Não mereço o amor que desprendo. Não há retorno. Não posso me permitir amar mais do que seria amado pois este valor me coloca em risco.
Neste momento sinto vontade de ir ao deserto, sentar, chorar, me despir e ao luar, criar cem cavalos de areia para cavalgar até o limiar da sanidade e do oriente. Não posso insistir no amor, não com ele. Ele não entenderia esta sensação de ardência nos olhos, queimação no peito e o arfar da alma em busca de consolo mesmo quando se parece alegre ou feliz.
"Porém os cavalos reconhecem o amor do dono e a eles são fiéis."

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