8.21.2011

Trapaças do meu amor - em quatro (pequenos) atos iniciais


Começarei agora uma série de pequenos contos sobre as peripécias diárias de uma vida humana compromissada - como - técnicamente - ainda é meu caso.



-- Premier Acte:

A sexta-feira começara tranquila mesmo após um sonho perturbador. Como havia iniciado a semana, acordara cedo para encaminhar-se ao trabalho. E o fez. A viagem acabou sendo um tanto quanto extensa, mas enfim, chegou. Passou o dia a entender as minúcias do novo trabalho e como sempre, se superou e recebeu os méritos verbais por isso.

O dia transcorrera como de costume. Houve café, almoço, água, conversa e até um sorriso ou outro. Durante este dia ele telefonou para o seu amor. Perguntou se não poderiam se ver após o curso que este amor fazia (Francês - Aliança Francesa). Ficou acordado em partes a possibilidade mas nada definido ainda.

Então, o dia terminara no trabalho, ele se despedira dos 'colegas' e pela necessidade do contacto, acabou indo ao encontro do amor, mesmo sem nada definido ainda. Pegou a chave do carro, pensou na intenção e foi. Pegou engarrafamento na pista expressa, como de costume. Apenas pensara no amor durante toda a viagem e após uma hora e meia, estava no bairro.
Dali telefonara novamente para o amor e sinalizara sua chegada. Enfim, após mais uma hora de espera eles se encontraram. Dirigiram-se ao shopping mais próximo (Botafogo Praia shopping) e andaram a esmo, apenas admirando um ao outro. Entraram na loja de conveniência e compraram chocolates. Logo saíram e andaram à orla. Era uma perfeição tudo o que acontecera e até ali, o protagonista jamais pensaria que algo poderia dar errado. Na vida. Nada era tão imediatamente perfeito.

E voltaram ao ponto inicial já na intenção de retornar à casa (respectivamente, já que ainda não moravam juntos).

Até a metade do caminho tudo corria bem - um adendo. No entanto durante uma conversa sobre os planos do dia seguinte, precisou-se do uso do telefone do protagonista para uma ligação para a amiga do amor, i.e., 'do falado'. Neste momento o protagonista não hesitou e cedeu.

Para efeito de entendimento, está acá uma saliência na história: há algum tempo passado, este que vos escreve em troisième personne cometeu uma infração gravíssima. Manteve conversas paralelas e um dia fora descoberto, diretamente pelo telefone. Muito se falou e muito se desculpou, acabou tudo bem e houve uma promessa para nunca guardar mais segredo. E tem sido assim. Logo, não há mais o que esconder ou temer.


Então, a ligação fora feita. Ou melhor, não se concretizou por impossibilidade técnica.

> Salto para a parte que choca >

Este protagonista então pediu o telefone do seu amor e este hesitou, visualmente expressivo e temeroso. 

O que havera portanto? O hesitante agora fora quem? O que há escondido? Haveria uma trapaça neste ponto? O que eu perdi? O que eu ganhei com esta ocorrência? Devo questionar? Como proceder?

E após isso, o dia se desvencilhou da felicidade que havia.

Outra saliência: este mesmo amor, outrora, havia contado história sobre um compromisso desfeito pelo mesmo motivo, mensagens paralelas.
 

-- Fin du Premier Acte


Nota une do autor: Toda situação aqui vivida pode ter sido fruto da destreza de um escritor, querendo exteriorizar um sentimento, logo, não cobrem a veracidade da história.

Nota final do autor: Não quero opiniões nem leituras, apenas precisei me expressar. Logo, não me deixem saber que estiveram aqui ou a vengeance será brutal.



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