meu. Te amo porque você precisa de amor, Eu te amo porque quando você me olha eu me sinto um herói, sempre foi assim. Eu te amo porque quando eu te toco eu me sinto mais homem do que qualquer outro.

- Eu também te amo.

- Por que você também me ama?

- Eu te amo porque quando eu te toco eu faço você se sentir mais homem do que qualquer outro. Eu te amo porque nunca poderão nos acusar de amor. Eu te amo porque para entender o nosso amor ia ser preciso virar o mundo de cabeça para baixo. Eu te amo porque você poderia amar qualquer outra pessoa, mas mesmo assim você me ama.


Neighbor


-- Farewell for a while. If i could not return, oh, dont you see ? --

8.25.2011

Corde Oblique - KunstWollen


É de uma beleza ímpar, tão absoluta e negligentemente doce que sufoca, dilacera e arrepia. Uma pérola e um lindo bordado.

Corde Oblique. Ouçam, KunstWollen.



Trapaças do meu amor - em quatro (pequenos) atos iniciais (iii)


I'm so tired of playing
Playing with this bow and arrow
Gonna give my heart away
Leave it to the other girls to play



Então vai haver um show de uma banda virtualmente desconhecida, amanhã, em um local não necessário de divulgação. Na noite de ontem recebi uma nota pedindo maior compreensão, no caso da minha síndrome de Otelo (citada anteriormente). Na nota havia uma sincera e humilde (preciso acreditar que seja assim) súplica, para que eu seja mais comedido no que falo e faço, não duvide mais ou questione e principalmente que tenha a paciência necessária para lidar com um humano. 
Confesso que não gostei, mas aceitei. E é o que tenho tentado fazer desde então. Tracei um paralelo entre o que é desvelo e o que é despreocupação, espero não infringir aléns.

Enfim, vai haver um show amanhã à noite.

E neste show, não estarei presente. Em partes porque seria um tanto quanto inviável e na maior parte porque não fui querido de companhia. 
Concordo que existam momentos de privacidade e momentos de empreendedorismo, claro, mas não gostei da situação. Não só fiquei de fora como precisei - a venenos amargos - aceitar que devia. Todo o desenrolo para o evento fora dado e me comunicado, apenas, talvez por cautela. Porém, não é só isso. Lembro que ainda que houvesse uma escolha, ela seria tomada assim. Porque não havia pensamento em minha pessoa hora alguma, sequer. Já era dado perdido minha participação ainda que mínima em qualquer contexto possível dentro do campo de escolhas e acasos. Não sirvo mais para isso.

Não acaba aqui. Este mesmo evento será parte inicial da comemoração de aniversário do, então, 'alvo'. 

Como aceitar que então, categorizando os is, não estou podendo participar de algo tão importante aos moldes mortais? Claramente fui expelido. Claro! 

Recordo da exata frase que dizia "- oras, mas não devo incluí-lo em tudo. Eu tenho a minha vida" proferida com um certo teor cáustico.

Concordo, temos as nossas vidas individuais e as nossas vidas compartilhadas. Talvez eu tenha omitido a minha vida pessoal em prol deste bem maior. Juro solenemente que não farei mais isso de agora por diante. Eu serei eu e não mais uma extensão de alguém que amo, apenas me valendo de que este amor seja eterno e/ou que me alimente. Tenho meus sonhos e eles serão cumpridos agora, não hesitarei mais. Não ficarei sem para dar a ele. Não mais. 

Juro solenemente.

-- Devo relembrar que a obra se trata de objetos meramente ilustrativos, não tendo então, relação com qualquer verdade absoluta, usado apenas para exteriorizar uma intenção.