9.20.2011

Constrangimento


‎"Sua existência exige do mundo melhores peles, melhores líquidos, melhores pelos. Você constrange a humanidade só de respirar."

Foi com estas palavras (dirigidas a mim, por minha doce e especial irmã) que eu despertei para o mundo hoje. Melhor, além de despertar eu quis o mundo. O quis como não havia quisto ontem, anteontem e na semana passada por completo. Eu o quis e precisaria mudá-lo para mim.
Tenho pensado em coisas que não deveria. Coisas pequenas, improcedentes, desnecessárias e em horas assim eu insisto em recordar o que Harpócrates sempre me dissera sobre a congruência da sanidade que preciso manter: "- Não se reduza para que seus feitos ou pertences pareçam maiores."
Comecei a notar que dou valor à coisas pequenas demais, esnobes demais e permito-me influenciar por situações ainda menores. Me concedo à reações intempestivas por má interpretação de pensamentos externos e me prejudico com isso. Leio meus amigos com outros olhos e os abomino por isto. Logo, me odeio por excluí-los.

> Observa-se que eu não disse que os traria de volta.

É enigmático como mesmo as pessoas que categoricamente afirmam me conhecer, mentem. Há um equívoco letal nesta colocação e espero que um dia eles notem. Eles não sabem o que em mim ressoa, não sabem o que transpassa meu coração inseguro e nunca - efetivamente - entenderam que certas brincadeiras me dilaceram única e exclusivamente quando se colocam entre meus sonhos e no que acredito.

Pode parecer superficial, não admito que não seja, mas acaba sendo difícil de aceitar.

Mexer com coisas que eu tomo para mim não é a melhor forma de incentivar minha humildade que já tão pouca, se estabelece. Claro que, numa hora destas, eu faço o que é melhor para ambos: me anulo. Me mantenho fora do quociente comum. Eu sei que para me adaptar ao mundo, inicialmente sempre tento me adaptar ao que tenho mais próximo. Tomo gostos comuns, sigo a fólea coletiva, me asseguro do que está no centro das atenções para que o mantenha e - a olhos honestos e fanáticos - eu me encontrarei sempre fora deste mesmo mundo em que tento me incluir. Este é exatamente o sentimento deste post.
Me pego aprendendo sobre o que não devo e me categorizando para no final ainda estar alheio a tudo e todos.

É um erro meu, concordo, mas me julguem por querer fazer o bem e estar com vocês, não por querer tomar algo que os pertence. Talvez por amá-los tanto eu sinta necessidade de amar também o que vocês amam, para estar mais perto, poder ter do que falar, poder criar planos, enfim, suprir minha carência humana ainda tão exacerbada. Neste mesmo tempo eu peço perdão por isto. Com minha espada e minha vida eu prometo não me intrometer mais ou ser leviano ao falar sobre. Meus gostos continuarão meus e os de vocês, seus. O que houver de paralelo que seja aproveitado, eu defenderei o que me pertence até o fim, deixo isso bem claro.

E quanto ao pesar que eu sentia e o rancor que estava alimentando, bom, eles serão esvaziado assim que o ponto final deste texto for colocado. Ou seja, agora.

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