12.11.2011

Aurora Escarlate


Há muito tempo atrás, quando do início da raça criada, um dos mais antigos cometeu um erro brutal. Ele se associou a quem não devia, esperando por um maior poder. O poder de desfazer o que acabara de ser feito.

Ele recorreu a um deus pedindo por um tempo maior durante o dia, para que ele pudesse estar com quem amava. Logo após a transformação, dos Seis Iniciais, este Um ainda temia o que se tornara. Ele sabia que daquele momento em diante estaria incapaz à luz do dia, teria de viver nas sombras e nas trevas, alimentar-se de homens, mulheres e almas e principalmente, manter-se incógnito. Lógico, ele não aceitou. Havia algo nele maior do que esta sede, que era o carinho que ele tinha a um ser que ele havia visto crescer. Era sua família até então.

Bom, o deus concedeu em vez de ajuda, uma maldição. Conhecida posteriormente como Aurora Escarlate.

Em certas ocasiões e muito especiais, estes seres podem andar durante o dia sem temor. Na época, o Um achou que era a melhor coisa, já que ele poderia viver parte da sua vida da forma mais humana possível. Enganou-se. Quando da primeira Aurora Escarlate, ele viu sua sede crescer, desenvolver aspectos brutais em sua força, torná-lo um sádico monstro, violento, desumano, descontrolado, excessivamente viril, consternado e não pior, alheio à qualquer emoção. O que era pra ser o seu momento acabou como a maior desgraça que poderia ter acontecido: ele viu o Sol nascer e se assustou, já havia desacostumado àquela presença. Ele vagou pela vila durante o dia, espantou moradores com sua aparência, bebeu deles, violentou-os, matou e destruiu. Mais, ele acabou com seu próprio amor, por fim, inerte em seus braços poderosamente infantis a ponto de esmagar.

Numa única Aurora ele terminou seus medos. E então, sentou-se e chorou. Chorou até a poça de sangue-lágrimas se tornar revolta e arrastar o que havia em volta. Ele chorou e partiu montanhas. Abriu vales entre os mares. Criou Tempestades. E não pode trazer seu amor de volta, jaz afogado, em sua essência.

Os outros Cincos levaram a Aurora tão funestamente quanto este, porém não tinham muito o que perder. Lamentaram pelo seu irmão mas não podiam fazer nada também. Desde então, a Aurora Escarlate é algo tão temido quanto possível, entre nós. É um tempo em que nos recolhemos acorrentados uns aos outros, para que não façamos mais mal à Humanidade. O mundo de hoje já comporta bestas demais para que sejamos as mais poderosas à solta.

Houve um tempo em que se tentou barganhar com este deus a libertação, mas ele já havia partido. Morto em batalha por um outro deus. A maldição ficou e ele foi, até nisso há injustiça. Mas conquanto haja um trabalho divino ele não é desfeito, sabemos disso na carne pelo que nós mesmos fazemos. De nós mesmos, entre os Seis, um se foi mas seu lugar continua tão forte quanto antes, repelindo qualquer invasor.

Enfim, o momento da Aurora está chegando. Eu posso sentir no ar e na noite que persigo. Mas como eu disse, não terei mais o que destruir.


12.10.2011

Nosferatia in bed




"Mas não! O veneno e o punhal
Disseram-me de ar zombeteiro
Ninguém te livrará afinal
De teu maldito cativeiro.
Ah! teu retiro
Se te livrássemos um dia,
Teu beijo ressucitaria
O cadáver de teu vampiro!"

Baudelaire, C.


11.28.2011

Innocente - Delerium


Hear it here .


You can't see my eyes
You can't see my eyes
They don't see yours
Hear me when I say
I don't mind at all

It's the rain that I hear coming
Not a stranger or a ghost
It's the quiet of a storm approaching
That I fear the most
It's the pain that I hear coming
The slightest crystal tear, drops to the ground
In silence, when my love is near.
Darling, when did you fall? When was it over?
Darling when? When did you fall? When was it over?

It's marching through my door now
The stony cold of lonesome
A bell tolls for my heart and then my lonesome song begins
It's marching through my door now
The stony cold of lonesome
A bell tolls for my heart and now my lonesome song begins

Darling, when did you cry? I couldn't hear you
Darling when? When did you cry? I couldn't hear you

I suppose it is the price of falling in love
I suppose it is the price of falling in love

It's the rain that I hear coming
Not a stranger, not a ghost
Of the quiet of a storm approaching
That i fear the most
It's the pain that i hear coming

The slightest crystal tear drops to the ground
In silence when my love is near
It's marching through my door now the stony cold of lonesome
A bell tolls for my heart and now my lonesome song will end

Darling when did we fall? When was it over?
Darling when? When did we fall? When was it over?

I suppose it is the price of falling in love.
I fear that it's the price of falling in love.


11.15.2011

Petit palavras

Ele escreve:

‎"Não é preciso uma verdade nova, uma aventura,
Para encontrar nas luzes que se acendem um brilho eterno
E dar as mãos e dar de se além do próprio gesto
E descobrir feliz que o amor esconde outro universo"

Eu me pergunto:

- o que será que significa?