4.18.2011

Him Cross

Talvez, expressar seja mais do que escrever. Pode ser interessante sentir, mostrar, compartilhar não só basta. Deixei o post anterior com uma música que não escapa às minhas playlists de tão semelhante eu me considero a ela. É como me ouvir chorando ou repassando preces a qualquer deus menor do que eu.

Não escrevo apenas por que gosto, escrevo por que preciso. Uma serpente usa seu veneno contido para sua alimentação, eu não. Talvez use meu veneno justamente para afastar possíveis vítimas. Não me enalteço por fazer presas entre os mais afortunados - intelectualmente, ainda. Não sou destes tipos vaidosos que se sentem bem ao eliminar uma beleza, tampouco. Não  preciso reduzir a concorrência pois uma coisa é dada certa: não há humano que me alcance. Faço contra em absoluto como a cinematografia e a literatura sempre contam, da maior beleza conquistada e tomada.
Para tanto eu testo os que estão ao meu redor e deles tiro um melhor. De cada um deles eu conheço fraquezas e forças, é a minha proteção. E claro, a deles em suma.
Faço como os grandes alquimistas que testam seus pequenos aprendizes, livrando-os dos malditos sopradores que os assolam. Para estar entre mim (digo 'mim' por que somos muitos e falo por uma Legião) é necessário sempre que sejam os melhores dentre os melhores, é o que escolhi para mim.

Não fui reduzido com o dom da humildade, graças aos Æons por isso!

E não vejo a hora da utopia novamente, que seja ela particular, individual, compartilhada com um ou uma, com todos ou ainda que eles a tenham e eu fique de fora. Desde que o conceito seja real, posso viver (i.e. permanecer morto) com isso.

Um comentário:

Neto Cruz disse...

Dentre todas as facetas possíveis e belas de se ver nos rostos alheios, nota apenas as fraquezas e forças? Apenas com isso se importa, com a altura das palavras? Pois as maiores palavras são aquelas ditas no silêncio dos quartos vazios, e não aquelas ditas no alto das tribunas. As maiores qualidades não são aquelas que derrubam exércitos, mas sim aquelas que levantam um homem ferido.
Talvez expressar seja realmente muito mais do que escrever. E talvez escrever seja muito mais do que o incessante auto-enaltecimento ingênuo, tão vibrante e vivo nas palavras de seu "Him Cross", de seu "Own Night".