8.21.2011

Trapaças do meu amor - em quatro (pequenos) atos iniciais (ii)


Continuando.


-- Deuxième Acte:

Não escrevo para dizer como sou ou o que sou. Escrevo para para provar a mim mesmo que posso ser o que quero.
                                                                                                                                    L.L.

Este segundo ato começará diferente. Mostrará como as coisas acontecem sem que precisamos saber da importância delas.

Eu choro. Choro como a noite quando não antecede o dia. Choro como a alma perdida em busca ao Nirvana, encontrando apenas outras almas dilaceradas no caminho. Choro como a cobra que protegeu Buddha. Choro como a mãe do Cristo quando o viu na cruz. Choro como o povo hebreu, enquanto dançava pelo seu Espírito Santo, no êxodo.
Principalmente, choro como o vampiro que ainda não se adequou ao mundo.

De repente me sinto como em queda livre, tento me agarrar ao que não vejo, apenas confio, e, não consigo. Não quero fechar meus olhos, por medo do que posso encontrar.

E vós nunca vedes isto?


-- Fin du Deuxième Acte

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